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As ruas cheias eram comuns, àquela hora. O lixo tomava conta das ruelas daquela cidade. A fumaça e os cães de rua circulavam juntos por ali. Pessoas andavam insensivelmente pela disposição de asfalto molhado pela garoa do fim de tarde. Tragavam seus cigarros inconscientemente, cansadas.
Luzes brancas empalideciam os semblantes cadavéricos dessas pessoas. Em cada uma, havia um problema grande demais para se suportar, e eu questionava sobre os meus.
Eu esperava a vida acontecer, como muitos daqueles trabalhadores. Contava os segundos, como se o tempo do relógio pudesse resumir minha vida em números. Seria menos doloroso. Uma morte solitária e infeliz, era minha vida.
E, nesse momento, o sol sumia no horizonte. As buzinas começavam a cessar quando o trânsito, vivo e pulsante, começava a descongestionar. Somente quando a Terra mergulhava no silêncio da noite, eu começava a me perguntar, no íntimo de minha expressão doente, sobre o sentido da vida diferença entre ela e a morte.
Apenas multidões dentro de uma floresta de concreto. Era uma multidão solitária como eu. Perdidos dentro de si mesmos, como eu. Eu sabia que aquela noite que estava levando o sol embora, também levaria mais uma réstia de esperança na minha existência podre.
Minhas olheiras mortas que fitavam o nunca.
Quando chegarei ao meu destino?
FM.
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