'
Só tentava salvaguardar sua própria vida. Seus anseios tão perdidos para continuar. Abaixo dos degraus de sua memória correntes de lágrimas caíam sem cessar. Escondidas. Fluíam pelo chão obscuro e morriam lentamente na areia, abaixo dos degraus. Seus pés castigados pelas pedras insistiam em caminhar arduamente, mesmo que o sangue brotasse de sua pele, manchando a palidez débil da epiderme fria que possuía.
Em sua voz havia marcas de sofrimento e perda. Um eterno nó que apertava sua garganta, machucando. Mas, de tudo o quanto podia controlar sua dor, o mais massacrante de seus fantasmas era o próprio medo. Coerente e vivo, bruxuleava lentamente por sua mente, por seu corpo, transformando seus pensamentos vazios em uma doença que fragilizava.
Pobre coisinha inocente. Conhecia a dor, conhecia o medo que pairava ao seu redor. Reconhecia a face de terror no espelho e se forçava a seguir, sorrindo. Estava tão claro o quanto ainda teria que sangrar, o quanto suas lágrimas ainda iriam rolar. O quanto suas correntes ainda retalhariam seus pulsos e tornozelos, o quanto aquela coisinha ainda se debateria na escuridão.
Aquele que ainda é tão fraco para sobreviver aos próprios erros odiará o dia no qual se encontrará com a real verdade.
E o ódio ainda descompassava seu coração, ao passo que as feridas reabriam e ardiam com o vento forte que carregava areia. Pobre coisinha inocente. Mal sabia que não era o único insano, mal controlava suas próprias emoções. Apenas se deixava levar e levava consigo as marcas de um sofrimento mudo. Enxugava algumas lágrimas que caíam e se preparava para as outras que viriam. Se deixava respirar ácido sulfúrico, ou era apenas ar. Um ar denso e pesado que continha todas as suas esperanças despedaçadas.
Lágrimas eram apenas água. Suspiros? São apenas ar.
Sonhava com a escuridão da noite abraçando seu silêncio, dormia para morrer sozinha, para esquecer sua dor. Pobre coisinha inocente. Apagou a própria vida em troca de uma paz inventada. Mais uma vez se enganou. Pobre coisinha inocente. Não é, querido? Apenas uma pobre coisinha inocente. Sem mais forças. Sem mais voz. Sem mais sequer vida.
Acorda no vazio, por um doce sacrifício. Abraça o silêncio e permanecerá além da morte. Enxuga os olhos e testemunha:
"Você sabe que vive para me destruir. Mas, num doce dia, eu esquecerei seu nome. Você vai se afogar na minha dor perdida. E eu irei sorrir."
FM.
Recado Envenenado
Escrito por
Fernanda Medeiros
às
09:57
'
Então, to aqui pra dar um recadinho pra um pássaro. Minha mãe acha que aconteceu um crime e que esse passarinho, coitado, é o culpado. No fim da conversa, há apenas uma frase ÉPICA a ser dita:
"Cuidado com o VENENO, ele pode ser LETAL."
É isso aí, pense bem antes de falar e fazer coisas que a intuição diziam pra não falar ou fazer.
FM.
Então, to aqui pra dar um recadinho pra um pássaro. Minha mãe acha que aconteceu um crime e que esse passarinho, coitado, é o culpado. No fim da conversa, há apenas uma frase ÉPICA a ser dita:
"Cuidado com o VENENO, ele pode ser LETAL."
É isso aí, pense bem antes de falar e fazer coisas que a intuição diziam pra não falar ou fazer.
FM.
Eu entendo. É.
Escrito por
Fernanda Medeiros
às
13:28
segunda-feira, 14 de novembro de 2011
'
"Você guarda as respostas em sua própria mente
Conscientemente você as esqueceu
Essa é a forma como a mente humana funciona
Sempre que algo é muito desagradável
Ou muito vergonhoso para suportarmos
Nós rejeitamos isso
Nós apagamos isso da nossa memória
Mas a marca está sempre lá
Nada nunca é realmente esquecido."
FM.
New Way to Bleed - Parte 2
Escrito por
Fernanda Medeiros
às
22:32
domingo, 6 de novembro de 2011
'
Enquanto a noite se desbotava, caía pelos céus, até morrer. Seus passos sobre a areia pálida esvaeciam delicadamente, com a brisa cálida que soprava ali. E nada ao redor parecia igual. Porque frases ecoavam em seus pensamentos como uma tormenta rígida e brusca, reverberando uma agonia ainda presente em seus elos desfeitos pelo tempo.
"Nunca significou nada pra mim... A gravidade. Minha mente nunca vagou perto daqui."
Em seus desenhos feitos com carvão, nada sobrara. Tudo havia sido queimado por um fogo latente em suas memórias. Se desfazia. Aquela era sua nova forma de sangrar. Seus dedos se impulsionaram até as têmporas e o grito que soou de sua garganta implorava por um pouco de paz. Porque seus pesadelos pareciam mais vivos, seus medos pulsavam com veemência e a dor em seu corpo passara a ser insuportável, desde então.
"Prendi meu coração numa escuridão eterna. Pelos sonhos que deixei morrer."
Em todos os ecos, o silêncio era o mais forte, o mais presente, até restar em uníssono. Seus longos cabelos revestiam sua face e a protegia das lágrimas que anunciavam cair sobre seu semblante doente. Até o fim de tudo ela poderia cantar suas tragédias, mas nada seria tão forte quanto a dor que fragmentava sua alma.
"Precisei cavar sorrisos e viver com veias emprestadas, metade viva."
Escrava de sua necessidade mórbida de carregar o peso do mundo nos ombros. Uma nova maneira de sangrar se anunciava enquanto o céu desbotava. Uma nova maneira de cair.
"Até onde eu puder fingir minhas necessidades e tocar meu reflexo no espelho, verei tudo o que poderia acalentar minha dor diante das fragilidades internas. Preencher meus sentimentos adormecidos. Mas minha voz silencia, até o fim de tudo."
FM.
Enquanto a noite se desbotava, caía pelos céus, até morrer. Seus passos sobre a areia pálida esvaeciam delicadamente, com a brisa cálida que soprava ali. E nada ao redor parecia igual. Porque frases ecoavam em seus pensamentos como uma tormenta rígida e brusca, reverberando uma agonia ainda presente em seus elos desfeitos pelo tempo.
"Nunca significou nada pra mim... A gravidade. Minha mente nunca vagou perto daqui."
Em seus desenhos feitos com carvão, nada sobrara. Tudo havia sido queimado por um fogo latente em suas memórias. Se desfazia. Aquela era sua nova forma de sangrar. Seus dedos se impulsionaram até as têmporas e o grito que soou de sua garganta implorava por um pouco de paz. Porque seus pesadelos pareciam mais vivos, seus medos pulsavam com veemência e a dor em seu corpo passara a ser insuportável, desde então.
"Prendi meu coração numa escuridão eterna. Pelos sonhos que deixei morrer."
Em todos os ecos, o silêncio era o mais forte, o mais presente, até restar em uníssono. Seus longos cabelos revestiam sua face e a protegia das lágrimas que anunciavam cair sobre seu semblante doente. Até o fim de tudo ela poderia cantar suas tragédias, mas nada seria tão forte quanto a dor que fragmentava sua alma.
"Precisei cavar sorrisos e viver com veias emprestadas, metade viva."
Escrava de sua necessidade mórbida de carregar o peso do mundo nos ombros. Uma nova maneira de sangrar se anunciava enquanto o céu desbotava. Uma nova maneira de cair.
"Até onde eu puder fingir minhas necessidades e tocar meu reflexo no espelho, verei tudo o que poderia acalentar minha dor diante das fragilidades internas. Preencher meus sentimentos adormecidos. Mas minha voz silencia, até o fim de tudo."
FM.
No fundo do baú de memórias
Escrito por
Fernanda Medeiros
às
15:02
sexta-feira, 4 de novembro de 2011
'
Música da minha infância. Doce e trágica, as always.
Música da minha infância. Doce e trágica, as always.
I'm all out of faith
This is how I feel
I'm cold and I am shamed
Lying naked on the floor
Illusion never changed
Into something real
I'm wide awake and I can see
The perfect sky is torn
You're a little late
I'm already torn
Recadinho do Dia
Escrito por
Fernanda Medeiros
às
14:59
'
Hoje eu tenho um recadinho pra você que ta com dor de cotovelo, depois de tanto tempo... (Affez)
Essa semana eu ouvi um comentário maldoso sobre a minha vida, coisa que até parece perseguição, porque não é a primeira vez. Parece um Karma pra todas as pessoas que interessam ao idiota que comentou isso. Antes eu só sentia indiferença, mas agora.. Passou dos limites, colega. Eu quero que se foda.
Enfim, eu não quero meu nome na sua boca suja. Se necessitar fofocar sobre a vida de alguém, fofoque sobre a sua. Ou você não tem uma vida? Anyway. Eu não quero ser comparada a ninguém por você, não sou parâmetro estatístico. Eu não quero ser bichona, colega. Mas se você acha mesmo isso... Fique com a sua opinião inválida bem presa dentro dessa sua língua putrefata. ME ERRA, ME ESQUECE. Me deixa em paz. Aliás, deixa as pessoas viverem em paz. Sabe o que você tem a ver com a minha vida? PORRA NENHUMA.
Essa vai ser a primeira e a última vez que eu vou me pronunciar sobre esse assunto. Eu não vou me arrepender, não adianta argumentos falhos, falácias. Eu sou esclarecida o suficiente pra saber o que EU QUERO. E eu sei o que quero, pode deixar.
Se for dor de cotovelo sua, sinto muito. Escolha outra pessoa pra perseguir. Porque, pra mim, você é imundo, néscio, um perfeito IDIOTA, daqueles que a gente fica pensando: Sério mesmo que ele se acha legal? WTF?
Eu detesto essa sujeira de fofoca, mas, se você gosta, a culpa não é minha, ESCOLHA OUTRA PESSOA PRA DETERIORAR. Só toma cuidado, e isso vale pra todos os fofoqueiros de praça. Calúnia, injúria e difamação rendem indenizações boas por danos morais.
É, é ameaça sim. Por que não? E pra mim, pessoa, caso encerrado.
FM.
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Iesu, Rex admirabilis
Et triumphator nobilis,
Dulcedo ineffabilis,
Totus desiderabilis.
Et triumphator nobilis,
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