The Ghost of You.

terça-feira, 25 de maio de 2010
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Uma constante icógnita. A promessa secreta de realizar tudo a que se propõe fazer. E sua felicidade contagia todos ao redor, como uma doença. A cura. Uma presença que se faz importante a qualquer minuto, e como poderia ser diferente?

Uma criança eterna. Sentada no chão frio de um quarto, dedos delicados segurando pequenos brinquedos de plástico, voz infantil. Sorriso distraído e a pureza do sentimento que emanava de sua respiração, abrigava meu coração. Eu o amo pois ele foi um dos únicos que me fez sorrir de verdade.

Pequenas esculturas no chão. Estradas e casas de barro naquela varanda. Risadas. Eu lembro delas. Estão marcadas em minha memória. Uma pessoa da qual eu nunca senti o mínimo de irritação. E por isso eu o amo. Porque sempre que precisei, ele estendeu a mão e me ajudou. Me acompanhou.

As horas da madrugada ao som de um relógio antigo passavam rapidamente ao seu lado. E as palavras fluiam naturalmente de nossas mentes, horas a fio acordados. E durantes as horas em que o sol reinava, buscávamos o fim virtual de qualquer jogo. Preparávamos cartões de aniversário no computador, mesmo que não fossem usados, nós os fazíamos.

Nossas músicas preferidas eram as mesmas. As interpretações das letras se faziam naquele quarto de piso avermelhado, muitas vezes durante às madrugadas acordados. Fantasiávamos sobre como seria o filme de qualquer livro que líamos em comum. Que éramos fãs. Comentávamos sobre histórias de terror e ele me contava as melhores piadas.

E ele ria das próprias piadas. Sua risada silábica sempre me contagiou. Comíamos sorvetes estranhos e assistíamos novelas juntos[A usurpadora, sim, porque não?]. Marchávamos no asfalto em frente à sua casa. Pregávamos sustos em algum distraído que passava pela rua. Assistíamos filmes de terror juntos e escondíamos os olhos das imagens mais pesadas. Inventávamos comidas esquisitas que sempre ficavam boas, se era ele que fazia.

E eu podia me dizer criança. Somente nesse tempo, dentro de alguns períodos, eu vivia como uma criança comum. E vivia. É desse tempo que conto minhas histórias infantis, minhas pequenas aventuras e corridas na areia.

Mas ele é uma criança eterna. Cresceu e continua com o mesmo brilho nos olhos. A magia da descoberta de um mundo novo a cada dia.

Suas antigas preferidas,

Papercut.
The Kill.
The Ghost of You.


Você sabe quem você é e o quanto importa pra mim.

FM.

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