'
Quando eu olho em teus olhos
Não há nada para ver
Nada além do meu próprio erro
Olhando de volta para mim
Eu menti para você
Do mesmo jeito que eu sempre faço
Este é o último sorriso
Que eu vou fingir por estar com você
(Tudo se quebra/Até as pessoas que nunca se cansam / às vezes ficam esgotadas.
Tudo tem que terminar, você achará logo que nós estamos sem tempo para ver tudo desenrolar)
Pelo sacrifício de estar com você
(Tudo se quebra, até mesmo as pessoas que nunca se esgotam eventualmente têm um colapso)
O sacrifício nunca é reconhecido
Por que eu fico aqui quando você apenas se afasta
Não importa o que você veja
Você ainda continua cega para mim
Eu tentei gostar de você
Fazer tudo o que você queria
Esta é a última vez
Que eu vou levar a culpa por estar com você
(Tudo se quebra/Até as pessoas que nunca se cansam / às vezes ficam esgotadas)
O sacrifício de se esconder em uma mentira
(Tudo tem que acabar/Você logo perceberá que estamos sem tempo para olhar tudo se desenrolar)
O sacrifício nunca é reconhecido
Por que eu fico aqui quando você apenas se afasta
Não importa o que você veja
Você ainda continua cega para mim
Psicologia reversa está falhando miseravelmente,
é tão duro ser deixado sozinho.
Digo você é a única chance para mim,
Não sobrou nada além de virar e encarar você...
Quando eu olho em teus olhos
Não há nada para ver
Nada além do meu próprio erro
Olhando de volta para mim
Por que,
O sacrifício de se esconder em uma mentira
O sacrifício nunca é reconhecido
Por que eu fico aqui quando você apenas se afasta
Não importa o que você veja
Você ainda continua cega para mim.
Permamente, como sempre. Imutável, sem chance para um novo dia. Inflexível. E sempre vai ser, persistindo pela dúvida desmotivada da lealdade, permanentemente fiel. Imutável. Inadaptável. Sou eu. E ainda caminho com a mesma opinião, porque a minha nunca mudará. Há muitas coisas que o tempo nunca vai apagar.
"Tudo cai distantemente, até as pessoas que nunca reclamam geralmente esgotam."
"Everything falls apart, even the people who never frown eventually break down."
FM.
Eu preciso dormir um Pouco
Escrito por
Fernanda Medeiros
às
15:48
'
Os dias passavam cada vez mais rápido. As horas corriam por seus olhos vertiginosamente, como em passes lúdicos de mágica. E logo o presente tenro tornava-se um passado amarelado e distante. Lucy olhava o céu pintado com estrelas e sentia algo em seu interior, como se uma lembrança fluisse em suas veias. Talvez fosse apenas sono, mas seus olhos perderam-se na escuridão ladreada em pontos de luz mínimos.
O vento, pois, assustava. Sua força impulsionava os galhos das árvores e produziam ruídos sincronizados das folhas, que se chocavam umas nas outras. Os olhos tremeluzentes de Lucy brilhavam com lágrimas curtas e grossas, que se impunham sobre sua face pálida de forma impiedosa. Suas mãos a abraçaram e ela cerrou as pálpebras, erguendo o queixo para inspirar o ar da noite em sua totalidade. Seus cabelos ondulavam em torno de seu rosto, emoldurando seu semblante sombriamente.
Mais um de seus sonhos partidos colidia com sua própria verdade, fazendo-a perder o sono. Mais uma de suas esperanças perdidas se mostrava cruelmente revestida de dor e arrependimento.
-Eu preciso dormir um pouco... - Seus lábios custaram a produzir, e sua voz falhou.
Mais lembranças de sua vida farfalharam entre as estrelas, ligeiramente.
Como no dia em que o sol se punha longe, e as flores num tom de rosa vivo caíam sobre o chão. Naquele dia Lucy conheceu algo que nunca mais esqueceria, a morte. Porque as flores caíam. Seu ciclo de vida havia acabado, elas murchariam no chão. Pereceriam. Assim como tudo deve um dia perecer, num destino que não mudará. Pois o tempo passaria implacável, para todos. Para tudo. Todos um dia seriam abandonados por alguém arrebatado pela morte, então o sonho de viver para sempre se quebrou.
Num dia seco e sem nuvens, Lucy vislumbrou o momento em que seu sonho de Felizes para Sempre se partiu. A partir daquele dia, nunca mais acreditou em contos de fada.
Seu ceticismo só cresceu, até o ponto de deixar de acreditar que tinha o poder de sonhar. Mas ela só precisava dormir um pouco até seus pesadelos tornarem-se corriqueiros, quase reais. Até acordar a si própria com algo como um grito, porque a escuridão a engoliu no momento em que perdeu sua última esperança, um sonho infantil que alimentava em silêncio. Algo tão secreto em seus pensamentos, como tudo o que parecia aparente em sua voz.
Lucy escutou sua própria voz dizer:
-Por trás de meu sorriso há um coração que teima em sangrar. Talvez eu só precise dormir um pouco.
Até que o vento levasse tudo para longe. Para que cada sorriso fosse o último a ser fingido pelo sacrifício de permanecer em silêncio. Lucy queria que aquela fosse a última vez que ela olharia o espelho e veria além de seu próprio erro refletido.
Tudo se colide, se parte. Até os que nunca reclamam, geralmente esgotam. Até os que nunca se cansam, geralmente esgotam.
FM
Os dias passavam cada vez mais rápido. As horas corriam por seus olhos vertiginosamente, como em passes lúdicos de mágica. E logo o presente tenro tornava-se um passado amarelado e distante. Lucy olhava o céu pintado com estrelas e sentia algo em seu interior, como se uma lembrança fluisse em suas veias. Talvez fosse apenas sono, mas seus olhos perderam-se na escuridão ladreada em pontos de luz mínimos.
O vento, pois, assustava. Sua força impulsionava os galhos das árvores e produziam ruídos sincronizados das folhas, que se chocavam umas nas outras. Os olhos tremeluzentes de Lucy brilhavam com lágrimas curtas e grossas, que se impunham sobre sua face pálida de forma impiedosa. Suas mãos a abraçaram e ela cerrou as pálpebras, erguendo o queixo para inspirar o ar da noite em sua totalidade. Seus cabelos ondulavam em torno de seu rosto, emoldurando seu semblante sombriamente.
Mais um de seus sonhos partidos colidia com sua própria verdade, fazendo-a perder o sono. Mais uma de suas esperanças perdidas se mostrava cruelmente revestida de dor e arrependimento.
-Eu preciso dormir um pouco... - Seus lábios custaram a produzir, e sua voz falhou.
Mais lembranças de sua vida farfalharam entre as estrelas, ligeiramente.
Como no dia em que o sol se punha longe, e as flores num tom de rosa vivo caíam sobre o chão. Naquele dia Lucy conheceu algo que nunca mais esqueceria, a morte. Porque as flores caíam. Seu ciclo de vida havia acabado, elas murchariam no chão. Pereceriam. Assim como tudo deve um dia perecer, num destino que não mudará. Pois o tempo passaria implacável, para todos. Para tudo. Todos um dia seriam abandonados por alguém arrebatado pela morte, então o sonho de viver para sempre se quebrou.
Num dia seco e sem nuvens, Lucy vislumbrou o momento em que seu sonho de Felizes para Sempre se partiu. A partir daquele dia, nunca mais acreditou em contos de fada.
Seu ceticismo só cresceu, até o ponto de deixar de acreditar que tinha o poder de sonhar. Mas ela só precisava dormir um pouco até seus pesadelos tornarem-se corriqueiros, quase reais. Até acordar a si própria com algo como um grito, porque a escuridão a engoliu no momento em que perdeu sua última esperança, um sonho infantil que alimentava em silêncio. Algo tão secreto em seus pensamentos, como tudo o que parecia aparente em sua voz.
Lucy escutou sua própria voz dizer:
-Por trás de meu sorriso há um coração que teima em sangrar. Talvez eu só precise dormir um pouco.
Até que o vento levasse tudo para longe. Para que cada sorriso fosse o último a ser fingido pelo sacrifício de permanecer em silêncio. Lucy queria que aquela fosse a última vez que ela olharia o espelho e veria além de seu próprio erro refletido.
Tudo se colide, se parte. Até os que nunca reclamam, geralmente esgotam. Até os que nunca se cansam, geralmente esgotam.
FM
Lágrimas que Congelaram o Tempo
Escrito por
Fernanda Medeiros
às
14:56
sábado, 13 de agosto de 2011
'
Suas palavras e olhares
Nunca me valeram a miséria
Compartilhe a frieza
É minha respiração morta
Porque minhas lágrimas congelaram o tempo
E o aperto em meu peito
Se resume numa batida fria
Como vento em minha pele
Você encontrou uma criança
Com um coração partido e nenhuma esperança
Apenas alguns retalhos de uma vida humana
Então não há motivo para me machucar, nunca haveria.
Porque minha capacidade de sofrer se esvaiu
há tanto tempo que eu não consigo lembrar
Eu descansei ao relento
Foi apenas por um segundo
Olhei minhas mãos
A morte levou toda a minha capacidade de sentir
Meus dedos permearam o tempo
Para encontrar o que havia atrás de meus olhos
Mas o vazio e a escuridão me prenderam
Até minha dor esvaeceu na névoa
Você encontrou uma criança
Com um coração partido e nenhuma esperança
Apenas alguns retalhos de uma vida humana
Então não há motivo para me machucar, nunca haveria.
Porque minha capacidade de sofrer se esvaiu
há tanto tempo que eu não consigo lembrar
FM.
Suas palavras e olhares
Nunca me valeram a miséria
Compartilhe a frieza
É minha respiração morta
Porque minhas lágrimas congelaram o tempo
E o aperto em meu peito
Se resume numa batida fria
Como vento em minha pele
Você encontrou uma criança
Com um coração partido e nenhuma esperança
Apenas alguns retalhos de uma vida humana
Então não há motivo para me machucar, nunca haveria.
Porque minha capacidade de sofrer se esvaiu
há tanto tempo que eu não consigo lembrar
Eu descansei ao relento
Foi apenas por um segundo
Olhei minhas mãos
A morte levou toda a minha capacidade de sentir
Meus dedos permearam o tempo
Para encontrar o que havia atrás de meus olhos
Mas o vazio e a escuridão me prenderam
Até minha dor esvaeceu na névoa
Você encontrou uma criança
Com um coração partido e nenhuma esperança
Apenas alguns retalhos de uma vida humana
Então não há motivo para me machucar, nunca haveria.
Porque minha capacidade de sofrer se esvaiu
há tanto tempo que eu não consigo lembrar
FM.
Even in Death
Escrito por
Fernanda Medeiros
às
14:06
quinta-feira, 11 de agosto de 2011
'
Então, mantive a calma. Minha respiração frágil deteve-se por um momento longo demais para ser considerado um segundo. Logo que um sorriso de descrença surgiu em minha boca, pude constatar que meus lábios estavam desidratados e pequenas rachaduras ácidas se formaram. E logo o sorriso se dissipou. A sensação de sede instalou-se no fundo de minha garganta e meus dedos trêmulos percorreram a pele de minha têmpora, escorregando até a base do pescoço, vagarosamente. Debilmente, talvez.
A dor me oprimiu, fazendo com que o peso em meus ombros fosse grande demais para que meu corpo pudesse suportar. Meus pés adormecidos pela densa pressão permaneciam gélidos, meus joelhos debilitaram e se renderam a cair ali. Tudo o que se podia captar por meus pulmões de repente não parecia suficiente para me manter viva, e minha voz apresentou rouquidão ao pedir ajuda. Meus punhos se fecharam com uma força a ponto de fazer minhas unhas se cravarem na carne.
Meu corpo tinha uma coloração exangue e meus olhos mostravam pavor. Doce possessão que se consumia em mim. Meus gritos estrangulados ecoavam como medo por todo o lugar, até paredes invisíveis se formarem ao redor. Os elos de agonia se desmancharam e tudo rodopiou, até entrar numa profunda escuridão.
Uma névoa espiralada formou-se através de meus olhos, como lágrimas dissipadas. O sangue me cobriu. Todas as fatalidades do passado se reuniram como fotografias recortadas, queimadas, conspurcadas. Pinturas e vitrais estilhaçando, retalhando, explodindo contra mim. Um fogo que consumiu toda a minha memória, todas as minhas lembranças, as boas e as ruins. Tão frágeis e errantes, espalhando-se pelo chão. Até tudo desaparecer.
Minhas mãos se apertaram em volta do meu peito e eu senti um vazio sem explicação, ou era apenas o lugar onde devia jazer meu coração. Apenas um buraco, justamente um buraco. Mais um grito de horror ficou preso em minha garganta, sufocante. Rasgada em fragmentos de passado. Apenas um passado distante, ou um presente tão latente quanto minha dor. Todo o meu tormento se repetindo a cada nova noite, com formas de pesadelos vivos. Minha dor descansava em meu próprio paraíso. Mas ali era o lugar onde se encontravam as sepulturas de minhas lembranças, e novamente eu estava ali, em uma terra obscura, distante, partida em pedaços. Como sempre estive.
Mesmo na morte de meus pensamentos passados, há fantasmas que assombrarão meus sonhos. Para todo o sempre.
FM.
Então, mantive a calma. Minha respiração frágil deteve-se por um momento longo demais para ser considerado um segundo. Logo que um sorriso de descrença surgiu em minha boca, pude constatar que meus lábios estavam desidratados e pequenas rachaduras ácidas se formaram. E logo o sorriso se dissipou. A sensação de sede instalou-se no fundo de minha garganta e meus dedos trêmulos percorreram a pele de minha têmpora, escorregando até a base do pescoço, vagarosamente. Debilmente, talvez.
A dor me oprimiu, fazendo com que o peso em meus ombros fosse grande demais para que meu corpo pudesse suportar. Meus pés adormecidos pela densa pressão permaneciam gélidos, meus joelhos debilitaram e se renderam a cair ali. Tudo o que se podia captar por meus pulmões de repente não parecia suficiente para me manter viva, e minha voz apresentou rouquidão ao pedir ajuda. Meus punhos se fecharam com uma força a ponto de fazer minhas unhas se cravarem na carne.
Meu corpo tinha uma coloração exangue e meus olhos mostravam pavor. Doce possessão que se consumia em mim. Meus gritos estrangulados ecoavam como medo por todo o lugar, até paredes invisíveis se formarem ao redor. Os elos de agonia se desmancharam e tudo rodopiou, até entrar numa profunda escuridão.
Uma névoa espiralada formou-se através de meus olhos, como lágrimas dissipadas. O sangue me cobriu. Todas as fatalidades do passado se reuniram como fotografias recortadas, queimadas, conspurcadas. Pinturas e vitrais estilhaçando, retalhando, explodindo contra mim. Um fogo que consumiu toda a minha memória, todas as minhas lembranças, as boas e as ruins. Tão frágeis e errantes, espalhando-se pelo chão. Até tudo desaparecer.
Minhas mãos se apertaram em volta do meu peito e eu senti um vazio sem explicação, ou era apenas o lugar onde devia jazer meu coração. Apenas um buraco, justamente um buraco. Mais um grito de horror ficou preso em minha garganta, sufocante. Rasgada em fragmentos de passado. Apenas um passado distante, ou um presente tão latente quanto minha dor. Todo o meu tormento se repetindo a cada nova noite, com formas de pesadelos vivos. Minha dor descansava em meu próprio paraíso. Mas ali era o lugar onde se encontravam as sepulturas de minhas lembranças, e novamente eu estava ali, em uma terra obscura, distante, partida em pedaços. Como sempre estive.
Mesmo na morte de meus pensamentos passados, há fantasmas que assombrarão meus sonhos. Para todo o sempre.
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São e Salvo
Escrito por
Fernanda Medeiros
às
20:43
terça-feira, 9 de agosto de 2011
'
Assista-nos cair
Até o dia em que teremos o perdão
Por agora, apenas me ouça dizer
Minhas esperanças e sonhos
Eu as mantenho sãs e salvas
Não está acabado
Eu não quero caminhar para tão longe
Eu sei que nunca poderei voltar atrás
Mas me ouça dizer
Quero me manter são e salvo
Para não me sentir sem esperança
Por todo este medo
Eu não vou cair mais uma vez
Por todo este sangue derramado
Isso não vale uma salvação
Nem que se grite um milhão de vezes mais alto
Ainda que o fim chegue tropeçando no tempo
E o vento sublime chame meu nome
Nunca temerei minha escolha
Nem sentirei vergonha
Nem me deixarei vencer
Vou me manter são e salvo
Irão os anjos dar tudo de si?
Ou apenas cair sobre a terra...
FM.
Assista-nos cair
Até o dia em que teremos o perdão
Por agora, apenas me ouça dizer
Minhas esperanças e sonhos
Eu as mantenho sãs e salvas
Não está acabado
Eu não quero caminhar para tão longe
Eu sei que nunca poderei voltar atrás
Mas me ouça dizer
Quero me manter são e salvo
Para não me sentir sem esperança
Por todo este medo
Eu não vou cair mais uma vez
Por todo este sangue derramado
Isso não vale uma salvação
Nem que se grite um milhão de vezes mais alto
Ainda que o fim chegue tropeçando no tempo
E o vento sublime chame meu nome
Nunca temerei minha escolha
Nem sentirei vergonha
Nem me deixarei vencer
Vou me manter são e salvo
Irão os anjos dar tudo de si?
Ou apenas cair sobre a terra...
FM.
Promessas são Feitas para serem Quebradas
Escrito por
Fernanda Medeiros
às
20:41
'
Um minuto de silêncio e um olhar caído sobre o profundo chão da catedral. O peso em seu coração era compatível com o ar denso daquela noite de verão que consumia os devaneios de qualquer mente. O brilho difuso das luzes diluídas no ambiente deixavam que a penumbra se conservasse perto de muros, grutas e escadarias. Por um segundo longo demais, o ruído dos sapatos colidindo com o chão era exclusivo ali.
O céu. Um firmamento coberto de estrelas brilhantes, distantes. A lua surgia gentilmente, na linha do horizonte. Majestosa, amarelada, lentamente subia pelo céu, dando nuances azuladas à escuridão da noite. Sobre o chão, se erguiam árvores com copas fechadas e galhos caídos, em direção à terra. Troncos retorcidos ao seu próprio redor, intrincados labirintos que formavam seus corpos. Ao redor, nada além de uma multidão paralisada pelo segundo longo que seguiu seu caminho até a embriaguez.
Nas faces perdidas na multidão, se viam medo, tristeza e dor. Figuras quase monstruosas que ameaçavam se apegar aos olhos destemidos que caminhavam inocentes, à caminho de um fim tortuoso. Ao tocar suas esperanças perdidas, viu-se a decepção ante suas palavras. Promessas que haviam sido feitas para serem quebradas.
E seus olhos pairaram em meio à escuridão das palavras triviais. Palavras que se chocaram violentamente contra tudo o que a inocência previu. Quebraram um silêncio feito durante a pequena prece que sucedeu sua promessa. Dolorosamente, elas penetraram os ouvidos e foram compreendidas. Promessas são feitas para serem quebradas.
Tudo o que sempre se quis, não tudo o que sempre se precisou, estava tão perto, tão longe. A um segundo de distância, ou talvez tão perto quanto o Nunca. Palavras desnecessárias só causaram desgosto. Promessas são feitas para serem quebradas. Sentimentos, eles sim são intensos. O que há em seu coração? O que há por trás de seus olhos? Veja, veja e assim você consiga se libertar. Ande por dentro de suas constelações, nos caminhos que você mesmo traçou. Lembre-se de suas promessas. Lembre-se das pessoas que estão ao seu redor.
Talvez você encontre corações partidos e sonhos esquecidos. Mentes destruídas. Talvez edificações magníficas em olhares perdidos. Talvez medo. Mas não há perdão sem arrependimento. Lágrimas de remorso não significam arrependimento. Enquanto a embriaguez prende sua mente num mundo distante e desconhecido, alguém sofre em silêncio. Enquanto sua mente divaga num ponto distante e surreal, que somente você consegue ver, alguém chora por você.
Mas saiba que anjos sangram em silêncio para proteger.
FM.
Um minuto de silêncio e um olhar caído sobre o profundo chão da catedral. O peso em seu coração era compatível com o ar denso daquela noite de verão que consumia os devaneios de qualquer mente. O brilho difuso das luzes diluídas no ambiente deixavam que a penumbra se conservasse perto de muros, grutas e escadarias. Por um segundo longo demais, o ruído dos sapatos colidindo com o chão era exclusivo ali.
O céu. Um firmamento coberto de estrelas brilhantes, distantes. A lua surgia gentilmente, na linha do horizonte. Majestosa, amarelada, lentamente subia pelo céu, dando nuances azuladas à escuridão da noite. Sobre o chão, se erguiam árvores com copas fechadas e galhos caídos, em direção à terra. Troncos retorcidos ao seu próprio redor, intrincados labirintos que formavam seus corpos. Ao redor, nada além de uma multidão paralisada pelo segundo longo que seguiu seu caminho até a embriaguez.
Nas faces perdidas na multidão, se viam medo, tristeza e dor. Figuras quase monstruosas que ameaçavam se apegar aos olhos destemidos que caminhavam inocentes, à caminho de um fim tortuoso. Ao tocar suas esperanças perdidas, viu-se a decepção ante suas palavras. Promessas que haviam sido feitas para serem quebradas.
E seus olhos pairaram em meio à escuridão das palavras triviais. Palavras que se chocaram violentamente contra tudo o que a inocência previu. Quebraram um silêncio feito durante a pequena prece que sucedeu sua promessa. Dolorosamente, elas penetraram os ouvidos e foram compreendidas. Promessas são feitas para serem quebradas.
Tudo o que sempre se quis, não tudo o que sempre se precisou, estava tão perto, tão longe. A um segundo de distância, ou talvez tão perto quanto o Nunca. Palavras desnecessárias só causaram desgosto. Promessas são feitas para serem quebradas. Sentimentos, eles sim são intensos. O que há em seu coração? O que há por trás de seus olhos? Veja, veja e assim você consiga se libertar. Ande por dentro de suas constelações, nos caminhos que você mesmo traçou. Lembre-se de suas promessas. Lembre-se das pessoas que estão ao seu redor.
Talvez você encontre corações partidos e sonhos esquecidos. Mentes destruídas. Talvez edificações magníficas em olhares perdidos. Talvez medo. Mas não há perdão sem arrependimento. Lágrimas de remorso não significam arrependimento. Enquanto a embriaguez prende sua mente num mundo distante e desconhecido, alguém sofre em silêncio. Enquanto sua mente divaga num ponto distante e surreal, que somente você consegue ver, alguém chora por você.
Mas saiba que anjos sangram em silêncio para proteger.
FM.
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Iesu, Rex admirabilis
Et triumphator nobilis,
Dulcedo ineffabilis,
Totus desiderabilis.
Et triumphator nobilis,
Dulcedo ineffabilis,
Totus desiderabilis.
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