Don't call me, even when you're sober.

sábado, 15 de abril de 2017
Couldn't take the blame
Sick with shame
Must be exhausting to lose your own game
Selfishly hated
No wonder you're jaded
You can't play the victim this time
And you're too late

So don't cry to me
If you loved me
You would be here with me
You want me, come find me
Make up your mind

You never call me when you're sober
You only want it cause it's over
It's over

How could I have burned paradise?
How could I?
You were never mine

Don't look Back

quinta-feira, 6 de abril de 2017
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Cabecinha boa de menino triste, 
de menino triste que sofre sozinho, 
que sozinho sofre, — e resiste, 

Cabecinha boa de menino ausente, 
que de sofrer tanto se fez pensativo, 
e não sabe mais o que sente... 

Cabecinha boa de menino mudo 
que não teve nada, que não pediu nada, 
pelo medo de perder tudo. 

Cabecinha boa de menino santo 
que do alto se inclina sobre a água do mundo 
para mirar seu desencanto. 

Para ver passar numa onda lenta e fria 
a estrela perdida da felicidade 
que soube que não possuiria.

A Criança de Melodias Espectrais

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Acho que vivo em permanente estado de reflexão. Ao menos uma vez por dia penso em algum arrependimento, ou alguma lembrança feliz, que ganha vozes, cores e tatos, à medida que se prolifera em minha mente. Porém há dias em que a tristeza se abate de maneiras inimagináveis, e me sufoca. Nesses momentos eu me dedico exclusivamente a vivê-la, e a sinto em seus âmbitos mais profundos.

Porque somente comigo posso ser livre, inteira. E reclusa. Em meus momentos de solidão posso me ligar mais profundamente ao que chamam de criatividade, e que eu chamo de fiel amiga.

Eventualmente fico desamparada pelo silêncio, e preencho o vazio com música. As que escrevo, as que canto, as que reproduzo. Mas, principalmente, as que me cavam profundamente, num buraco bem dentro do peito, e me adormecem na piscina de piche em que secretamente vivo. Conectada ao meu mundo, mergulhada em minhas sombras, o único lugar em que verdadeiramente me conheço.

Calo-me. 

É aí que encontro minha arte. Às vezes seca, impiedosa, dura, difícil de mastigar e engolir, por ser franca e indelicada. A mais pura forma de ferir. Essas ondas se chocam contra mim em textos prolíficos, sonhos estapafúrdios, notas de rodapé que nunca deixo escapar. Vem em forma de prosa, ou em poemas oníricos, em melodias que componho para afundar minha voz em lamentos. Essas eu geralmente evito tornar públicas, por serem ofensivas mesmo para mim. Mantenho-as secretas em um diário, porque não me vejo sem um, desde os treze anos.

Todavia, em alguns arroubos mais gentis, encontro-me diante de um espelho que não precisa se partir para revelar o que há por trás. Eu só preciso olhar para mim mesma, e a arte se floreia em nuances sutis e perfumes suaves. Como se arabescos pudessem se pintar no ar, enquanto imagino. Nesses momentos trago à tona composições menos claras e óbvias. Elas são cheias de simbolismos, de suspiros, adornos linguísticos ou não-verbais, quando as desenho. Elas nascem em mim como o sol se põe todos os dias, ou como a lua que brota no horizonte no ápice de suas fases, minha preferida.

Elas respiram em mim a poesia mais sombria e doce que há em minha noite.

Essa é a parte que mais amo em minha alma. Esse fragmento não é frio e alheio à realidade como o resto de mim. Essa parte da minha alma não é podre, nojenta, infestada de incertezas adultas sobre um futuro que já parece ser um passado fadado ao fracasso.

Ela é uma criança feita de melodias espectrais que me assombram e saltam aos sentidos, pois ela é cega. É feita de sombras, sem nenhuma cor, porque matizes não florescem na escuridão. Feita de noites, suspiros oníricos e alguns arabescos que surgem em minhas palavras, minhas escalas, em cada rasto de olhos mortos que desenho. Feita da quietude e do aprisionamento.

Da delicadeza de fazer... arte.

FM.

Sick.

quarta-feira, 5 de abril de 2017
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Sick of it all
Sick of it all
We will not follow
Sick of it all
Sick of it all
They don't understand how
Sick we are, sick we are
Of this bottomless pit of lies
Behind closed eyes
FM.