E num dia você vê a estação arrancar suas flores, espinhos, seus próprios galhos secos. Seus raios de sol. Ou o vento frio. Ou gotas de chuva que caem tórridas em meio ao calor. Num dia, você vê aquela estação arrancar seus próprios suspiros calados, silenciosamente lívidos, como se o céu estivesse prestes a cair. Até esmagar o melhor dos melhores em seu coração. Até roubar seu coração, instalando algo maior em seu lugar, ou menor. Depende de como você vê o sentido verdadeiro de uma simples condição de tempo roubar toda a sua atenção.
Mas todas as estações vão embora, todas as estações encharcadas de sol e todo o tempo perdido, passado. Esmagando o melhor e o pior do tempo que passou. Todos sabemos que convites precedem despedidas. Um dia todos vão conhecer o desaparecimento do glamour dourado da luz daquele verão quente. Em meio à bebida clara e olhares nublados, foi cedo demais para dizer boa noite, mas não tão tarde para que não se pudesse sorrir uma última vez. Agora nossos sonhos estarão garantidos, dentro do nosso sono, e nós iremos dormir bem.
Dentro de seus olhos eu posso ver tudo o que você sente. Posso te escutar, mesmo que esteja sussurrando dentro de seu coração. Aquela estação que te roubou o melhor dos melhores. Com o glamour dos raios de sol no fim da tarde. Ou apenas o vento frio de um por do sol inexistente, no meio da chuva. Nós parecemos com aquilo que sentimos. E eu sinto que dias melhores estão por vir, basta acreditar que pode ser melhor, vai ser melhor.
Porque já foi bom o bastante para mim, sorrir aquela vez, com um simples gesto, com uma simples risada. Todos nós parecemos com o que sentimos.
FM.
Pelo espaço de uma respiração
Escrito por
Fernanda Medeiros
às
14:44
terça-feira, 20 de março de 2012
Apartamento 703 - Parte 1
Escrito por
Fernanda Medeiros
às
14:37
'
Numa noite de tempestade ela fechou os olhos e deixou que suas lágrimas caíssem como se não houvesse outra vez para ela chorar. Nessa noite escura de sonhos intermináveis ela correu através de seus próprios pensamentos, como se não houvesse espaço fora de sua mente.
E ela soube que não era apenas um ponto final.
continua.
Erase the Silence
Escrito por
Fernanda Medeiros
às
14:25
'
No meio da escuridão, todos são iguais em suas vozes.
Em seu coração, todos são iguais.
Todos sonham com o paraíso.
Todos apagam o silêncio quando estão sozinhos.
Porque seus pensamentos voam tão longe.
Além do que pode se chamar de solidão.
Nada grita tão alto quanto o silêncio.
Enquanto a vida passa, as vezes parece tão pesada.
Linhas se entrelaçam e descem ao redor do escuro
Todos percebem a dor que vivem
Mas nem todos demonizam sua própria necessidade de ficar sozinhos
São mais que séculos de sonhos intermináveis
São mais que dores rendendo lágrimas
Um dia eu cavei fundo em minha alma
E encontrei um último rastro de alegria
E foi a ele que eu me apeguei
No meio da escuridão.
Eu apaguei meu silêncio e tentei restituir minha alma.
A última coisa que eu quero é morrer dentro da tristeza.
FM.
No meio da escuridão, todos são iguais em suas vozes.
Em seu coração, todos são iguais.
Todos sonham com o paraíso.
Todos apagam o silêncio quando estão sozinhos.
Porque seus pensamentos voam tão longe.
Além do que pode se chamar de solidão.
Nada grita tão alto quanto o silêncio.
Enquanto a vida passa, as vezes parece tão pesada.
Linhas se entrelaçam e descem ao redor do escuro
Todos percebem a dor que vivem
Mas nem todos demonizam sua própria necessidade de ficar sozinhos
São mais que séculos de sonhos intermináveis
São mais que dores rendendo lágrimas
Um dia eu cavei fundo em minha alma
E encontrei um último rastro de alegria
E foi a ele que eu me apeguei
No meio da escuridão.
Eu apaguei meu silêncio e tentei restituir minha alma.
A última coisa que eu quero é morrer dentro da tristeza.
FM.
Tired.
Escrito por
Fernanda Medeiros
às
15:17
segunda-feira, 19 de março de 2012
'
Só preciso de um dia de silêncio. De solidão. Minha mente está destruída, assim como meu corpo já responde ao cansaço. Eu não quero reclamar. Não quero jogar meus problemas em cima de ninguém. Não quero culpar ninguém pelas moléstias que minha vida vem tendo. As bombas que cairem sobre mim são minha culpa, ninguém tem nada a ver.
Só preciso de um dia de silêncio. De solidão. Minha mente está destruída, assim como meu corpo já responde ao cansaço. Eu não quero reclamar. Não quero jogar meus problemas em cima de ninguém. Não quero culpar ninguém pelas moléstias que minha vida vem tendo. As bombas que cairem sobre mim são minha culpa, ninguém tem nada a ver.
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Iesu, Rex admirabilis
Et triumphator nobilis,
Dulcedo ineffabilis,
Totus desiderabilis.
Et triumphator nobilis,
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