'
Uma constante icógnita. A promessa secreta de realizar tudo a que se propõe fazer. E sua felicidade contagia todos ao redor, como uma doença. A cura. Uma presença que se faz importante a qualquer minuto, e como poderia ser diferente?
Uma criança eterna. Sentada no chão frio de um quarto, dedos delicados segurando pequenos brinquedos de plástico, voz infantil. Sorriso distraído e a pureza do sentimento que emanava de sua respiração, abrigava meu coração. Eu o amo pois ele foi um dos únicos que me fez sorrir de verdade.
Pequenas esculturas no chão. Estradas e casas de barro naquela varanda. Risadas. Eu lembro delas. Estão marcadas em minha memória. Uma pessoa da qual eu nunca senti o mínimo de irritação. E por isso eu o amo. Porque sempre que precisei, ele estendeu a mão e me ajudou. Me acompanhou.
As horas da madrugada ao som de um relógio antigo passavam rapidamente ao seu lado. E as palavras fluiam naturalmente de nossas mentes, horas a fio acordados. E durantes as horas em que o sol reinava, buscávamos o fim virtual de qualquer jogo. Preparávamos cartões de aniversário no computador, mesmo que não fossem usados, nós os fazíamos.
Nossas músicas preferidas eram as mesmas. As interpretações das letras se faziam naquele quarto de piso avermelhado, muitas vezes durante às madrugadas acordados. Fantasiávamos sobre como seria o filme de qualquer livro que líamos em comum. Que éramos fãs. Comentávamos sobre histórias de terror e ele me contava as melhores piadas.
E ele ria das próprias piadas. Sua risada silábica sempre me contagiou. Comíamos sorvetes estranhos e assistíamos novelas juntos[A usurpadora, sim, porque não?]. Marchávamos no asfalto em frente à sua casa. Pregávamos sustos em algum distraído que passava pela rua. Assistíamos filmes de terror juntos e escondíamos os olhos das imagens mais pesadas. Inventávamos comidas esquisitas que sempre ficavam boas, se era ele que fazia.
E eu podia me dizer criança. Somente nesse tempo, dentro de alguns períodos, eu vivia como uma criança comum. E vivia. É desse tempo que conto minhas histórias infantis, minhas pequenas aventuras e corridas na areia.
Mas ele é uma criança eterna. Cresceu e continua com o mesmo brilho nos olhos. A magia da descoberta de um mundo novo a cada dia.
Suas antigas preferidas,
Papercut.
The Kill.
The Ghost of You.
Você sabe quem você é e o quanto importa pra mim.
FM.
Algumas palavras sobre pessoas importantes.
Escrito por
Fernanda Medeiros
às
15:17
'
Deixarei uma pequena homenagem a pessoas importantes na minha vida, sem relatar nomes. Elas ficarão registradas nessas linhas imaginárias de Halloween Town. Uma a uma vão saber de quem eu estou falando, mesmo que seja apenas o homenageado. Todos tem suas particularidades no que diz respeito ao nosso convívio. E aqui estará o motivo do amor que sinto por elas.
Cada pessoa será representada por uma música que eu ligue a ela.
1- The Ghost of You - My Chemical Romance.
2- Helena - My Chemical Romance.
3- Kill All Your Friends - My Chemical Romance.
4- To The End - My Chemical Romance.
É isso aí.
FM.
Deixarei uma pequena homenagem a pessoas importantes na minha vida, sem relatar nomes. Elas ficarão registradas nessas linhas imaginárias de Halloween Town. Uma a uma vão saber de quem eu estou falando, mesmo que seja apenas o homenageado. Todos tem suas particularidades no que diz respeito ao nosso convívio. E aqui estará o motivo do amor que sinto por elas.
Cada pessoa será representada por uma música que eu ligue a ela.
1- The Ghost of You - My Chemical Romance.
2- Helena - My Chemical Romance.
3- Kill All Your Friends - My Chemical Romance.
4- To The End - My Chemical Romance.
É isso aí.
FM.
Stars on the Floor
Escrito por
Fernanda Medeiros
às
19:44
segunda-feira, 17 de maio de 2010
'
Os gritos de Sophie ecoavam na noite, desesperados. Era o anúncio da morte de sua esperança, um coração solitário que vagava pelo céu, entre as estrelas. E sua voz era empurrada pelo vento que se erguia naquele lugar ermo. Havia a marca da honestidade em seus olhos, a mais profunda verdade que se escondia no azul de sua íris. Um olhar que antes fora impassível.
E tudo o que ela queria era algo que havia tido antes. Sophie seguia na estrada da morte sem ao menos saber quando encontraria seu amor outra vez. Ela precisava de tudo quanto já havia precisado e pedia por mais. Carregada pelo vento que corria até o sul, ela era levada.
Seus olhos se fixaram longe dali. Tomando um ar de impassível, ela se deixava ir pela corrente que a arrastava. Mas ela chorava. Como se não pudesse mais continuar, ela chorava. Ela só queria uma mão para absorver sua dor, mas encontrava o vazio. Isso fez Sophie pior. Em seu âmago, ela chorava. Em seu peito crescia um amor varrido pelo tempo, e ela estava sozinha.
E ela chorava. As estrelas cantavam junto aos anjos no céu, embalando um sonho do qual ela preferia sair, pois a ilusão a machucava, mas permanecia quieta. E por isso ela chorava. Como uma criança abandonada, ela pedia ajuda. Desamparada. E o vento a levava pra longe, no céu, caindo... E caiam as estrelas.
Estrelas e anjos que entristecidos por sua dor, mostravam suas mãos. Mas ela chorava, chorava por nunca ter se sentido amada. Como se fosse sempre sozinha, ela caía pelo céu noturno, vagando nas fronteiras do horizonte solitário, ela adormecia. Como uma criança, sonhava. Havia mais que cores em sua vida. Uma entrada solene e hipnótica nas nuvens, ela sorria. Nunca provara o sabor de alegria, e se embebia ali. Era seu lar, seu verdadeiro lar. Não havia máscara nem dor, não havia mentira ou desprezo.
E o tempo parou. As estrelas ainda caiam, os anjos caminhavam de pés descalços sobre a Terra. Sophie se inclinava do alto das cores e encontrava a profundidade do preto da noite, banhada pelas estrelas que teimavam em acompanhá-la. Mas ela chorava. Voltara ao seu mundo e chorava. Colidia com o chão e se partia. Deixava seu suspiro e sumia. Retornava a realidade de sua vida e acordava...
To be continued;
FM.
Os gritos de Sophie ecoavam na noite, desesperados. Era o anúncio da morte de sua esperança, um coração solitário que vagava pelo céu, entre as estrelas. E sua voz era empurrada pelo vento que se erguia naquele lugar ermo. Havia a marca da honestidade em seus olhos, a mais profunda verdade que se escondia no azul de sua íris. Um olhar que antes fora impassível.
E tudo o que ela queria era algo que havia tido antes. Sophie seguia na estrada da morte sem ao menos saber quando encontraria seu amor outra vez. Ela precisava de tudo quanto já havia precisado e pedia por mais. Carregada pelo vento que corria até o sul, ela era levada.
Seus olhos se fixaram longe dali. Tomando um ar de impassível, ela se deixava ir pela corrente que a arrastava. Mas ela chorava. Como se não pudesse mais continuar, ela chorava. Ela só queria uma mão para absorver sua dor, mas encontrava o vazio. Isso fez Sophie pior. Em seu âmago, ela chorava. Em seu peito crescia um amor varrido pelo tempo, e ela estava sozinha.
E ela chorava. As estrelas cantavam junto aos anjos no céu, embalando um sonho do qual ela preferia sair, pois a ilusão a machucava, mas permanecia quieta. E por isso ela chorava. Como uma criança abandonada, ela pedia ajuda. Desamparada. E o vento a levava pra longe, no céu, caindo... E caiam as estrelas.
Estrelas e anjos que entristecidos por sua dor, mostravam suas mãos. Mas ela chorava, chorava por nunca ter se sentido amada. Como se fosse sempre sozinha, ela caía pelo céu noturno, vagando nas fronteiras do horizonte solitário, ela adormecia. Como uma criança, sonhava. Havia mais que cores em sua vida. Uma entrada solene e hipnótica nas nuvens, ela sorria. Nunca provara o sabor de alegria, e se embebia ali. Era seu lar, seu verdadeiro lar. Não havia máscara nem dor, não havia mentira ou desprezo.
E o tempo parou. As estrelas ainda caiam, os anjos caminhavam de pés descalços sobre a Terra. Sophie se inclinava do alto das cores e encontrava a profundidade do preto da noite, banhada pelas estrelas que teimavam em acompanhá-la. Mas ela chorava. Voltara ao seu mundo e chorava. Colidia com o chão e se partia. Deixava seu suspiro e sumia. Retornava a realidade de sua vida e acordava...
To be continued;
FM.
Sozinho numa multidão.
Escrito por
Fernanda Medeiros
às
16:42
sábado, 15 de maio de 2010
'
As ruas cheias eram comuns, àquela hora. O lixo tomava conta das ruelas daquela cidade. A fumaça e os cães de rua circulavam juntos por ali. Pessoas andavam insensivelmente pela disposição de asfalto molhado pela garoa do fim de tarde. Tragavam seus cigarros inconscientemente, cansadas.
Luzes brancas empalideciam os semblantes cadavéricos dessas pessoas. Em cada uma, havia um problema grande demais para se suportar, e eu questionava sobre os meus.
Eu esperava a vida acontecer, como muitos daqueles trabalhadores. Contava os segundos, como se o tempo do relógio pudesse resumir minha vida em números. Seria menos doloroso. Uma morte solitária e infeliz, era minha vida.
E, nesse momento, o sol sumia no horizonte. As buzinas começavam a cessar quando o trânsito, vivo e pulsante, começava a descongestionar. Somente quando a Terra mergulhava no silêncio da noite, eu começava a me perguntar, no íntimo de minha expressão doente, sobre o sentido da vida diferença entre ela e a morte.
Apenas multidões dentro de uma floresta de concreto. Era uma multidão solitária como eu. Perdidos dentro de si mesmos, como eu. Eu sabia que aquela noite que estava levando o sol embora, também levaria mais uma réstia de esperança na minha existência podre.
Minhas olheiras mortas que fitavam o nunca.
Quando chegarei ao meu destino?
FM.
As ruas cheias eram comuns, àquela hora. O lixo tomava conta das ruelas daquela cidade. A fumaça e os cães de rua circulavam juntos por ali. Pessoas andavam insensivelmente pela disposição de asfalto molhado pela garoa do fim de tarde. Tragavam seus cigarros inconscientemente, cansadas.
Luzes brancas empalideciam os semblantes cadavéricos dessas pessoas. Em cada uma, havia um problema grande demais para se suportar, e eu questionava sobre os meus.
Eu esperava a vida acontecer, como muitos daqueles trabalhadores. Contava os segundos, como se o tempo do relógio pudesse resumir minha vida em números. Seria menos doloroso. Uma morte solitária e infeliz, era minha vida.
E, nesse momento, o sol sumia no horizonte. As buzinas começavam a cessar quando o trânsito, vivo e pulsante, começava a descongestionar. Somente quando a Terra mergulhava no silêncio da noite, eu começava a me perguntar, no íntimo de minha expressão doente, sobre o sentido da vida diferença entre ela e a morte.
Apenas multidões dentro de uma floresta de concreto. Era uma multidão solitária como eu. Perdidos dentro de si mesmos, como eu. Eu sabia que aquela noite que estava levando o sol embora, também levaria mais uma réstia de esperança na minha existência podre.
Minhas olheiras mortas que fitavam o nunca.
Quando chegarei ao meu destino?
FM.
Dias nublados, cegos. O vento do litoral, surdos.
Escrito por
Fernanda Medeiros
às
14:38
'
Há uma brisa entre o cinza do dia nublado. Ela anuncia mais um dia que se partirá em nossas atitudes, destino escrito por nós, errantes na esperança de um dia conquistarmos o mundo ao nosso redor.
E, na ambição que corroe toda e qualquer estrutura, olhos perspicazes querem derrubar os outros, dentro do egoísmo que paira sobre sua visão. E assim se passa a tragédia. Ideais vendidos para salvar o poder que corre nas mãos. Todos são iguais, cospem sua empatia em corações cansados, cegando-os para a verdade.
Desprezam tudo o que há em seu íntimo. Uma insignificância maldita que cresce em nós. Todos nós, impassíveis diante do túmulo da humanidade, pressionando nossos sentidos, trancando-os no solidão de nossa mente, abandonados.
Isso cresce dentro de nós. Não podemos, mas deixamos. Escravos de uma necessidade imposta pelo comércio, mestres em esconder nossa fragilidade. Sem restrição alguma à sujeira que escorre de nossas próprias mãos. Sangue da guerra travada todos os dias, marca da violência e desrespeito à nós mesmos.
Há em nós um céu nublado, um vento que sopra na extremidade do litoral. Perdemos a audição para o que acontece em nossos dias. Névoa que adormece nossa consciência. Mas não podemos deixar isso crescer em nós.
Isso não pode se tornar real. Porque quando assim for, nada mais será real.
FM.
Há uma brisa entre o cinza do dia nublado. Ela anuncia mais um dia que se partirá em nossas atitudes, destino escrito por nós, errantes na esperança de um dia conquistarmos o mundo ao nosso redor.
E, na ambição que corroe toda e qualquer estrutura, olhos perspicazes querem derrubar os outros, dentro do egoísmo que paira sobre sua visão. E assim se passa a tragédia. Ideais vendidos para salvar o poder que corre nas mãos. Todos são iguais, cospem sua empatia em corações cansados, cegando-os para a verdade.
Desprezam tudo o que há em seu íntimo. Uma insignificância maldita que cresce em nós. Todos nós, impassíveis diante do túmulo da humanidade, pressionando nossos sentidos, trancando-os no solidão de nossa mente, abandonados.
Isso cresce dentro de nós. Não podemos, mas deixamos. Escravos de uma necessidade imposta pelo comércio, mestres em esconder nossa fragilidade. Sem restrição alguma à sujeira que escorre de nossas próprias mãos. Sangue da guerra travada todos os dias, marca da violência e desrespeito à nós mesmos.
Há em nós um céu nublado, um vento que sopra na extremidade do litoral. Perdemos a audição para o que acontece em nossos dias. Névoa que adormece nossa consciência. Mas não podemos deixar isso crescer em nós.
Isso não pode se tornar real. Porque quando assim for, nada mais será real.
FM.
A verdade de Lucy, princesa da escuridão.
Escrito por
Fernanda Medeiros
às
19:13
quinta-feira, 13 de maio de 2010
'
A confiança humana só se extinguirá no dia em que os homens deixarem de confiar em si mesmos, mas meu coração perdido cansou de ouvir promessas. Nada me surpreenderá, me distrairá. Hoje pude notar que nunca estarei tão sozinha enquanto tiver a melodia de uma música para me confortar.
Tenho autonomia para tomar minhas próprias decisões e descobri o poder para conseguir tudo o que eu quiser, basta eu fazer acontecer. Eu nunca traio. Nunca trairia meus objetivos.
Uma bela, doce e venenosa mentira. Eu só faço o que quero, e nada mudaria isso. Apenas manipulo uma situação para me conduzir melhor sobre o terreno humano. Tenho em palavras e argumentos o que pode me servir para melhorar minha comodidade. E mesmo que você não note, eu nunca me disse santa, portanto, não me julgue como tal.
Posso ser qualquer coisa, menos sonsa. Se eu finjo, foi somente porque fui condicionada desde criança a fazê-lo. Se eu pareço delicada, o sou somente por fora. Se pareço uma boneca de porcelana, acredite, é ilusão. E se eu sorrir, saiba, quero chorar.
Jogando o jogo da sabedoria humana. Rezando para que não acabe com minha derrota. Dama de copas caída entre as rosas vermelhas de sangue, essa sou eu. Derrubando as entradas do cemitério de luzes, caminhando entre os túmulos do amor e alegria. Morrendo na escuridão da noite, pedindo pela graça de Deus para permanecer nesse lugar, onde o sol rasteja, poente. Onde ninguém mais me verá, ou tocará.
FM.
A confiança humana só se extinguirá no dia em que os homens deixarem de confiar em si mesmos, mas meu coração perdido cansou de ouvir promessas. Nada me surpreenderá, me distrairá. Hoje pude notar que nunca estarei tão sozinha enquanto tiver a melodia de uma música para me confortar.
Tenho autonomia para tomar minhas próprias decisões e descobri o poder para conseguir tudo o que eu quiser, basta eu fazer acontecer. Eu nunca traio. Nunca trairia meus objetivos.
Uma bela, doce e venenosa mentira. Eu só faço o que quero, e nada mudaria isso. Apenas manipulo uma situação para me conduzir melhor sobre o terreno humano. Tenho em palavras e argumentos o que pode me servir para melhorar minha comodidade. E mesmo que você não note, eu nunca me disse santa, portanto, não me julgue como tal.
Posso ser qualquer coisa, menos sonsa. Se eu finjo, foi somente porque fui condicionada desde criança a fazê-lo. Se eu pareço delicada, o sou somente por fora. Se pareço uma boneca de porcelana, acredite, é ilusão. E se eu sorrir, saiba, quero chorar.
Jogando o jogo da sabedoria humana. Rezando para que não acabe com minha derrota. Dama de copas caída entre as rosas vermelhas de sangue, essa sou eu. Derrubando as entradas do cemitério de luzes, caminhando entre os túmulos do amor e alegria. Morrendo na escuridão da noite, pedindo pela graça de Deus para permanecer nesse lugar, onde o sol rasteja, poente. Onde ninguém mais me verá, ou tocará.
FM.
Palavras faladas silenciosamente.
Escrito por
Fernanda Medeiros
às
21:27
terça-feira, 11 de maio de 2010
'
Trazidas pelo vento que corta as fronteiras do sol. Dentro do calor que insiste em corroer o corpo e perdida no olhar cansado e solitário. Percorrendo a estrada em chamas de um caminho desértico. Posso constatar em todas as letras, sílabas, palavras... Observo algo em suas ações, escondido em sua máscara de felicidade eterna. Por trás de todos os seus movimentos há tanto medo quanto eu poderia ver em mim mesma.
Acho que isso me atrai profundamente. A sombra que cobre seu olhar vivo, às vezes pode-se perceber, em cada movimento produzido por seu corpo, há muito mais do que as palavras falam. O medo e a desconfiança que escusam qualquer verdade. Escondendo-se por trás de um sorriso fácil. E tudo o que tem feito é tudo o que fará.
Suas palavras são faladas silenciosamente. Em seus olhos eu posso ver, tudo o que há em sua expressão talvez use um tom esquivo, e é isso que me atrai profundamente, sua maneira desajeitada de ser exoticamente inebriante. Porém, nas palavras faladas silenciosamente, há alguém que pede um pouco de atenção como uma criança perdida. Ou talvez alguém que procura por um olhar que lhe dê as respostas para todas as suas perguntas.
Mas o que me atrai profundamente é a forma de despreocupar e disfarçar qualquer necessidade com toda a sua facilidade. Em seu timbre, ouço mais que palavras jogadas ao vento. Uma significação interna muito mais profunda que a forma com que suas mãos gesticulam levemente no ar. Em seus sorrisos posso compreender a mentira e a verdade, pois sua forma espontânea toma diferentes matizes diante de cada pessoa que passa por seus olhos.
E eu vejo seus olhos brilhando dentro dos caminhos que percorre. Um brilho por vezes tenebroso, feito de um esplendor que escuridão cobre. Ou talvez seja apenas a sombra do sol que castiga os dias pelos quais se esvai o tempo.
FM.
Trazidas pelo vento que corta as fronteiras do sol. Dentro do calor que insiste em corroer o corpo e perdida no olhar cansado e solitário. Percorrendo a estrada em chamas de um caminho desértico. Posso constatar em todas as letras, sílabas, palavras... Observo algo em suas ações, escondido em sua máscara de felicidade eterna. Por trás de todos os seus movimentos há tanto medo quanto eu poderia ver em mim mesma.
Acho que isso me atrai profundamente. A sombra que cobre seu olhar vivo, às vezes pode-se perceber, em cada movimento produzido por seu corpo, há muito mais do que as palavras falam. O medo e a desconfiança que escusam qualquer verdade. Escondendo-se por trás de um sorriso fácil. E tudo o que tem feito é tudo o que fará.
Suas palavras são faladas silenciosamente. Em seus olhos eu posso ver, tudo o que há em sua expressão talvez use um tom esquivo, e é isso que me atrai profundamente, sua maneira desajeitada de ser exoticamente inebriante. Porém, nas palavras faladas silenciosamente, há alguém que pede um pouco de atenção como uma criança perdida. Ou talvez alguém que procura por um olhar que lhe dê as respostas para todas as suas perguntas.
Mas o que me atrai profundamente é a forma de despreocupar e disfarçar qualquer necessidade com toda a sua facilidade. Em seu timbre, ouço mais que palavras jogadas ao vento. Uma significação interna muito mais profunda que a forma com que suas mãos gesticulam levemente no ar. Em seus sorrisos posso compreender a mentira e a verdade, pois sua forma espontânea toma diferentes matizes diante de cada pessoa que passa por seus olhos.
E eu vejo seus olhos brilhando dentro dos caminhos que percorre. Um brilho por vezes tenebroso, feito de um esplendor que escuridão cobre. Ou talvez seja apenas a sombra do sol que castiga os dias pelos quais se esvai o tempo.
FM.
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A verdade sobre o tempo.
Escrito por
Fernanda Medeiros
às
23:33
sexta-feira, 7 de maio de 2010
'
Tempo, o único que nunca desistirá. Sua persistência ultrapassa todas as barreiras, até o infinito, acima das limitações humanas.
Tempo Nunca é o bastante. Sempre pedimos por mais segundos, às vezes. Tudo poderia ser mais simples se houvesse mais tempo.
Mas, uma contradição, o Tempo Nunca termina. Pedimos por mais, dentro da tolice irracional, por uma coisa que é eterna.
E nunca voltará. Por mais que quisermos trazer o passado de volta, ele ficará guardado dentro das memórias que se esvaem com a morte.
O tempo é implacável, imutável. Não tente fugir, ou se esquivar. É inútil. Ele chegará e passará, e nada será igual, pois o futuro é presente, é passado.
FM.
Tempo, o único que nunca desistirá. Sua persistência ultrapassa todas as barreiras, até o infinito, acima das limitações humanas.
Tempo Nunca é o bastante. Sempre pedimos por mais segundos, às vezes. Tudo poderia ser mais simples se houvesse mais tempo.
Mas, uma contradição, o Tempo Nunca termina. Pedimos por mais, dentro da tolice irracional, por uma coisa que é eterna.
E nunca voltará. Por mais que quisermos trazer o passado de volta, ele ficará guardado dentro das memórias que se esvaem com a morte.
O tempo é implacável, imutável. Não tente fugir, ou se esquivar. É inútil. Ele chegará e passará, e nada será igual, pois o futuro é presente, é passado.
FM.
Seja muito Feliz.
Escrito por
Fernanda Medeiros
às
22:03
'
Hoje, ao escutar uma frase, lembrei de um dia que me marcou profundamente. Foi automático e rápido. Corri até aqui e resolvi registrar.
Era um fim de tarde de janeiro. O sol se despedia do dia, rastejando no horizonte. O cheiro de fumaça e o ruído dos veículos era violento e eu me despedia. Em meus olhos eu tenho a mais profunda certeza de haver tristeza.
Eu poderia estar muito longe daquele lugar, mas ele nunca sairia da minha memória. Hoje eu sei que estou exatamente onde deveria estar, não foi acaso ou escolha alheia e hoje eu sei disso. Mas, naquela época, eu achava estranho e ultrajante deixar minha vida para começar outra.
Naquele momento em que o sol anunciava meu último dia ali, as palavras que me fizeram ainda mais triste foram a minha despedida.
'Seja muito feliz.'
E até hoje eu martelo essas palavras em minha cabeça. O que é ser muito feliz? Me fiz essa pergunta durante toda a viagem até minha antiga casa. O que é ser muito feliz? Porque se for ter picos de alegria e crises de riso, eu as sei fingir muito bem, modéstia à parte. Será que é a sensação de comer algo saboroso? Sentir um bom perfume? Ser muito feliz está ligado aos sentidos humanos?
Ser muito feliz... Parecem palavras mágicas. Parece uma utopia, parece mais distante do que eu consigo imaginar. Mas essas palavras foram proferidas na última réstia de sol daquele dia. E durante um longo percurso até aqui, agora, eu ainda procuro o significado exato disso.
Ser muito feliz... Talvez ser muito feliz não venha por completo, mas resida em cada mínimo detalhe que constrói nossa vida. Talvez seja isso... Ou não. Talvez ser feliz dependa apenas de uma glândula qualquer do corpo humano, ou sobreviva do cosmos... Anyway, existem as mais variadas formas de expressar esse sentimento.
E eu ainda vou me questionar muito sobre isso.. Talvez nunca encontre uma resposta, mas tenho certeza de que vou ouvir muitas opiniões. Qual é a sua?
FM.
Hoje, ao escutar uma frase, lembrei de um dia que me marcou profundamente. Foi automático e rápido. Corri até aqui e resolvi registrar.
Era um fim de tarde de janeiro. O sol se despedia do dia, rastejando no horizonte. O cheiro de fumaça e o ruído dos veículos era violento e eu me despedia. Em meus olhos eu tenho a mais profunda certeza de haver tristeza.
Eu poderia estar muito longe daquele lugar, mas ele nunca sairia da minha memória. Hoje eu sei que estou exatamente onde deveria estar, não foi acaso ou escolha alheia e hoje eu sei disso. Mas, naquela época, eu achava estranho e ultrajante deixar minha vida para começar outra.
Naquele momento em que o sol anunciava meu último dia ali, as palavras que me fizeram ainda mais triste foram a minha despedida.
'Seja muito feliz.'
E até hoje eu martelo essas palavras em minha cabeça. O que é ser muito feliz? Me fiz essa pergunta durante toda a viagem até minha antiga casa. O que é ser muito feliz? Porque se for ter picos de alegria e crises de riso, eu as sei fingir muito bem, modéstia à parte. Será que é a sensação de comer algo saboroso? Sentir um bom perfume? Ser muito feliz está ligado aos sentidos humanos?
Ser muito feliz... Parecem palavras mágicas. Parece uma utopia, parece mais distante do que eu consigo imaginar. Mas essas palavras foram proferidas na última réstia de sol daquele dia. E durante um longo percurso até aqui, agora, eu ainda procuro o significado exato disso.
Ser muito feliz... Talvez ser muito feliz não venha por completo, mas resida em cada mínimo detalhe que constrói nossa vida. Talvez seja isso... Ou não. Talvez ser feliz dependa apenas de uma glândula qualquer do corpo humano, ou sobreviva do cosmos... Anyway, existem as mais variadas formas de expressar esse sentimento.
E eu ainda vou me questionar muito sobre isso.. Talvez nunca encontre uma resposta, mas tenho certeza de que vou ouvir muitas opiniões. Qual é a sua?
FM.
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Et triumphator nobilis,
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Et triumphator nobilis,
Dulcedo ineffabilis,
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