Lost Souls (The Change) - Parte II

sexta-feira, 30 de setembro de 2011
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De trás pra frente, e aqui vamos nós.

"Ele despertou.

'Diga que está acabado. Sim, está acabado. Mas eu preciso de você, de qualquer forma. Diga que me ama, mas nem isso será o bastante.'

Todos os cacos sobre o chão. As estrelas eram expectadoras atentas e não havia qualquer indício de vento, por mais que a noite merecesse toda aquela violência dos ventos de outubro. Um vento seco e indolor. Um corpo embebido em sangue jazia adormecido ali. Como os cacos sobre o chão. Um longo rastro de sangue trilhava reflexos da noite de luz intensa, que reverberava da lua. 

'Não que eu seja muito diferente, não que eu não veja a mentira morta que costumávamos ser.'

Um papel encharcado pelo sangue jazia ali, sem qualquer menção de movimento. E um silêncio profuso seguia incólume, através daquele espaço de tempo no qual o sangue se espalhou pelo chão, sobre os cacos. Enquanto as marcas de sangue retornavam a sua fonte inicial, o corpo de um anjo, os rastros desapareciam. E a coloração escarlate do papel esvaecia, sugada. Dava espaço ao branco imaculado, com rastos de uma caligrafia confusa. 

'Eu estou morrendo porque estou mentindo pra mim mesma.'

Quando totalmente limpa do vermelho do sangue, a carta subiu pelo ar, lentamente. Assim como o corpo, que se erguia desajeitado, como que puxado pelo ar. Em sua face a expressão era de ódio e terror. Medo. Sem pressa a carta apoiou-se à mão trêmula que passou a segurá-la com vigor, amassando o papel entre os dedos. E todos os cacos se moviam-se no chão, subindo pelo ar, numa chuva. Pequenos pingos de vidro reluzente sugados até passarem pelo corpo ensanguentado, levando consigo as marcas e as gotas de sangue, faziam o corpo totalmente regenerado.

'Quanto mais fico com você, mas sozinha eu fico.'

E todos os cacos montaram-se num quebra-cabeças confuso de vitrais, atrás do corpo. Juntaram-se aos poucos, flutuando pelo ar, sugados pela moldura talhada em pequenos arcos que formavam espirais com rosas e espinhos. O anjo olhou para o grande espelho, quase completamente remontado, sem nenhum estilhaço agora. E uma luz forte e momentânea refletiu ali, atrás de seu corpo, desaparecendo após, mergulhando todo o lugar em uma escuridão feita sob as sombras da lua.

'Mas você pode me ouvir? Pode me curar?'

Todas as lágrimas reais que umedeciam o chão logo desapareceram, subindo pelo ar. Até que retornassem a face lívida e rolassem por seu rosto, até seus olhos, mareando-os novamente. A mão trêmula que cobria seus lábios hesitantes voltou à carta que jazia em sua mão. 

'Eu tenho gritado por dentro, e eu sei que você sente a dor...'

A carta subiu até o alcance de seus olhos, que se arrastaram pelas letras, até o início do texto. Sua expressão ia do medo à tranquilidade, ao quase sorriso. A um sorriso.

A carta foi recolocada no invólucro, agora intocado. Não havia conhecimento das palavras ali, pois. Logo o anjo caminhou com passos invertidos até a varanda, de costas. Seu corpo virou-se e admirou o céu, presenciando sua imensidão por uma última vez. O papel em suas mãos era leve e seguro. 

'Congelada em meu lugar, deixo o momento certo escapar...'

O sorriso se desfez e ele caminhou de costas, a passos invertidos, até o espelho. Sua imagem era refletida em meio a escuridão. Seus dedos se ergueram até a superfície do espelho e tocaram-na. Os olhos eram vazios de expressão e, por um momento curto demais para se considerar um segundo, sombras o cobriram. E o sorriso reapareceu.

Como que vazio. Tanto quanto seus olhos. Falso. Congelado. Esculpido como uma estátua de mármore, e o ar entrava lentamente por suas narinas, espalhando-se por seus pulmões. Aspirações de uma alma morta pela dor e pela mudança. A mudança de um hábito digno apenas da nobreza, pois o amor foi sua única fonte de vida, por tanto tempo.

'Eu pensei que era forte, e que sabia todas as palavras que precisava dizer...'

Porque o relógio suga sua vida a cada segundo que se passa. Mas para aquele anjo o tempo se contava de trás pra frente. Seus olhos abertos pesavam gradativamente, e suas últimas palavras antes de ele adormecer, foram...

'Você tem sonhado se tem achado que eu ainda pertenço a você.'

FM.

I won't see you Tonight

quarta-feira, 28 de setembro de 2011
Cry alone, I've gone away

No more nights, no more pain
I've gone alone, took all my strength
But I've made the change,
I won't see you tonight

So far away, I'm gone. Please don't follow me tonight.
And while I'm gone, everything will be alright.

No more breath inside
Essence left my heart tonight

FM.

Última Nota: Cover do Evanescence

terça-feira, 27 de setembro de 2011
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Então, to aqui pra fazer uma propaganda básica de uma parceria legal que ainda vai ter mais frutos *_*. Enfim, Kamile (Via: @Kamy_strawberry) e eu (Via: @_Fe_M) fizemos um cover da música Oceans, do CD novo Evanescence. Deu muito trabalho pra Kamy, que produziu, tocou a viola e juntou tudo. Eu só cantei. HAHA Thanks Kamy pela paciência e... É isso.
Pra ouvir a música é só clicar no link abaixo, do Tumblr da Kamy, que eu indico: Things of a Strawberry

http://tumblr.com/x0f4x9drlg

Obrigada ;) e espero que vocês gostem.

FM.

Um conselho, só leia se estiver interessado.

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“Quando falares, cuida para que tuas palavras sejam melhores que o silêncio”

FM.

Swmming Home pra Maria Luiza (Malu)

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Way down
I’ve been way down
Underneath this skin
Waiting to hear my name again


I’m sorry
Nothing can hold me
I adore you still
If I hear them calling
And nothing can hold me


Way down
(Do you really want me?)
All the way down
(Do you really want me?)
I will hear your voice
(Do you really want me?)
But I’ll no longer understand


I’m sorry
Nothing can hold me
I adore you still
But I hear them calling


I was looking to the sky
When I knew I’d be swimming home
And I cannot betray my kind
You are here - it’s my time


I’m sorry
Nothing can hold me
I adore you still
But I hear them calling
And nothing can hold us...


Pra você, maninha. (L) A coisa mais linda e fofa do mundo.. Seja bem-vinda. Você estará no meu coração, para sempre. Sem escapatória, porque no momento em que eu vi seu sorriso e seus olhos grandes me olhando, eu sabia que ia te amar pra sempre. Porque eu sabia que apertar você nos meus braços não ia diminuir a falta que eu já sinto de você. A risada mais encantadora do mundo. Eu adoro você. E você está aqui, ao meu lado. E não importa aonde eu vá, vou lembrar da sua vozinha que ainda nem produz palavras.


Eu tenho orgulho de dizer...


...Minha irmãzinha.


FM.

Um grande FODA-SE para a Ignorância

domingo, 25 de setembro de 2011
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"Sei que sou diferente, e embora seja incômodo ser diferente, ser comum é assombroso"

Tim Burton

Ele respondeu a todas as perguntas que as pessoas me fazem. Eu não preciso dizer mais nada. Ser comum é trivial e esquecível. Eu prefiro a diferença. É mais interessante e ousado. E eu gosto de ousadia. Quando não é forçada, claro. Mas a ousadia espontânea é digna de admiração. Não ter medo de ser diferente, e sim orgulho. É mais ou menos o que eu sinto.

Dane-se o que os outros pensam. Foda-se as opiniões alheias. A grande maioria delas é ignorante, maldosa e inferior. Foda-se você, fofoqueiro de beira de praça. Foda-se você, língua quilométrica de calçada. Foda-se você, que acha que sua opinião é melhor que a dos outros, seu ignorante. A maior das burrices é achar que já tem todo o conhecimento nas mãos.

Tem gente que não sabe fazer nada e critica quem sabe e faz. Tem gente que vive pelo esteriótipo. Pensamento pequeno; Só isso.

Um grande foda-se pra ignorância.

FM.

10 minutos

sábado, 24 de setembro de 2011
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Bastou uma frequência lenta de acontecimentos conturbados e ligações produzidas pela voz que queria calar. Não havia destino, nem redenção. Ela seria deixada no verão, por todos os que deveriam ir para longe. E questão de poucos segundos sentiu-se transportada para além do mar, onde queria realmente estar, mergulhada em ondas profundas e frias. Pelos acordes tristes do violão ouvia-se sua dor. Transmitida pela sombra em seu olhar. Uma senha para seguir.

Seus gritos inexistiram por um tempo difícil de provar. Seus desejos contemplaram a noite vazia e as poucas luzes da rua estreitaram para liberar as mãos do ódio que estava por vir. Mais uma sensação frágil e novos frios acordes. Perfeitos acordes da noite triste. Sonhos partidos e esperanças mortas. Mais uma ponta despedaçada de sentimento inóspito. E nada havia ali, além dos acordes solitários.

***

Baby, baby, baby, I'm gonna leave you
I said baby, you know, I'm gonna leave you
I'll leave you when the summertime
Leave you when the summer comes a rolling
Leave you when the summer comes along

Babe, babe, babe
Babe, babe, babe
Baby, baby, I won't wanna leave you
I ain't joking woman, I got to ramble

Oh yeah, baby, baby
I won't be there, really got to ramble
I can hear it calling me the way it used to do
I can hear it calling me back home


Babe I'm Gonna Leave You - Led Zeppelin
Musiquinha foda, viu. Adorei. Tem que escutar. Os violões, os riffs. A interpretação. Comecei a dar mais valor ao Led Zeppelin depois dela.

FM.

220992 190491 090292 - Lost in Paradise

quinta-feira, 22 de setembro de 2011
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There's still time
Close your eyes
Only love will guide you home
Tear down the walls and free your soul
Till we crash we'll forever spiraling
Down...


Tudo não passa de um simples significado, e não importam ações. A verdadeira forma de compreender o que se passa pela mente de cada pessoa é ouvir seus olhos, tocar seus pensamentos e sentir sua voz. No dia de hoje eu me redimo, através de todos os aniversários que eu omiti. Quem me conhece sabe quais as maneiras peculiares que eu tenho para falar sobre aniversários. Mas meu ceticismo não é indelicadeza. Há coisas que eu nem tentaria explicar, seria em vão. Mas também existem fatos que podem me provar a verdadeira face de sonhar com um futuro.

E eu sonho. É uma vontade distante, mesmo que cruel. E eu tenho acreditado nisso por tanto tempo. A diferença entre o sonho e a realidade é somente a força com que se constroem os dias, e eu sei que um dia eu fecharei meus olhos para abri-los na realidade que criei pra mim, num mundo onde as pessoas que eu amo estão a uma porta de distância. E assim eu sinto como se fosse verdadeiramente humana.

Hoje eu acordei com um único pensamento, vir aqui e dizer tudo quanto eu podia, já que falar não é o meu forte. A cada dia que passa eu sinto que tem algo como desespero em minha voz. Uma saudade massacrada pela distância e pelo contato. Algo como se dentro de mim só houvessem sombras de uma época que se extinguiu. Mas eu sei que em outros corações essa realidade permanece viva, como em mim. E por isso ela foi verdadeira.

Um dia eu prometi, deitada ali, olhando o teto e sentindo a brisa quente tocar meu rosto. Prometi que nunca mudaria. Eu nunca mudei. Eu nunca abandonaria minha essência, e se você acreditou em mim, saiba que, por mais despedaçada que eu estivesse, não havia outra resposta.

As vezes é como se nada tivesse passado e eu ainda conseguisse sentir os portões brancos do residencial se abrirem, para poder passar as manhãs ouvindo Helena, Mama e Snow White Queen. Para poder rir até a barriga doer, ou simplesmente sonhar acordada, com vocês. E agora é como se eu tivesse perdido tudo. E tudo o que eu sinto é essa vontade cruel de estar perto de vocês. Podemos ter caído, ultrapassando obstáculos maiores. Podemos estar distantes, mas temos um paraíso perdido, dentro da mente de cada uma. Algo maior que nós mesmas. É nossa amizade.

E, um dia, porque ainda há tanto tempo, quando fechar seus olhos, seus passos guiarão vocês para casa. Um dia fugiremos da realidade novamente e um dia não sentiremos mais essa dor. E toda a saudade acabará. Não haverão mais sombras e poderemos seguir.

Poderemos seguir. E eu estarei bem ao seu lado. Aqui, como sempre estive.

FM.

Que seja infinito... (Parte 1)

quarta-feira, 21 de setembro de 2011
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Então, de repente, sem pretender, respirou fundo e pensou que era bom viver. Mesmo que as partidas doessem, e que a cada dia fosse necessário adotar uma nova maneira de agir e de pensar, descobrindo-a inútil no dia seguinte - mesmo assim era bom viver. Não era fácil, nem agradável. Mas ainda assim era bom. Tinha quase certeza.

***


"Veja o mundo num grão de areia,
veja o céu em um campo florido,
guarde o infinito na palma da mão,
e a eternidade em uma hora de vida!"

~ William Blake.

Vi num e-mail antigo e resolvi guardar aqui.

FM.

Lost Souls - Parte I

domingo, 18 de setembro de 2011
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Meu dia resumido em algumas palavras:

Pensei que eu fosse forte
Eu sei as palavras à dizer
Congelada em meu lugar.
Eu deixo o momento escapar

Eu tenho gritado
Interiormente
E eu sei que você sente a dor
Você pode me curar?
Você pode me ouvir?



You've been dreaming
If you're thinking

That I still belong to you
I'll be dying,
'Cause I'm lying to myself.

FM.

Prelude. 1.0

quinta-feira, 8 de setembro de 2011
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Por favor não me deixe sangrar para toda a eternidade.
Por favor não me deixe nessa agonia, pelos lábios da desonestidade.
As luzes do céu pintado de estrelas parecem desaparecer com seu olhar sombrio.
Num oceano profundo de mágoas e dor eu mergulhei.
Liberei minhas lágrimas de forma atormentada e silenciosa.
Hoje as velas incendeiam os lençóis nos quais me escondi.
Se uma adaga perfura insanamente minha carne, não há dor.
Só assim sinto que a morte em mim está.

Por favor não me deixe sangrar para toda a eternidade.
Por favor não me deixe nessa agonia, pelos lábios da desonestidade.
Esqueça a sensação das correntes de vento do mar.
Elas partiram para além da Terra, num lugar inatingível por suas mãos.
Libero minhas lágrimas de forma atormentada, silenciosa.
Arrastando as correntes de um aprisionamento fugaz.
Dentro de meus pedaços partidos se perdeu minha alma.
Se me olho no espelho, não me reconheço mais.

Por favor não me deixe sangrar para toda a eternidade.
Por favor não me deixe nessa agonia, pelos lábios da desonestidade.
Não há melodia em minha voz, nem timbre cristalino em meus ouvidos.
Meus pulmões não buscam ar e minhas mãos parecem frias demais.
Sem que haja outra escolha, alguma porta de escapatória.
Então libero minhas lágrimas de forma atormentada, silenciosa.
Sua inocência prendeu-me em grilhões imaginários.
E não deixo de sofrer, logo você verá em mim a morte transparecer.

Não me deixe... Pelos lábios da desonestidade.
Não me deixe... Por toda a eternidade.
...Por favor.

FM

Eloá

quarta-feira, 7 de setembro de 2011
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Assisti meu mundo cair
Até o dia mais obscuro
E o medo me derrubou
Como se eu fosse feita de vidro
Estilhacei

Ninguém lembraria, mas ela seria a única

Velozes ondas marinhas no meio do verão
Deslizam pelas linhas frias do esquecimento
E o horizonte poente libera suas lágrimas
Acolhendo a dor de um sofrimento mudo

O olhar vago daquele anjo solitário
Lágrimas queimam sua pele mais uma vez
Com um coração feito para não ser feliz
Com o tempo ríspido e amargo

Assisti meu mundo cair
Até o dia mais obscuro
E o medo me derrubou
Como se eu fosse feita de vidro
Estilhacei

Ninguém lembraria, mas ela seria a única

E um espírito errante deu sua vida para salvar
Um anjo que se entregou ao silêncio dos lábios
Liberou-se da dor em troca de paz
Hoje nada em seus sonhos nada é igual.

Nada passa de um suspiro do vento no mar
Tão volúvel quanto a constância da morte
Numa noite dentro das sombras, dentro do medo
Que corre num silêncio fino e veloz

Assisti meu mundo cair
Até o dia mais obscuro
E o medo me derrubou
Como se eu fosse feita de vidro
Estilhacei

Ninguém lembraria, e ela seria a única

Senti-me sozinha na multidão
Perdi-me num deserto e escondi meus sonhos
Para esquecer o amargo do dia
E o que eu esperava um dia ter.

Assisti meu mundo cair
Até o dia mais obscuro
E o medo me derrubou
Como se eu fosse feita de vidro
Estilhacei

Ninguém lembraria. Ela seria a única.


FM.

Antes que o sol se ponha

quinta-feira, 1 de setembro de 2011
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Sou como uma tristeza gelada
Como um som adormecido
Nunca pensei em olhar para trás

Nem em seguir a diante
Viver do agora me faz sentir como se cada segundo fosse o último

Para meu coração não há passado
E se por fora eu pareço uma fortaleza
Por dentro não restou nada

Além de um deserto sem fim, até o fim
Só consigo ouvir fragmentos de dor

Se eles me pegarem
Puxe o gatilho e me faça vítima
De meu próprio medo
Antes que o sol se ponha

Se eu pudesse me esconder na penumbra
Levaria o silêncio para a sepultura
Segredos selados pela morte

Eu comprei uma verdade para vender a mentira
Matei meus sonhos em troca de uma felicidade inventada

Se eles me pegarem
Puxe o gatilho e me faça vítima
De meu próprio medo
Antes que o sol se ponha

Olhe em meus olhos
Eu estou destruído
Enterrei meus sonhos
Rompi as fronteiras do silêncio
E minha alma está presa em meus olhos
Perdida na escuridão como um segredo eterno

Se eles me pegarem
Puxe o gatilho e me faça vítima
De meu próprio medo
Antes que o sol se ponha
Você pode me ouvir?
Se você pudesse me matar
Eu estaria curado
E nunca voltaria atrás


FM.