Mais desculpas estúpidas. É apenas indiferença. A morte foi velada por carícias sordidamente mascaradas em mentira e novos sorrisos vazios. Todos sabem o verdadeiro culpado e continuam a vender uma mentira pelo próprio sentimento de comodidade. É a história de um afeto trágico, em pedaços. Delírios de uma fixação boba. Mais alguns círculos traçados, não tão infinitos, por rachaduras ínfimas em sua superfície. Aneis que se quebram ao menor toque. Ao menor sinal.
Esses são momentos carregados de hesitação. Com incitações de ódio que chegam a seduzir os sentidos em alguns segundos. Impassividade. Tão pessoal e seu. Unicamente seu. Tudo o que se consegue observar é a imensidão vazia ao redor do que um dia já foi puro. Espirais de fumaça e cinzas tilintam como vidro partido, e essa é a parte solene da culpa. Por manter as mãos atadas, desafiadas a desistir, persistindo. Até suas lágrimas secarem, sumirem com todas as esperanças e convicção.
Mas o silêncio nunca será quebrado. Não por uma alma que contempla com tanta adoração o altar da indiferença. Ainda que seja mais uma máscara, e ainda que sejam varridos os traços de decepção. Ainda que se guardem segredos desesperados, enterrando-os bem no fundo da memória.
Você sabe como funcionam as caixinhas... Certo?
Caixinhas servem para guardar pensamentos? Essa é a caixinha enumerada 10.22.
FM.
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Iesu, Rex admirabilis
Et triumphator nobilis,
Dulcedo ineffabilis,
Totus desiderabilis.
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