Eloá

quarta-feira, 7 de setembro de 2011
'

Assisti meu mundo cair
Até o dia mais obscuro
E o medo me derrubou
Como se eu fosse feita de vidro
Estilhacei

Ninguém lembraria, mas ela seria a única

Velozes ondas marinhas no meio do verão
Deslizam pelas linhas frias do esquecimento
E o horizonte poente libera suas lágrimas
Acolhendo a dor de um sofrimento mudo

O olhar vago daquele anjo solitário
Lágrimas queimam sua pele mais uma vez
Com um coração feito para não ser feliz
Com o tempo ríspido e amargo

Assisti meu mundo cair
Até o dia mais obscuro
E o medo me derrubou
Como se eu fosse feita de vidro
Estilhacei

Ninguém lembraria, mas ela seria a única

E um espírito errante deu sua vida para salvar
Um anjo que se entregou ao silêncio dos lábios
Liberou-se da dor em troca de paz
Hoje nada em seus sonhos nada é igual.

Nada passa de um suspiro do vento no mar
Tão volúvel quanto a constância da morte
Numa noite dentro das sombras, dentro do medo
Que corre num silêncio fino e veloz

Assisti meu mundo cair
Até o dia mais obscuro
E o medo me derrubou
Como se eu fosse feita de vidro
Estilhacei

Ninguém lembraria, e ela seria a única

Senti-me sozinha na multidão
Perdi-me num deserto e escondi meus sonhos
Para esquecer o amargo do dia
E o que eu esperava um dia ter.

Assisti meu mundo cair
Até o dia mais obscuro
E o medo me derrubou
Como se eu fosse feita de vidro
Estilhacei

Ninguém lembraria. Ela seria a única.


FM.

0 comentários:

Postar um comentário