L'espoir d'un rêve égoïste de vivre seulement

sexta-feira, 13 de dezembro de 2013
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O céu se banhava em tons mínimos de azul desbotado, e o sol irradiava um brilho fraco e solitário, por espaços entre nuvens acinzentadas. Obtuso, oblongo, fendido, apetalado. E, mesmo que triste, possuía a marca de ser uma estrela branca. A brisa circulava placidamente; carregava poucas folhas amareladas, caídas sobre o chão. Movia-se até o ápice do céu e decaía novamente, para bruxulear através dos prados. Dissipava-se ao redor das cerejeiras e ipês amarelos, na época em que a vida de suas flores começava a morrer.

As flores. Pequenas e delicadas e vivas. Não por muito tempo. Assim como a beleza enumerada impossível, e a morte abateu-as aos poucos, durante os dias. Como se com canções entoadas para crianças, elas também adormecessem num sono sem sonhos.

E caíam. 

Impossivelmente belas novamente, retornavam tranquilas à terra de onde vieram. Manchavam o chão de amarelo e rosa, até secarem ali, como as palavras que escaparam mortas dos lábios frios de suspiro silencioso.

Como as palavras escritas que falharam à ponta do lápis. Inacabadas. E, enquanto as estações ofereciam cenários modificáveis, os amantes se espelhavam nas sombras das flores caídas, para declarar seu amor. Ali, naquele refúgio tenro de um parque urbano, no entremeio paradoxal entre o campo e as construções de concreto, a solidez rígida da solidão era o prefixo para qualquer nome exibido, expelido, retalhado. Qualquer significado, pois, era irreal. Não podia ser dito. Era a frieza da morte que arrebatava os vivos para prisões com grilhões imaginários.

Naquele lugar, os pássaros se amontoavam e comiam as migalhas de pães que as pessoas, inconscientemente, perdidas dentro de si mesmas, jogavam.

O sol rastejava pelo chão. Procurava por uma vida fria e cinzenta, mareada pelo orvalho da manhã, ou pela precipitação da garoa, no fim da tarde. Mas, naquele lugar, entre os bancos distribuídos pela praça do parque, um fantasma exibia lágrimas e regozijava sua cólera. E não haveria fim.

Embora houvesse medo da escuridão do futuro.
E o vento transparecesse seu temor pelos próximos dias.
Ainda que a bruma incandescente do amanhecer mostrasse toda mácula presente em seu amor.
E o sol desaparecesse do céu, humilde.

Ainda que, para sempre e sempre, nada permanecesse, nem o silêncio. E a chuva contornasse os olhos dela.

FM.

Triângulo de Quatro Lados

quinta-feira, 12 de dezembro de 2013
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Pessoal, quem gosta de ler, pode conferir um livro que eu escrevi em parceria com a DD, Adelina Barbosa, que é nosso bebê. Aqui está o link com o blog do livro, que tem o dia a dia dos personagens que não é relatado no livro, e resumos, e até um link pra conferir os primeiros capítulos do livro. Quem estiver afim, é só conferir:

http://triangulodequatrolados.blogspot.com.br - Link do Blog.

http://triangulodequatrolados.blogspot.com.br/p/o-livro.html - Link do Resumo.

http://www.wattpad.com/30937417-tri%C3%A2ngulo-de-quatro-lados - Os primeiros capítulos.

Espero que todo mundo curta aí, haha.


Blackbird

Let the wind carry you home
Blackbird fly away
May you never be broken again
Beyond the suffering you've known
I hope you find your way
May you never be broken again

Deixe o vento te levar para casa
Pássaro negro voe para longe
Que você nunca se machuque de novo
Além do sofrimento que você conheceu
Espero que ache seu caminho
Que você nunca se machuque de novo


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Mais de mim.

Vestígios de Algo Passado

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Num dia conseguiu chorar.
Para se convencer que tudo havia acabado.
Então respiraria sem medo.
Não trocaria sorrisos por agonia.
Nem esperança por ceticismo.
Afinal, tudo estava acabado.
Ou assim pensava.
Porque todas as feridas estavam abertas.
Por mais que estivesse cansada de chorá-las.
Embora elas nunca se fechassem, nunca se curassem.
Continuavam distantes.

Num dia, não queria chorar.
Não queria pensar que tudo estava acabado.
Respirava pesadamente, com medo.
Trocava sorrisos por agonia e medo.
Por lágrimas quentes que embalavam suas noites.
Tal qual seus dias solitários.
Ou assim pensava.
Cavava novas feridas, todos os dias.
E as chorava, enquanto a carne se abria.
Expelia lágrimas de sangue.
Elas nunca se fechariam, nunca se curariam.
Mas preferia continuar ali.

FM.

Em chamas

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Darkness

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De volta à escuridão, ao lugar em que eu me conheço. De volta ao infinito mundo que eu criei. De volta a mim mesma, no momento em que eu preciso de mim. Porque eu me prendi na escuridão, por isso me tornei escuridão. Diante dos clarões de relâmpagos, Mozart me dá razão. Me dá a face da chuva que sinto falta... Daquele céu laranja noturno. Do vento incessantemente frio e úmido, e do ruído produzido pelas gotas. Na minha inocência infantil, de buscar para mim A Cruz e a Espada como música favorita.

No meio da chuva, eu via o céu branco do dia, e as gotas caíam. Sinto tanta falta do que sempre me é arrebatado pelo tempo. Sinto falta de correr no meio da lama, sozinha, por entre a cortina da chuva forte. Ainda sinto falta. Ainda me dói, como sempre doeu. Ainda me faz tanto mal quanto no dia em que meu mundo se transformou em memórias que ainda me assombram em meus sonhos.

Todos os anos, nessa época do ano, eu me sinto novamente mal por ter perdido o finito da realidade. Sobraram-me fragmentos. Martelam em meu pensamento quase todos os dias. Me impedem de achar que estou em casa, mesmo estando. Me impedem de criar sequer uma raiz. Meu sofrimento permanece. Nada acabou, apenas se transformou. Meu mundo ainda é o mesmo. Escuridão. Há chuva... Há branco. Há o barulho das calhas, e de A Cruz e a Espada. Os passarinhos ainda cantam para me acordar, e a brisa fria ainda congela meus dedos. O chão claro ainda conserva meu rolar por ele. Ainda posso enxergar a morte através da janela, pedindo-me ajuda.

Tudo não passa de memórias. Fantasmas que vão me seguir até o fim de minha vida. Ou até que eu consiga novamente me sentir... Chegando em casa. De volta à escuridão, ao lugar em que eu me conheço.

FM.

Demolition Lovers

quinta-feira, 26 de setembro de 2013
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Mas dessa vez, nós mostraremos a eles
Nós mostraremos a eles todos o quanto nós significamos
Enquanto neve cai no céu do deserto
Até o fim de tudo...

E essa é uma promessa que eu ainda mantenho viva.

FM.

Big Freeze

domingo, 28 de julho de 2013
Escute-me
O que as palavras não podem transmitir
Sinta-me
Não deixe o sol em coração enfraquecer



FM.

Soldier Side - System of a Down

quinta-feira, 16 de maio de 2013

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Welcome to the Soldier Side
Where there's no one here but me
People all grow up to die
There is no one here but me.

Phobia

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Abriram os portões
Começou a onda de dor.
Lentamente romperam a indiferença
Um sabor acre de horror.
Apontaram suas lanças
Para os olhos em torpor.
Sugaram seus sorrisos
Ao redor de suas cabeças.

E antes que gritos rasgassem suas gargantas, restou o silêncio novamente.

Vítimas de um crime que nunca entenderam.

FM.




Field Of Innocence

sábado, 9 de março de 2013
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Onde foi parar meu coração?
Uma troca injusta pelo mundo real
Oh, eu, eu quero voltar
A acreditar em tudo

Onde foi parar meu coração?
Preso nos olhos de um estranho
Oh, eu, eu quero voltar
A acreditar em tudo...

...Eu ainda lembro.

FM.