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A noite que eu prefiro esquecer se seguiu sem que eu pudesse dormir. Algo me perturbava profundamente, apertava meu coração. Deitada, eu olhava o teto escuro do meu quarto e me perguntava o porque de já ser 12:23 e eu não conseguir fechar os olhos para descansar. E, assim que meus olhos pesaram e eu entrei num mundo paralelo ao real, tudo não passou de um pesadelo.
Alguém pedia ajuda. Alguém estendia a mão e me implorava. Eram flashs de uma época que eu considerava morta. Eu fechava as janelas que tantas vezes fechei sentindo medo e elas se abriam novamente, com um vento devastador. Eu chorava, fechando-as novamente, e lá estavam as grandes janelas escuras abertas novamente, mostrando-me aquele lugar iluminado pelo sol do fim de tarde.
Quando pensei estar novamente na realidade, senti uma mão em minhas costas e vi um sorriso solitário no corredor escuro, que sumiu. Mais uma vez eu estava sozinha num cômodo, e era cedo da manhã. Senti a brisa fria de outros tempos e ouvi o ruído produzido pelos carros na estrada ali perto. Os pássaros entoavam seu canto ao longe. E mais uma vez eu senti alguém me seguir e me pedir ajuda, mas não era mais algo quieto e lento.
A violência com que tudo se movimentava me lembrou a sensação de um terremoto. Os augúrios que se lançavam sobre meus ouvidos e o vento que levou toda a casa embora, deixando o velho espaço esbranquiçado, como uma folha branca, me deixou sozinha, novamente. Caí de joelhos sobre a imensidão branca e um buraco se formou dentro de meu coração, dilacerando-o lentamente. E eu nunca havia me sentido tão triste, nem quando meus pesadelos eram os da vida real.
Mas eu acordei. E ainda eram 3:01 h. Encolhi-me na cama e esperei o sono voltar, mas as imagens do pesadelo me voltaram aos olhos e eu os abri novamente, na esperança de que tudo fosse apenas um sonho, realmente.
Tudo estava acabado.
O fim daquela noite levaria a angústia.
Ou, pelo menos, talvez.
FM.
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