Ao brilho de uma Estrela

segunda-feira, 24 de dezembro de 2012
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Etéreo. Sinônimo de um brilho silencioso. Construído por sonhos e longas sensações de maré. Aquela que paira a mente de que espera, com ondas de frio e vento, com calores e excitação. Com desesperos e lágrimas, mas, acima de tudo, etéreo.

Do sentimento ao qual não podemos tocar. As lembranças mais tenras despertam, como um brilho de uma estrela que já não existe. Um fantasma que persiste no céu, avisando-nos que tudo tem seu fim, e todo fim pode ser lembrado, ou revisto. São memórias. Dedico esta noite às estrelas. Elas que permanecem aqui, somente elas e a escuridão. Ou nada mais. E me entregam a melhor das melodias. A mais significativa delas, porque é dessa melodia que eu espero meu sinônimo.

O que me significa. O que me traduz. Não são palavras. Agora eu sei que nunca palavras poderiam significar o que eu sou. Uma música sim. Talvez uma melodia. Sim, uma melodia poderia me traduzir. Porque é etérea. Sinônimo de silêncio. Constituída por marés. Com desespero e lágrimas, e alegrias.

Uma melodia me traduziria. A mesma que significa em música, o brilho de uma estrela.

FM.

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