Awake and unafraid, asleep or dead.

quinta-feira, 3 de junho de 2010
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Antes que eu conte uma história sobre perdas, considere quem eu sou. Eu arranquei do meu coração a maioria das necessidades, joguei-as fora. Apaguei-me por completo para não sofrer diante de qualquer fato.

Eu desisti do amanhã por causa do ontem. Desisti do amanhã e vivo o hoje. E pode-se dizer que nenhuma verdade me machucará, nenhum motivo me corroerá. Meu leito são minhas ações, eu não sou o que aparento. Apenas um olhar mais perspicaz sobre mim e você verá. Meu isolamento é o trajeto que percorro por entre as luzes da noite. O efeito que a verdade possui sobre mim é a indiferença por qualquer sentimento, porque a dor que sinto é o momento em que vejo a solidão, uma morte viva.

Retalhando a alma e entregando o coração, nunca saberei ser diferente. Apagada e pressionada pelo destino de permanecer só entre as colinas de concreto. Duras palavras sempre são escutadas por essa audição, sem qualquer consolo ou eufemismo, mas eu prossigo.

Posso até estar acordada e não ter medo, mas estarei adormecida e morta.

FM.