Uma nota antes da despedida

sexta-feira, 25 de março de 2011
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Qual o motivo de ser o vilão?

Quando a impaciência e as palavras vem à tona, parece que tudo ao redor se transforma. E finalmente as palavras se transformam em inimigas próprias. Aos poucos você se transforma, sem ao menos perceber. É a falta de tato e da interpretação correta. E você se transforma numa vítima de um jogo que não participou. Todos te julgam como se você fosse o mais errado.

Mas quem é o mais errado? 

É uma questão de opinião, pois. O fato de todos acharem que você não se importa com nada, que não quer ninguém por perto. O modo como você age é distorcido. E você se transforma no vilão. Porque não há nada em seu coração, além de frieza e desprendimento. Porque encontrarão todos os adjetivos que você puder imaginar. E será sempre assim. Você é o estranho, o diferente. Aquele do qual as pessoas não se aproximarão pois pensarão que não será bom, ou interessante. Ou que tudo ao seu redor é diferente demais para se acostumar.

E todos pensarão que não te conhecem.  E a música que escutará será como We might as Well be strangers.

Eu não reconheço mais seu rosto
Ou sinto o toque que eu adoro
Eu não reconheço mais seu rosto
É apenas um lugar que estou procurando

Nós podemos muito bem ser estranhos em outra cidade
Nós podemos muito bem estar vivendo num mundo diferente
Nós podemos muito bem...


Eu não reconheço seus pensamentos esses dias
Nós somos estranhos num lugar vazio
Eu não entendo seu coração
É mais fácil ficar afastado

Nós podemos muito bem ser estranhos em outra cidade
Nós podemos muito bem estar vivendo num mundo diferente
Nós podemos muito bem...
Nós podemos muito bem ser estranhos ser estranhos

Por tudo que eu sei sobre você agora


E ninguém pensará que você poderá se machucar com isso. Porque o sabor amargo da solidão não será sentido por outro além de você. Não imagine que as pessoas pensam mesmo que você não se importa com nada nem ninguém. Só você sabe que não é assim, e sua sinceridade por si só basta.

Olhe no espelho e veja que nada mudou, e nada mudará.

E nunca mais você precisará gastar saliva e voz para negar que detesta a presença. Que não quer. Por mais que todos digam que você é um estranho que não ama a nada. Que você um dia viverá sozinho e que ficará feliz por isso. Você sabe que não é verdade, abstenha-se, pois.


FM.

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