Medo do Escuro

quarta-feira, 6 de abril de 2011
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...O meu coração está dolorido... Dentro de mim. E terrores da morte caíram sobre mim... Temor e tremor vieram sobre mim. E o horror me cobriu...

Meus olhos são profundamente vazios
Minhas palavras são como o vento frio
Eu não tenho certeza de onde estou
E há momentos em que não me importo

Submetido mais uma vez ao silêncio
Levado ao esquecimento pelos anjos
As vezes minha mente é tudo o que eu conheço
E entendo que caí sozinho em meio a escuridão

Ao redor de mim...

Em mim mesmo eu caí
E os terrores que sempre me assombraram
Puderam me atormentar, outra vez
E a morte pode me tocar, mais uma vez

Os dias passam e as nuvens cobrem meu lugar
Fecho meus olhos e inclino minha cabeça
E eu não choro sozinho como fiz
E talvez assim eu possa me olhar nos olhos

Para sentir as lágrimas do céu
Se a chuva sentisse meu temor pela escuridão
Sentiria meu tremor pelo frio em mim
E logo o horror me levaria ao buraco profundo...

Ao redor de mim...

Em mim mesmo eu caí
E os terrores que sempre me assombraram
Puderam atormentar, outra vez
E a morte pode me tocar, mais uma vez
E me prender entre os túmulos do passado
Eu queria fugir para longe, um deserto
Escaparia de toda tormenta
Entre o vento da tempestade ao redor de mim

Assim eu disse: Oh! Quem me dera asas como de pomba!

Nunca pude gritar e fazer tudo desaparecer
Dentro da escuridão eu não sou confortável
Minha indiferença frágil se conta em lágrimas
Hoje sinto medo do escuro que se move...

...Ao redor de mim...

Em mim mesmo eu caí
E os terrores que sempre me assombraram
Puderam atormentar, outra vez
E a morte pode me tocar, mais uma vez
E me prender entre os túmulos do passado
Eu queria fugir para longe, um deserto
Escaparia de toda tormenta
Entre o vento da tempestade...

...Ao redor de mim.

...Então voaria... E estaria em descanso... Eis que fugiria para longe, e pernoitaria no deserto... Apressar-me-ia a escapar da fúria do vento e da tempestade.

 
Ps.: Ver Sl. 55.

FM.

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