'
Outra do dia: Quem estiver interessado em fazer aula de piano, por favor, me avisa. =) Vamos dar um jeito nisso, certo?
Podem me achar sempre no Facebook, no Twitter, no orkut, ou até mesmo comentando esse anúncio aqui mesmo, no blog. Eu agradeceria imensamente se alguém estiver afim.
FM.
Sem muito a dizer
Escrito por
Fernanda Medeiros
às
13:31
'
São poucas frases hoje.
Sabe quando todo mundo arruma briga com você? Sabe quando você se pergunta porque nenhum dos seus relacionamentos dura? Sabe quando você sente que as pessoas se distanciam de você de repente?
É unânime?
Então, meu filho, o problema não é com todo mundo, é com você, entendeu? Acorda. Para de se fazer de inocente que ta na cara que você não é. Mova essa bunda gorda de mais de 70 kg da cadeira e tente mudar um pouquinho pra se fazer ser suportável à convivência coletiva.
Depois a anti social sou eu, affez. ¬¬
Beijinhos gente, FM.
São poucas frases hoje.
Sabe quando todo mundo arruma briga com você? Sabe quando você se pergunta porque nenhum dos seus relacionamentos dura? Sabe quando você sente que as pessoas se distanciam de você de repente?
É unânime?
Então, meu filho, o problema não é com todo mundo, é com você, entendeu? Acorda. Para de se fazer de inocente que ta na cara que você não é. Mova essa bunda gorda de mais de 70 kg da cadeira e tente mudar um pouquinho pra se fazer ser suportável à convivência coletiva.
Depois a anti social sou eu, affez. ¬¬
Beijinhos gente, FM.
Piano Cover
Escrito por
Fernanda Medeiros
às
15:41
sexta-feira, 9 de dezembro de 2011
'
What You Want - Evanescence
Cover que eu achei na net, bem fodástico. Um dia eu toco igual a esse cara. *O*
http://www.youtube.com/watch?v=cZ-2EB8felo
Acessem =)
What You Want - Evanescence
Cover que eu achei na net, bem fodástico. Um dia eu toco igual a esse cara. *O*
http://www.youtube.com/watch?v=cZ-2EB8felo
Acessem =)
Sweet Sacrifice
Escrito por
Fernanda Medeiros
às
16:33
domingo, 27 de novembro de 2011
'
Só tentava salvaguardar sua própria vida. Seus anseios tão perdidos para continuar. Abaixo dos degraus de sua memória correntes de lágrimas caíam sem cessar. Escondidas. Fluíam pelo chão obscuro e morriam lentamente na areia, abaixo dos degraus. Seus pés castigados pelas pedras insistiam em caminhar arduamente, mesmo que o sangue brotasse de sua pele, manchando a palidez débil da epiderme fria que possuía.
Em sua voz havia marcas de sofrimento e perda. Um eterno nó que apertava sua garganta, machucando. Mas, de tudo o quanto podia controlar sua dor, o mais massacrante de seus fantasmas era o próprio medo. Coerente e vivo, bruxuleava lentamente por sua mente, por seu corpo, transformando seus pensamentos vazios em uma doença que fragilizava.
Pobre coisinha inocente. Conhecia a dor, conhecia o medo que pairava ao seu redor. Reconhecia a face de terror no espelho e se forçava a seguir, sorrindo. Estava tão claro o quanto ainda teria que sangrar, o quanto suas lágrimas ainda iriam rolar. O quanto suas correntes ainda retalhariam seus pulsos e tornozelos, o quanto aquela coisinha ainda se debateria na escuridão.
Aquele que ainda é tão fraco para sobreviver aos próprios erros odiará o dia no qual se encontrará com a real verdade.
E o ódio ainda descompassava seu coração, ao passo que as feridas reabriam e ardiam com o vento forte que carregava areia. Pobre coisinha inocente. Mal sabia que não era o único insano, mal controlava suas próprias emoções. Apenas se deixava levar e levava consigo as marcas de um sofrimento mudo. Enxugava algumas lágrimas que caíam e se preparava para as outras que viriam. Se deixava respirar ácido sulfúrico, ou era apenas ar. Um ar denso e pesado que continha todas as suas esperanças despedaçadas.
Lágrimas eram apenas água. Suspiros? São apenas ar.
Sonhava com a escuridão da noite abraçando seu silêncio, dormia para morrer sozinha, para esquecer sua dor. Pobre coisinha inocente. Apagou a própria vida em troca de uma paz inventada. Mais uma vez se enganou. Pobre coisinha inocente. Não é, querido? Apenas uma pobre coisinha inocente. Sem mais forças. Sem mais voz. Sem mais sequer vida.
Acorda no vazio, por um doce sacrifício. Abraça o silêncio e permanecerá além da morte. Enxuga os olhos e testemunha:
"Você sabe que vive para me destruir. Mas, num doce dia, eu esquecerei seu nome. Você vai se afogar na minha dor perdida. E eu irei sorrir."
FM.
Só tentava salvaguardar sua própria vida. Seus anseios tão perdidos para continuar. Abaixo dos degraus de sua memória correntes de lágrimas caíam sem cessar. Escondidas. Fluíam pelo chão obscuro e morriam lentamente na areia, abaixo dos degraus. Seus pés castigados pelas pedras insistiam em caminhar arduamente, mesmo que o sangue brotasse de sua pele, manchando a palidez débil da epiderme fria que possuía.
Em sua voz havia marcas de sofrimento e perda. Um eterno nó que apertava sua garganta, machucando. Mas, de tudo o quanto podia controlar sua dor, o mais massacrante de seus fantasmas era o próprio medo. Coerente e vivo, bruxuleava lentamente por sua mente, por seu corpo, transformando seus pensamentos vazios em uma doença que fragilizava.
Pobre coisinha inocente. Conhecia a dor, conhecia o medo que pairava ao seu redor. Reconhecia a face de terror no espelho e se forçava a seguir, sorrindo. Estava tão claro o quanto ainda teria que sangrar, o quanto suas lágrimas ainda iriam rolar. O quanto suas correntes ainda retalhariam seus pulsos e tornozelos, o quanto aquela coisinha ainda se debateria na escuridão.
Aquele que ainda é tão fraco para sobreviver aos próprios erros odiará o dia no qual se encontrará com a real verdade.
E o ódio ainda descompassava seu coração, ao passo que as feridas reabriam e ardiam com o vento forte que carregava areia. Pobre coisinha inocente. Mal sabia que não era o único insano, mal controlava suas próprias emoções. Apenas se deixava levar e levava consigo as marcas de um sofrimento mudo. Enxugava algumas lágrimas que caíam e se preparava para as outras que viriam. Se deixava respirar ácido sulfúrico, ou era apenas ar. Um ar denso e pesado que continha todas as suas esperanças despedaçadas.
Lágrimas eram apenas água. Suspiros? São apenas ar.
Sonhava com a escuridão da noite abraçando seu silêncio, dormia para morrer sozinha, para esquecer sua dor. Pobre coisinha inocente. Apagou a própria vida em troca de uma paz inventada. Mais uma vez se enganou. Pobre coisinha inocente. Não é, querido? Apenas uma pobre coisinha inocente. Sem mais forças. Sem mais voz. Sem mais sequer vida.
Acorda no vazio, por um doce sacrifício. Abraça o silêncio e permanecerá além da morte. Enxuga os olhos e testemunha:
"Você sabe que vive para me destruir. Mas, num doce dia, eu esquecerei seu nome. Você vai se afogar na minha dor perdida. E eu irei sorrir."
FM.
Recado Envenenado
Escrito por
Fernanda Medeiros
às
09:57
'
Então, to aqui pra dar um recadinho pra um pássaro. Minha mãe acha que aconteceu um crime e que esse passarinho, coitado, é o culpado. No fim da conversa, há apenas uma frase ÉPICA a ser dita:
"Cuidado com o VENENO, ele pode ser LETAL."
É isso aí, pense bem antes de falar e fazer coisas que a intuição diziam pra não falar ou fazer.
FM.
Então, to aqui pra dar um recadinho pra um pássaro. Minha mãe acha que aconteceu um crime e que esse passarinho, coitado, é o culpado. No fim da conversa, há apenas uma frase ÉPICA a ser dita:
"Cuidado com o VENENO, ele pode ser LETAL."
É isso aí, pense bem antes de falar e fazer coisas que a intuição diziam pra não falar ou fazer.
FM.
Eu entendo. É.
Escrito por
Fernanda Medeiros
às
13:28
segunda-feira, 14 de novembro de 2011
'
"Você guarda as respostas em sua própria mente
Conscientemente você as esqueceu
Essa é a forma como a mente humana funciona
Sempre que algo é muito desagradável
Ou muito vergonhoso para suportarmos
Nós rejeitamos isso
Nós apagamos isso da nossa memória
Mas a marca está sempre lá
Nada nunca é realmente esquecido."
FM.
New Way to Bleed - Parte 2
Escrito por
Fernanda Medeiros
às
22:32
domingo, 6 de novembro de 2011
'
Enquanto a noite se desbotava, caía pelos céus, até morrer. Seus passos sobre a areia pálida esvaeciam delicadamente, com a brisa cálida que soprava ali. E nada ao redor parecia igual. Porque frases ecoavam em seus pensamentos como uma tormenta rígida e brusca, reverberando uma agonia ainda presente em seus elos desfeitos pelo tempo.
"Nunca significou nada pra mim... A gravidade. Minha mente nunca vagou perto daqui."
Em seus desenhos feitos com carvão, nada sobrara. Tudo havia sido queimado por um fogo latente em suas memórias. Se desfazia. Aquela era sua nova forma de sangrar. Seus dedos se impulsionaram até as têmporas e o grito que soou de sua garganta implorava por um pouco de paz. Porque seus pesadelos pareciam mais vivos, seus medos pulsavam com veemência e a dor em seu corpo passara a ser insuportável, desde então.
"Prendi meu coração numa escuridão eterna. Pelos sonhos que deixei morrer."
Em todos os ecos, o silêncio era o mais forte, o mais presente, até restar em uníssono. Seus longos cabelos revestiam sua face e a protegia das lágrimas que anunciavam cair sobre seu semblante doente. Até o fim de tudo ela poderia cantar suas tragédias, mas nada seria tão forte quanto a dor que fragmentava sua alma.
"Precisei cavar sorrisos e viver com veias emprestadas, metade viva."
Escrava de sua necessidade mórbida de carregar o peso do mundo nos ombros. Uma nova maneira de sangrar se anunciava enquanto o céu desbotava. Uma nova maneira de cair.
"Até onde eu puder fingir minhas necessidades e tocar meu reflexo no espelho, verei tudo o que poderia acalentar minha dor diante das fragilidades internas. Preencher meus sentimentos adormecidos. Mas minha voz silencia, até o fim de tudo."
FM.
Enquanto a noite se desbotava, caía pelos céus, até morrer. Seus passos sobre a areia pálida esvaeciam delicadamente, com a brisa cálida que soprava ali. E nada ao redor parecia igual. Porque frases ecoavam em seus pensamentos como uma tormenta rígida e brusca, reverberando uma agonia ainda presente em seus elos desfeitos pelo tempo.
"Nunca significou nada pra mim... A gravidade. Minha mente nunca vagou perto daqui."
Em seus desenhos feitos com carvão, nada sobrara. Tudo havia sido queimado por um fogo latente em suas memórias. Se desfazia. Aquela era sua nova forma de sangrar. Seus dedos se impulsionaram até as têmporas e o grito que soou de sua garganta implorava por um pouco de paz. Porque seus pesadelos pareciam mais vivos, seus medos pulsavam com veemência e a dor em seu corpo passara a ser insuportável, desde então.
"Prendi meu coração numa escuridão eterna. Pelos sonhos que deixei morrer."
Em todos os ecos, o silêncio era o mais forte, o mais presente, até restar em uníssono. Seus longos cabelos revestiam sua face e a protegia das lágrimas que anunciavam cair sobre seu semblante doente. Até o fim de tudo ela poderia cantar suas tragédias, mas nada seria tão forte quanto a dor que fragmentava sua alma.
"Precisei cavar sorrisos e viver com veias emprestadas, metade viva."
Escrava de sua necessidade mórbida de carregar o peso do mundo nos ombros. Uma nova maneira de sangrar se anunciava enquanto o céu desbotava. Uma nova maneira de cair.
"Até onde eu puder fingir minhas necessidades e tocar meu reflexo no espelho, verei tudo o que poderia acalentar minha dor diante das fragilidades internas. Preencher meus sentimentos adormecidos. Mas minha voz silencia, até o fim de tudo."
FM.
No fundo do baú de memórias
Escrito por
Fernanda Medeiros
às
15:02
sexta-feira, 4 de novembro de 2011
'
Música da minha infância. Doce e trágica, as always.
Música da minha infância. Doce e trágica, as always.
I'm all out of faith
This is how I feel
I'm cold and I am shamed
Lying naked on the floor
Illusion never changed
Into something real
I'm wide awake and I can see
The perfect sky is torn
You're a little late
I'm already torn
Recadinho do Dia
Escrito por
Fernanda Medeiros
às
14:59
'
Hoje eu tenho um recadinho pra você que ta com dor de cotovelo, depois de tanto tempo... (Affez)
Essa semana eu ouvi um comentário maldoso sobre a minha vida, coisa que até parece perseguição, porque não é a primeira vez. Parece um Karma pra todas as pessoas que interessam ao idiota que comentou isso. Antes eu só sentia indiferença, mas agora.. Passou dos limites, colega. Eu quero que se foda.
Enfim, eu não quero meu nome na sua boca suja. Se necessitar fofocar sobre a vida de alguém, fofoque sobre a sua. Ou você não tem uma vida? Anyway. Eu não quero ser comparada a ninguém por você, não sou parâmetro estatístico. Eu não quero ser bichona, colega. Mas se você acha mesmo isso... Fique com a sua opinião inválida bem presa dentro dessa sua língua putrefata. ME ERRA, ME ESQUECE. Me deixa em paz. Aliás, deixa as pessoas viverem em paz. Sabe o que você tem a ver com a minha vida? PORRA NENHUMA.
Essa vai ser a primeira e a última vez que eu vou me pronunciar sobre esse assunto. Eu não vou me arrepender, não adianta argumentos falhos, falácias. Eu sou esclarecida o suficiente pra saber o que EU QUERO. E eu sei o que quero, pode deixar.
Se for dor de cotovelo sua, sinto muito. Escolha outra pessoa pra perseguir. Porque, pra mim, você é imundo, néscio, um perfeito IDIOTA, daqueles que a gente fica pensando: Sério mesmo que ele se acha legal? WTF?
Eu detesto essa sujeira de fofoca, mas, se você gosta, a culpa não é minha, ESCOLHA OUTRA PESSOA PRA DETERIORAR. Só toma cuidado, e isso vale pra todos os fofoqueiros de praça. Calúnia, injúria e difamação rendem indenizações boas por danos morais.
É, é ameaça sim. Por que não? E pra mim, pessoa, caso encerrado.
FM.
New Way to Bleed - Parte 1
Escrito por
Fernanda Medeiros
às
20:02
sábado, 29 de outubro de 2011
'
A chuva caía pelo deserto, enquanto seus passos avançavam pela areia. Em seus olhos haviam mais palavras do que sua boca conseguiu produzir em tantos anos, e em seu espírito havia tanta dor quanto seu corpo podia suportar. Muito além do que conseguia distinguir. Mais do que tudo ao redor, ele queria gritar.
"Me perdoe por ainda ser aridez, não me julgue por manter minhas palavras presas na garganta, como um segredo imperdoável. Me perdoe por eu não deixar transparecer sobre minha pele tudo o que eu ainda sofro, sou apenas um reflexo pálido do que realmente sinto."
Prelúdio
A chuva caía pelo deserto, enquanto seus passos avançavam pela areia. Em seus olhos haviam mais palavras do que sua boca conseguiu produzir em tantos anos, e em seu espírito havia tanta dor quanto seu corpo podia suportar. Muito além do que conseguia distinguir. Mais do que tudo ao redor, ele queria gritar.
"Me perdoe por ainda ser aridez, não me julgue por manter minhas palavras presas na garganta, como um segredo imperdoável. Me perdoe por eu não deixar transparecer sobre minha pele tudo o que eu ainda sofro, sou apenas um reflexo pálido do que realmente sinto."
I feel it coming over me
I'm still a slave to these dreams
Is this the end of everyhing
Or just a new bleed way to bleed?
I'm drifting far beyond the end
Freedom
Freedom
Can't you feel the ground caving in
A paz se esvaiu no momento em que seu coração se quebrou, partindo seus sonhos e colidindo suas rejeições. Mas esse novo sentimento de vazio, era a escravidão de seus antigos sonhos ou apenas uma nova maneira de sangrar?
FM.
*o* Minha inspiração
Escrito por
Fernanda Medeiros
às
14:04
'
Pra hoje uma fotenha do encarte do GENIAL cd do My Chemical Romance, o The Black Parade (A parede preta, pra Hanninha).
FM.
Pra hoje uma fotenha do encarte do GENIAL cd do My Chemical Romance, o The Black Parade (A parede preta, pra Hanninha).
FM.
Torn - All Yours - Run - Over My Head
Escrito por
Fernanda Medeiros
às
17:15
quinta-feira, 27 de outubro de 2011
'
Só hoje eu vim perceber o quanto estou sentindo falta delas. Nos últimos dias, é claro, eu senti saudade. Mas hoje? Nossa, hoje foi tipo o dia em que eu senti mais falta delas duas. É como se tudo estivesse despedaçado por dentro, consumido pelo silêncio que eu tenho enfrentado. É uma sensação de completa solidão, como se não houvesse escapatória, uma "back door". Hoje foi o dia em que eu desejei ter uma garrafa de cana e um brega (Sua Mãe, de preferência) tocando.
Hoje eu desejei ouvir a risada de uma delas, em volta de uma pizza do Xerife's, com Dodô, assistindo VH1 e reclamando porque só passa música comercial de Nego feat. Nego. (Politicamente incorreta? Nem sou.)
Hoje eu desejei tanto que chegou a doer dentro do peito, enquanto o filme rolava na televisão. Quatro amigas e um jeans viajante. Eu nunca tinha assistido, mas Mara me falou que era legal. Nunca me interessei, e não me arrependi de ter parado pra assistir.
Hoje eu desejei poder andar no asfalto tarde da noite, pular e dizer: HEY, EU TO NO MEIO DA RUA! E nenhum carro poderia passar por ali. Era deserto. E as risadas ecoavam no caminho entre o bar do aconchego e o posto de gasolina. (Era aquela sensação de liberdade) Nós podíamos conversar e livremente perder tempo, porque a gente tinha, e não precisava remoer uma dorzinha, com medo de acabar logo.
E eu prendi as lágrimas hoje, porque eu queria vê-las (me recuso a chorar, chorar é pra fracos. Biro e Riro sabem da minha opinião). Eu sinto tanto a falta delas. Sinto tanto não poder falar, não poder ouvir. Droga de telefone e internet, eu quero mais é que eles explodam. Eu quero ver minhas amigas ao vivo. Eu quero poder apertar a cabeça de Bárbara e os braços de Paloma. E eu quero gritar com elas. Eu quero cantar com elas a música Last Friday Night da Katy Perry, em frente ao PC, rindo do clipe.
Eu quero bater chapa e rir delas depois. Eu quero desenhar caveiras na parede e eu quero babar naquela roupa linda na vitrine com vocês. Eu quero ir à casa da revista comprar a última edição da love rock junto com uns posters e quero falar daquelas mocréias estereotipadas que a gente vê na rua (Fofoca, porque ninguém é de ferro). Eu quero ir à padaria comprar bolo e pão e pastel, por mais que passe pela frente da serraria dos secos e do bar das cantadas de pedreiro.
Será que Deus pode dar uma ajudinha com isso? Eu preciso ver minhas amigas, de preferência ontem.
Porra, eu quero ver vocês, meninas. É isso. T_T
Só hoje eu vim perceber o quanto estou sentindo falta delas. Nos últimos dias, é claro, eu senti saudade. Mas hoje? Nossa, hoje foi tipo o dia em que eu senti mais falta delas duas. É como se tudo estivesse despedaçado por dentro, consumido pelo silêncio que eu tenho enfrentado. É uma sensação de completa solidão, como se não houvesse escapatória, uma "back door". Hoje foi o dia em que eu desejei ter uma garrafa de cana e um brega (Sua Mãe, de preferência) tocando.
Hoje eu desejei ouvir a risada de uma delas, em volta de uma pizza do Xerife's, com Dodô, assistindo VH1 e reclamando porque só passa música comercial de Nego feat. Nego. (Politicamente incorreta? Nem sou.)
Hoje eu desejei tanto que chegou a doer dentro do peito, enquanto o filme rolava na televisão. Quatro amigas e um jeans viajante. Eu nunca tinha assistido, mas Mara me falou que era legal. Nunca me interessei, e não me arrependi de ter parado pra assistir.
Hoje eu desejei poder andar no asfalto tarde da noite, pular e dizer: HEY, EU TO NO MEIO DA RUA! E nenhum carro poderia passar por ali. Era deserto. E as risadas ecoavam no caminho entre o bar do aconchego e o posto de gasolina. (Era aquela sensação de liberdade) Nós podíamos conversar e livremente perder tempo, porque a gente tinha, e não precisava remoer uma dorzinha, com medo de acabar logo.
E eu prendi as lágrimas hoje, porque eu queria vê-las (me recuso a chorar, chorar é pra fracos. Biro e Riro sabem da minha opinião). Eu sinto tanto a falta delas. Sinto tanto não poder falar, não poder ouvir. Droga de telefone e internet, eu quero mais é que eles explodam. Eu quero ver minhas amigas ao vivo. Eu quero poder apertar a cabeça de Bárbara e os braços de Paloma. E eu quero gritar com elas. Eu quero cantar com elas a música Last Friday Night da Katy Perry, em frente ao PC, rindo do clipe.
Eu quero bater chapa e rir delas depois. Eu quero desenhar caveiras na parede e eu quero babar naquela roupa linda na vitrine com vocês. Eu quero ir à casa da revista comprar a última edição da love rock junto com uns posters e quero falar daquelas mocréias estereotipadas que a gente vê na rua (Fofoca, porque ninguém é de ferro). Eu quero ir à padaria comprar bolo e pão e pastel, por mais que passe pela frente da serraria dos secos e do bar das cantadas de pedreiro.
Será que Deus pode dar uma ajudinha com isso? Eu preciso ver minhas amigas, de preferência ontem.
Porra, eu quero ver vocês, meninas. É isso. T_T
Light up, light up
As if you have a choice
Even if you cannot hear my voice
I'll be right beside you dear
FM.
Espirais
Escrito por
Fernanda Medeiros
às
23:56
terça-feira, 25 de outubro de 2011
'
Espirais de Fumaça subiam pelo ar. As luzes do quarto estavam apagadas e a madrugada já morria, à medida em que o céu tomava tons mais suaves de azul. O mundo dava voltas e voltas ao redor de si, e tudo parecia permanecer igual. Todas as memórias se extinguiam. Enquanto se cultivava a tristeza, o ódio crescia por dentro, infectando tudo o que ele amava.
Espirais de Fumaça subiam pelo ar. As luzes do quarto estavam apagadas e a madrugada já morria, à medida em que o céu tomava tons mais suaves de azul. O mundo dava voltas e voltas ao redor de si, e tudo parecia permanecer igual. Todas as memórias se extinguiam. Enquanto se cultivava a tristeza, o ódio crescia por dentro, infectando tudo o que ele amava.
Não havia ruído além do próprio descompassado som de sua respiração. Parecia impróprio, mas ele julgou ser a melhor maneira de começar seu dia. Enquanto a noite caminhava para o fim, ele divisava o horizonte e se perguntava se tudo terminaria assim. O vento e a madrugada iriam mesmo engolir as últimas faíscas de sua voz, e nada restaria, nem um último suspiro para abandonar a tudo.
Seus olhos deixavam um brilho perdido e difuso. Uma mentira morta e alguns fragmentos de memória para contar como tudo aconteceu. Ele conhecia sua dor, conhecia suas marcas, e não ousava subestimar a história de ninguém. Aquele era um coração errante de mãos cansadas e olheiras profundas.
Ele sabia que linhas de esquecimento eram semelhantes às espirais de fumaça que subiam pelo ar, circulando o céu até desaparecerem para sempre. E tudo começava numa cor tão viva e sóbria e intensa e violenta. Num movimento de sensações as quais ele nunca soube distinguir. Não que tudo não passasse de uma mentira, apenas isso. Ou que não fosse apenas um novo modo de perder a cabeça, para sonhar com novas ilusões, aquelas espirais de pensamentos poderiam virar sua história, lembranças desprezadas por um simples não. Nunca era o bastante.
Seus dedos se perderam no nunca e por sua pele um formigamento estranho se espalhou. Era o sol que se estendia pela linha do horizonte, sim, estava acabado. Ao que o formigamento se transformava difusamente em pequenos choques elétricos, seu lábio produziu um ofego seco. E as espirais de fumaça ainda subiam pelo ar.
As nuvens, brancas e tranquilas, escorriam pelo firmamento, limpando-o de uma forma cruel. Os choques elétricos logo se transformaram em uma corrente contínua de eletricidade sobre sua pele, fazendo-a morrer; em seu último suspiro ele pôde ver espirais de suas últimas lembranças, de seu último desejo.
Ninguém nunca poderia escutar sua dor, ninguém nunca poderia consertar seu coração partido, sua mente cicatrizada. Em seus únicos sonhos antigos, havia uma promessa de um novo dia. Mas a chance havia sido perdida. E o sol reinou no céu daquele início de manhã.
Com uma densa, nascente e crescente fumaça espiralada ao redor do que havia sido antes mais um a caminhar em direção ao sol, numa busca infinda de sua própria felicidade. Haviam espirais de fumaça ao redor. Cada vez mais fracas, torpes, frágeis, extintas. Assim como qualquer lembrança que um dia guardou em seu coração.
***
Pense nisso. Quantas lembranças boas você deixou morrer em troca de um sentimento ruim? Quantas vezes te fez bem cultivar o sofrimento mudo? Eu sou da corrente do..
Ainda há tempo
feche seus olhos
só o amor pode guia-lo pra casa.
Então derrube suas paredes e liberte sua alma, até colidirmos nessa espiral...
Eu sou tudo aquilo que você não pode controlar.
Em algum lugar além da dor
deve haver uma maneira de aprender a perdoar.
Em algum lugar além da dor
deve haver uma maneira de acreditar que podemos romper.
WHAT YOU WANT - EVANESCENCE
feche seus olhos
só o amor pode guia-lo pra casa.
Então derrube suas paredes e liberte sua alma, até colidirmos nessa espiral...
Eu sou tudo aquilo que você não pode controlar.
Em algum lugar além da dor
deve haver uma maneira de aprender a perdoar.
Em algum lugar além da dor
deve haver uma maneira de acreditar que podemos romper.
WHAT YOU WANT - EVANESCENCE
FM.
O julgamento
Escrito por
Fernanda Medeiros
às
13:33
sexta-feira, 21 de outubro de 2011
'
Mas posso ver uma luz lá no fim
No meio de toda escuridão
Confuso buscando uma direção, a saída do labirinto
Não me julgue por não ser igual
Longe da sua condenação, da praga que corrói a nação
Eu preciso dar voz ao que eu sinto
Eu só rezo pra ficar bem, eu sei que vai
Acredito que vai ficar tudo bem
Só quero ser o que eu sou
Só quero não ter que mentir
Venha de onde vier, tanto faz
Eu só quero encontrar a minha paz
Só rezo 0.2 - Nx Zero feat. Emicida
É isso aí. Recadinho de hoje. E ta, não me julgue pela letra do NX zero, também.. ¬¬ É legal, pow. Essa.
FM.
Mas posso ver uma luz lá no fim
No meio de toda escuridão
Confuso buscando uma direção, a saída do labirinto
Não me julgue por não ser igual
Longe da sua condenação, da praga que corrói a nação
Eu preciso dar voz ao que eu sinto
Eu só rezo pra ficar bem, eu sei que vai
Acredito que vai ficar tudo bem
Só quero ser o que eu sou
Só quero não ter que mentir
Venha de onde vier, tanto faz
Eu só quero encontrar a minha paz
Só rezo 0.2 - Nx Zero feat. Emicida
É isso aí. Recadinho de hoje. E ta, não me julgue pela letra do NX zero, também.. ¬¬ É legal, pow. Essa.
FM.
Let it Burn
Escrito por
Fernanda Medeiros
às
15:03
quarta-feira, 19 de outubro de 2011
Ontem eu estava brisando sem internet e ao ouvir uma seleção de músicas, uma me chamou muita atenção. Fiction, do A7x, me fez parar um pouco nessa parte.
Not that I could
Or that I would
Let it burn
Under my skin,
Let It Burn.
Daí eu acabei me interessando e escrevi uma coisinha que apresento agora.
Let It Burn
Tudo se perdeu no silêncio
Não haveria chance de voltar para casa
Não que eu não soubesse
Não que eu não pudesse
Apenas deixar tudo queimar
Bem abaixo da minha pele
Cacos de ódio e dor me cortaram
Não que eu não sangrasse
Não que eu não pudesse
Deixar tudo queimar
Mas minhas feridas doem demais para ignorar
Enquanto memórias se rasgam
Em quedas de cores amareladas pelo tempo
Deixo tudo queimar
Enquanto eu morro por dentro
Cometi o crime e paguei pelo silêncio
Pelos fantasmas que me imploraram
Não que eu não soubesse
Não que eu não pudesse
Apenas deixar tudo queimar
E mesmo em meus pesadelos
Nada pesou mais que meus pecados
Não que eu não soubesse
Ou simplesmente pudesse
Deixar tudo queimar...
Mas minhas feridas doem demais para ignorar
Enquanto memórias se rasgam
Em quedas de cores amareladas pelo tempo
Deixo tudo queimar
Enquanto eu morro por dentro
Eu não pude gritar tudo isso
Eu não pude consertar tudo isso
Antes de ver meu mundo colidir
Como um espelho quebrando
Congelando em minhas veias
Vi tudo desmoronar...
Minhas feridas doem demais para ignorar
Enquanto memórias se rasgam
Em quedas de cores amareladas pelo tempo
Deixo tudo queimar
Enquanto eu morro por dentro
Em labirintos perdidos na escuridão
Os ecos dos gritos me perseguem
Enquanto deixo tudo queimar
Eu morro por dentro...
Deixo tudo queimar.
FM.
Ps.: Valeu pela contribuição, companheiro de aniversário, The Rev. Gênio foREVer.
Ps.: Valeu pela contribuição, companheiro de aniversário, The Rev. Gênio foREVer.
You made me this Way
Escrito por
Fernanda Medeiros
às
14:24
Isso. Com vocês, Turn The Other Way, do Avenged Sevenfold.
Fenda meu pulso, leve embora a dor.
Noite inquieta, eles não estão longe.
Eu vim aqui por algo e não vou voltar atrás.
Num pedaço calmo da mente, você ainda segura as minhas chaves.
Mantendo meu destino profundo dentro da sua soleira.
Inconveniência trivial, mas é o significado do mundo para mim.
Você tem o poder
para me deixar livre.
Capturado pela sua compreensão.
Apenas me deixe ser.
Me dê o controle...
Eu tenho sido o errado de novo e de novo.
Agora estou de joelhos...
Rasgue meu coração e me entregue em uma bandeja de prata.
Costure acima do profundo buraco que restou, um vazio no lugar da compaixão.
Você me fez desse jeito.
Eu sou o produto da sua criação.
Olhe a outra maneira.
Você tem dado as costas para mim.
Você se afastou de mim, mas o futuro é muito além do que pode ser visto.
Eu espero que você aprenda a verdade,
e não como as coisas foram comigo e você.
Make me Wanna Die (Leia como se visse um video do PC Siqueira)
Escrito por
Fernanda Medeiros
às
14:04
quinta-feira, 13 de outubro de 2011
'
Aqui vamos nós falar sobre acidez. Hoje eu tenho um assunto bem local pra tratar. E já que aqui só lê quem quer, vou falar o que quiser... Sabe como é... Tem horas que só um Puta que o pariu resolve a história. E a dor de cabeça é mais ou menos essa.
Aquela porra daquele ônibus me faz querer morrer antes de entrar. ¬¬ Se o propósito é fazer os estudantes sofrerem para irem às instituições de ensino... Parabéns, vocês conseguiram um Combo. Congratulations ;) Agora, se vocês querem votos ano que vem, já passou da hora de mudar a porra da conduta. =D É. SE ESSE É O SISTEMA, EU TO DENTRO. Foda-se. Andar naquele transporte from hell é que me incomoda a cada manhã, a cada tarde.
O bem da população não é a finalidade do governo? (Nah, to brincando não, era pra ser isso mesmo. Triste, né?) Eu sou parte da população e acredito que 300 UNIVERSITÁRIOS são parte da população também, okay? Nós merecemos o mínimo de respeito. Se tem a porra da estrada de ASFALTO, PORQUE DIABOS IR PELA BR 110?
BR 110... Haha. Piada né? Sério, quantas vezes será que a verba pra construir aquila merda veio e acabou antes de uma máquina passar por ali pra aplanar o terreno? Mais uma vez nossos amados políticos/administradores brincam e passam na nossa cara que ELES mandam e somente isso. E foda-se a democracia, não é assim?
Amo vocês, (L). (pra quem não entender, isso é uma ironia morbidamente pesada. =D)
Corrupção devia mesmo ser crime hediondo. [E como eu to com raiva nesse momento: As 13:33 do dia 13/10/2011, sou a favor da pena de morte pra crimes hediondos. *O* Ia ser lindo, cara. Imagina só.] Ca-ham. Agora voltando para o assunto, isso é o mínimo do que eu tenho pra dizer..
RECADINHO:
"Hey você, você mesmo.. Você de terno atrás da mesa do gabinete. Olha bem pra mim. EU TENHO CARA DE IDIOTA? Você ROUBA meu dinheiro, GASTA com educação (foda mesmo, mas pra eles é gasto, não investimento), ABANDONA os hospitais, DEFENDE bandido, faz leis ESDRÚXULAS, e a gente TEM que seguir vocês durante o período da política? FODA-SE você. Corrupção DEVE ser crime HEDIONDO. Agora tira essa bunda gorda da cadeira e, como diria vovó, VÁ TRABALHAR, VAGABUNDO. EU TO TE PAGANDO PRA ISSO, FILHO DA MÃE." (Vovó não diria a parte do filho da mãe, anyway.)
¬¬ É sim, os impostos que a gente paga banca eles, e sabe o que eles responderiam com isso? "Chupa essa também. (trollface)"
Ai ai. Acho que to melhor agora. (Like a Claudia L.) Bom... Agora fiquei com medo de responder judicialmente por minhas palavras, mas acho que ninguém vai me torturar, como faziam na ditadura... Ou vão? Ahm.. (medo) Ainda quero um pouquinho de respeito, por favor. Só queria ir pra faculdade com o mínimo de dignidade, sem precisar cuspir poeira e sacolejar por uma hora inteira, sem falar no calor nauseante, e às vezes, EM PÉ. <~~ (quase sempre, pra alguns.)
Então... Me arruma um ônibus em condições razoáveis e a BR 110. É tipo um pedidozinho báaasico. Beeem básico. Tenho certeza que você consegue, político. Força! To te dando apoio moral. (hehe)
FM.
PS.: As vezes eu concordo com Platão... Democracia é um instituto decorativo. A gente vota e eles não respeitam a vontade da gente, por mais que sejam MEROS REPRESENTANTES NOSSOS. As vezes essas coisas me fazem querer morrer. Por isso: Make me wanna die.
PS².: Se eu fizesse um texto educadinho, culto.. Cheio de palavras difícies, mais da metade dos deputados NUNCA iria entender, sabe como é: "Vossa excelência é um safado também."
Fui.
Aqui vamos nós falar sobre acidez. Hoje eu tenho um assunto bem local pra tratar. E já que aqui só lê quem quer, vou falar o que quiser... Sabe como é... Tem horas que só um Puta que o pariu resolve a história. E a dor de cabeça é mais ou menos essa.
Aquela porra daquele ônibus me faz querer morrer antes de entrar. ¬¬ Se o propósito é fazer os estudantes sofrerem para irem às instituições de ensino... Parabéns, vocês conseguiram um Combo. Congratulations ;) Agora, se vocês querem votos ano que vem, já passou da hora de mudar a porra da conduta. =D É. SE ESSE É O SISTEMA, EU TO DENTRO. Foda-se. Andar naquele transporte from hell é que me incomoda a cada manhã, a cada tarde.
O bem da população não é a finalidade do governo? (Nah, to brincando não, era pra ser isso mesmo. Triste, né?) Eu sou parte da população e acredito que 300 UNIVERSITÁRIOS são parte da população também, okay? Nós merecemos o mínimo de respeito. Se tem a porra da estrada de ASFALTO, PORQUE DIABOS IR PELA BR 110?
BR 110... Haha. Piada né? Sério, quantas vezes será que a verba pra construir aquila merda veio e acabou antes de uma máquina passar por ali pra aplanar o terreno? Mais uma vez nossos amados políticos/administradores brincam e passam na nossa cara que ELES mandam e somente isso. E foda-se a democracia, não é assim?
Amo vocês, (L). (pra quem não entender, isso é uma ironia morbidamente pesada. =D)
Corrupção devia mesmo ser crime hediondo. [E como eu to com raiva nesse momento: As 13:33 do dia 13/10/2011, sou a favor da pena de morte pra crimes hediondos. *O* Ia ser lindo, cara. Imagina só.] Ca-ham. Agora voltando para o assunto, isso é o mínimo do que eu tenho pra dizer..
RECADINHO:
"Hey você, você mesmo.. Você de terno atrás da mesa do gabinete. Olha bem pra mim. EU TENHO CARA DE IDIOTA? Você ROUBA meu dinheiro, GASTA com educação (foda mesmo, mas pra eles é gasto, não investimento), ABANDONA os hospitais, DEFENDE bandido, faz leis ESDRÚXULAS, e a gente TEM que seguir vocês durante o período da política? FODA-SE você. Corrupção DEVE ser crime HEDIONDO. Agora tira essa bunda gorda da cadeira e, como diria vovó, VÁ TRABALHAR, VAGABUNDO. EU TO TE PAGANDO PRA ISSO, FILHO DA MÃE." (Vovó não diria a parte do filho da mãe, anyway.)
¬¬ É sim, os impostos que a gente paga banca eles, e sabe o que eles responderiam com isso? "Chupa essa também. (trollface)"
Ai ai. Acho que to melhor agora. (Like a Claudia L.) Bom... Agora fiquei com medo de responder judicialmente por minhas palavras, mas acho que ninguém vai me torturar, como faziam na ditadura... Ou vão? Ahm.. (medo) Ainda quero um pouquinho de respeito, por favor. Só queria ir pra faculdade com o mínimo de dignidade, sem precisar cuspir poeira e sacolejar por uma hora inteira, sem falar no calor nauseante, e às vezes, EM PÉ. <~~ (quase sempre, pra alguns.)
Então... Me arruma um ônibus em condições razoáveis e a BR 110. É tipo um pedidozinho báaasico. Beeem básico. Tenho certeza que você consegue, político. Força! To te dando apoio moral. (hehe)
FM.
PS.: As vezes eu concordo com Platão... Democracia é um instituto decorativo. A gente vota e eles não respeitam a vontade da gente, por mais que sejam MEROS REPRESENTANTES NOSSOS. As vezes essas coisas me fazem querer morrer. Por isso: Make me wanna die.
PS².: Se eu fizesse um texto educadinho, culto.. Cheio de palavras difícies, mais da metade dos deputados NUNCA iria entender, sabe como é: "Vossa excelência é um safado também."
Fui.
Só porque era Rita, eu não posso me irritar?
Escrito por
Fernanda Medeiros
às
12:10
quarta-feira, 12 de outubro de 2011
'
"Porra. A guria me chama de nazista, aliás, milhões de pessoas de nazistas, e ninguém pode se irritar?"
Jesus Cristo não agradou todo mundo, e nunca se revoltou num blog ofendendo todo mundo que não gostava da ideologia dele. Mas parece que a Claudia Leitte quer obrigar a todo mundo gostar dela. Quem ela pensa que é? A Ivete? Caham. Comparações de lado, chamar o pessoal do Twitter de "gente desocupada e insatisfeita consigo mesma" só fez a hashtag #Claudiarreia ter um lugar cativo nos Trend Topics por um longo tempo. Mas eu esperaria isso de uma pessoa contraditória como ela. Que gosta de polêmica por polêmica, para aparecer e ganhar notinhas em sites e revistas de fofocas e escândalos.
E ela ainda ainda disse mais: "Preferi guardar este momento assim, sem mácula."
Ah vá. Será?
Então se não havia mácula, porque ofender toda uma legião de roqueiros, chamando-os explicitamente de nazistas? Mas é assim. Alguns seres humanos possuem a capacidade limitada de só conseguirem se promover às custas de humilhações alheias. Não entendeu? Eu explico. Pra se desculpar pelas vaias que levou durante o show, Claudia Leitte precisou dizer que a Katy Perry é asmática e que a Rihanna deu um grande foda-se pro horário.
E daí? Quem estava lá no Rock In Rio, naquele dia, vaiou o show dela porque não gostou, não por qualquer outro motivo. E a Katy Perry levantou o público, sim. E todos os que estavam lá e tiveram aquela atitude sem graça de expulsar o Elton John do palco levaram um cavalinho do pânico ao receberem em troca um atraso de duas horas da cantora preferida deles. Mas isso ainda não é desculpa para um show que o povo não gostou, e vaiou.
Outra coisa importante. Aquele era um dia em que só foram para a cidade do rock quem gostava de pop. Quem foi lá sabia que veria Claudia Leitte, Katy Perry, Rihanna, Elton John e outros ícones pop no palco. Eu, pelo menos, que vi pela TV (damn. nem gosto de lembrar) não vi nenhum fã de Metallica, John Coltrane ou do Led Zeppelin lá. Vaiando. Eram fãs do pop. E eu não vi ninguém vaiar o Show do Red Hot Chili Peppers, Evanescence, Metallica, Slipknot ou System of a Down.
Por que será?
Deve ser por conta do nazismo e da falta de humildade dos roqueiros, né? Ou talvez pela falta de respeito, né? Nem vou entrar no trabalho mesmo, porque comparar a potência vocal de Claudia Leitte com a da Amy Lee, Serj Tankian e Corey Taylor é covardia. Oh, shut up! Não é questão de se achar melhor do que um fã de axé ou de Justin Bieber, Kesha e cia. É tipo uma realidade. Não há o que questionar. Fãs de axé vão correr atrás de um trio porque gostam de festa, agito e de se mexer. Fãs de rock vão a um festival de ROCK para ouvir música feita por seus músicos preferidos. Essa é a única diferença. E todos tem a liberdade de ouvir e dizer o que quiserem.
Ninguém estava no Rock In Rio pra pular, correr e segurar na corda do caranguejo, até porque não tinha espaço pra isso. Se fosse, não ia ter Palco Mundo, ia ter Trio Mundo. E não se venderiam ingressos, seriam abadás. E o nome não ia ser Rock In Rio, seria Axé In Rio, sei lá... Pop In Rio. Ou simplesmente: Music In Rio.
Me diz, durante o carnaval a Pitty sobe num trio e canta no carnaval de Salvador? Não. Por que? Devem ter vários motivos, mas o principal é: As pessoas vão pro carnaval pra pular ao som de axé e samba. E os roqueiros curtem do jeito que querem, ou bem entenderem. E ninguém vai dar showzinho no blog porque não foi bem aceito. Ou vai, não sei.
Eu nem questionei o show de Claudia Leitte no começo. Pra mim foi indiferente, como sempre. Mas, nossa, depois dessas palavras, eu tinha que desabafar junto com ela.
"Há tanto por fazer. E pessoas com voz ativa, com acesso à internet, manifestam-se como se fossem melhores que as outras porque curtem o LED ZEPPELIN… Hein? O desrespeito é mais fácil de ser tolerado porque é uma atitude Rock and Roll? Não seria isso alienação? Liberdade é respeitar. Liberdade é conviver com as diferenças. Liberdade é ter opinião própria. Tudo o que representa o oposto disso não cheira bem."
Cadê o respeito a liberdade de expressão dos fãs de Led Zeppelin? Se os caras não gostam, e publicam sua opinião, é errado? Desrespeito e alienação é chamar os fãs de rock de nazistas, bebê. Ou sei lá, pode ser que tenha gente que goste, né? (hehe) Se liberdade é ter opinião própria, pra que brigar com as pessoas por causa da opinião delas? Conviva com a liberdade de ser diferente também, queridinha. Ou você também é nazista?
Ai Deus, vamos lá. Robert Plant, Jimi Hendrix, Mick Jagger, David Bowie, Bon Scott, Freddie Mercury, Rob Halford. Steven Tyler, Ozzy Osbourne, Bruce Dickinson, Paul Stanley. Esses caras não tem nada a ver com pitis de gente sem noção. Eu concordo que todos devem respeitar o trabalho alheio e a hashtag #Claudiarreia e a tag Senta lá Claudia foram ofensivas (ri muito delas), mas não era motivo pra chamar o pessoal de nazista e soberbo. Porque ela acabou equivalendo as ofensas sofridas com as impostas e é ISSO que não cheira bem. No fim só serviu pra algumas pessoas perderem a mínima empatia que pudessem sentir por pseudoIvete. Inclusive a minha.
Ninguém gostou dessa atitude, Claudinha. Todo mundo mandou você sentar lá, Like a Xuxa =D. E se Rita Lee se expôs pra proteger Claudia Leitte, só provou que não foi todo fã de Led Zeppelin ou de John Coltrane, ou do Metallica que ofendeu o showzinho dela.
Só tenho algumas palavras: Antes do post no blog dela eu disse: É, pelo menos ela se esforçou. Depois do post, eu fiquei me perguntando que porra foi aquela de: "Ai quên géti nôu!" E aquela saída dela do palco voando... Alguém tinha que avisar que estava faltando a vassoura pra ela montar.
Por fim, como diria a saudosa Cristiane Torloni, hoje é dia de rock, bebê. Não de axé.
“Eu prefiro deixar a música falar por si.”
FM.
PS.: Quem quiser dar uma olhada no texto na íntegra do blog da Claudia Leitte:
http://www.blogdaclaudinha.com.br/
"Porra. A guria me chama de nazista, aliás, milhões de pessoas de nazistas, e ninguém pode se irritar?"
Jesus Cristo não agradou todo mundo, e nunca se revoltou num blog ofendendo todo mundo que não gostava da ideologia dele. Mas parece que a Claudia Leitte quer obrigar a todo mundo gostar dela. Quem ela pensa que é? A Ivete? Caham. Comparações de lado, chamar o pessoal do Twitter de "gente desocupada e insatisfeita consigo mesma" só fez a hashtag #Claudiarreia ter um lugar cativo nos Trend Topics por um longo tempo. Mas eu esperaria isso de uma pessoa contraditória como ela. Que gosta de polêmica por polêmica, para aparecer e ganhar notinhas em sites e revistas de fofocas e escândalos.
E ela ainda ainda disse mais: "Preferi guardar este momento assim, sem mácula."
Ah vá. Será?
Então se não havia mácula, porque ofender toda uma legião de roqueiros, chamando-os explicitamente de nazistas? Mas é assim. Alguns seres humanos possuem a capacidade limitada de só conseguirem se promover às custas de humilhações alheias. Não entendeu? Eu explico. Pra se desculpar pelas vaias que levou durante o show, Claudia Leitte precisou dizer que a Katy Perry é asmática e que a Rihanna deu um grande foda-se pro horário.
E daí? Quem estava lá no Rock In Rio, naquele dia, vaiou o show dela porque não gostou, não por qualquer outro motivo. E a Katy Perry levantou o público, sim. E todos os que estavam lá e tiveram aquela atitude sem graça de expulsar o Elton John do palco levaram um cavalinho do pânico ao receberem em troca um atraso de duas horas da cantora preferida deles. Mas isso ainda não é desculpa para um show que o povo não gostou, e vaiou.
Outra coisa importante. Aquele era um dia em que só foram para a cidade do rock quem gostava de pop. Quem foi lá sabia que veria Claudia Leitte, Katy Perry, Rihanna, Elton John e outros ícones pop no palco. Eu, pelo menos, que vi pela TV (damn. nem gosto de lembrar) não vi nenhum fã de Metallica, John Coltrane ou do Led Zeppelin lá. Vaiando. Eram fãs do pop. E eu não vi ninguém vaiar o Show do Red Hot Chili Peppers, Evanescence, Metallica, Slipknot ou System of a Down.
Por que será?
Deve ser por conta do nazismo e da falta de humildade dos roqueiros, né? Ou talvez pela falta de respeito, né? Nem vou entrar no trabalho mesmo, porque comparar a potência vocal de Claudia Leitte com a da Amy Lee, Serj Tankian e Corey Taylor é covardia. Oh, shut up! Não é questão de se achar melhor do que um fã de axé ou de Justin Bieber, Kesha e cia. É tipo uma realidade. Não há o que questionar. Fãs de axé vão correr atrás de um trio porque gostam de festa, agito e de se mexer. Fãs de rock vão a um festival de ROCK para ouvir música feita por seus músicos preferidos. Essa é a única diferença. E todos tem a liberdade de ouvir e dizer o que quiserem.
Ninguém estava no Rock In Rio pra pular, correr e segurar na corda do caranguejo, até porque não tinha espaço pra isso. Se fosse, não ia ter Palco Mundo, ia ter Trio Mundo. E não se venderiam ingressos, seriam abadás. E o nome não ia ser Rock In Rio, seria Axé In Rio, sei lá... Pop In Rio. Ou simplesmente: Music In Rio.
Me diz, durante o carnaval a Pitty sobe num trio e canta no carnaval de Salvador? Não. Por que? Devem ter vários motivos, mas o principal é: As pessoas vão pro carnaval pra pular ao som de axé e samba. E os roqueiros curtem do jeito que querem, ou bem entenderem. E ninguém vai dar showzinho no blog porque não foi bem aceito. Ou vai, não sei.
Eu nem questionei o show de Claudia Leitte no começo. Pra mim foi indiferente, como sempre. Mas, nossa, depois dessas palavras, eu tinha que desabafar junto com ela.
"Há tanto por fazer. E pessoas com voz ativa, com acesso à internet, manifestam-se como se fossem melhores que as outras porque curtem o LED ZEPPELIN… Hein? O desrespeito é mais fácil de ser tolerado porque é uma atitude Rock and Roll? Não seria isso alienação? Liberdade é respeitar. Liberdade é conviver com as diferenças. Liberdade é ter opinião própria. Tudo o que representa o oposto disso não cheira bem."
Cadê o respeito a liberdade de expressão dos fãs de Led Zeppelin? Se os caras não gostam, e publicam sua opinião, é errado? Desrespeito e alienação é chamar os fãs de rock de nazistas, bebê. Ou sei lá, pode ser que tenha gente que goste, né? (hehe) Se liberdade é ter opinião própria, pra que brigar com as pessoas por causa da opinião delas? Conviva com a liberdade de ser diferente também, queridinha. Ou você também é nazista?
Ai Deus, vamos lá. Robert Plant, Jimi Hendrix, Mick Jagger, David Bowie, Bon Scott, Freddie Mercury, Rob Halford. Steven Tyler, Ozzy Osbourne, Bruce Dickinson, Paul Stanley. Esses caras não tem nada a ver com pitis de gente sem noção. Eu concordo que todos devem respeitar o trabalho alheio e a hashtag #Claudiarreia e a tag Senta lá Claudia foram ofensivas (ri muito delas), mas não era motivo pra chamar o pessoal de nazista e soberbo. Porque ela acabou equivalendo as ofensas sofridas com as impostas e é ISSO que não cheira bem. No fim só serviu pra algumas pessoas perderem a mínima empatia que pudessem sentir por pseudoIvete. Inclusive a minha.
Ninguém gostou dessa atitude, Claudinha. Todo mundo mandou você sentar lá, Like a Xuxa =D. E se Rita Lee se expôs pra proteger Claudia Leitte, só provou que não foi todo fã de Led Zeppelin ou de John Coltrane, ou do Metallica que ofendeu o showzinho dela.
Só tenho algumas palavras: Antes do post no blog dela eu disse: É, pelo menos ela se esforçou. Depois do post, eu fiquei me perguntando que porra foi aquela de: "Ai quên géti nôu!" E aquela saída dela do palco voando... Alguém tinha que avisar que estava faltando a vassoura pra ela montar.
Por fim, como diria a saudosa Cristiane Torloni, hoje é dia de rock, bebê. Não de axé.
“Eu prefiro deixar a música falar por si.”
Serj Tankian - System of a Down
FM.
PS.: Quem quiser dar uma olhada no texto na íntegra do blog da Claudia Leitte:
http://www.blogdaclaudinha.com.br/
Mas um Negócio desses, Menino!
Escrito por
Fernanda Medeiros
às
15:35
segunda-feira, 10 de outubro de 2011
'
Todas as luzes foram apagadas. Acabou.
O que existia de bom um dia morreu aqui. Neste lugar.
Antes havia um fogo que consumia sorrisos ao redor.
Hoje existe uma memória, uma alma livre e algumas lágrimas.
Tantos corações partidos e tantas lembranças.
Como as ondas do vento que lambiam o chão das Barreiras, nas tardes em que ele estava ali.
Ninguém precisava entender o que acontecia quando ele estava por perto.
Todos só podiam sorrir.
Ninguém se perdeu. Apenas perdeu.
E ninguém lutou contra as lágrimas, porque elas não eram apenas dor.
Eram saudade.
Agora resta olhar para o céu e pedir sua proteção.
Resta acalentar a saudade que persiste aqui.
Resta sorrir ao lembrar das mãos que guiavam uma bicicleta pela cidade.
E das bençãos que ele teimava serem importantes. Elas são. Sempre foram.
E minhas mãos sempre se estenderam sobre as suas, pedindo a benção que ele tão humildemente me saudava.
Das palavras perspicazes e do certo ar de sarcasmo em suas opiniões.
Até de algumas de suas descrenças, que só serviram para provar sua sabedoria.
Era uma vida longa e um caminho extenso, o que ele percorreu.
Agora, ninguém deve se perder na dor. Apenas perder.
E ninguém precisa lutar contra as lágrimas, porque elas não são só dor.
São de saudade.
Agora nos resta saudar.
Por toda uma vida se contemplam os sonhos pelos olhos da bondade.
Se tudo fosse um sonho, seria diferente.
Mas eu acredito que tudo pode ser um sonho.
Porque ele só está descansando. Caído num sono profundo demais para acordar.
É apenas um sono sem sonhos. Um mundo desconhecido. Como sempre foi.
Basta olhar através do fim.
Mas, no final... Eu acredito que vamos lembrar de voar e as nuvens vão revelar o céu em nossas mentes.
E nos encontraremos novamente, no final.
Por enquanto ele vai descansar. E esperar. Em paz.
Eu tenho certeza de que ainda vou ouvir: Mas um negócio desse, menino!
Enquanto isso eu deixo aqui algumas palavras cantadas em homenagem a ele, naquele dia:
"Estou clamando, estou pedindo
Só Deus sabe a dor que estou sentindo
Meu coração está ferido
Mas o meu clamor está subindo."
FM.
Todas as luzes foram apagadas. Acabou.
O que existia de bom um dia morreu aqui. Neste lugar.
Antes havia um fogo que consumia sorrisos ao redor.
Hoje existe uma memória, uma alma livre e algumas lágrimas.
Tantos corações partidos e tantas lembranças.
Como as ondas do vento que lambiam o chão das Barreiras, nas tardes em que ele estava ali.
Ninguém precisava entender o que acontecia quando ele estava por perto.
Todos só podiam sorrir.
Ninguém se perdeu. Apenas perdeu.
E ninguém lutou contra as lágrimas, porque elas não eram apenas dor.
Eram saudade.
Agora resta olhar para o céu e pedir sua proteção.
Resta acalentar a saudade que persiste aqui.
Resta sorrir ao lembrar das mãos que guiavam uma bicicleta pela cidade.
E das bençãos que ele teimava serem importantes. Elas são. Sempre foram.
E minhas mãos sempre se estenderam sobre as suas, pedindo a benção que ele tão humildemente me saudava.
Das palavras perspicazes e do certo ar de sarcasmo em suas opiniões.
Até de algumas de suas descrenças, que só serviram para provar sua sabedoria.
Era uma vida longa e um caminho extenso, o que ele percorreu.
Agora, ninguém deve se perder na dor. Apenas perder.
E ninguém precisa lutar contra as lágrimas, porque elas não são só dor.
São de saudade.
Agora nos resta saudar.
Por toda uma vida se contemplam os sonhos pelos olhos da bondade.
Se tudo fosse um sonho, seria diferente.
Mas eu acredito que tudo pode ser um sonho.
Porque ele só está descansando. Caído num sono profundo demais para acordar.
É apenas um sono sem sonhos. Um mundo desconhecido. Como sempre foi.
Basta olhar através do fim.
Mas, no final... Eu acredito que vamos lembrar de voar e as nuvens vão revelar o céu em nossas mentes.
E nos encontraremos novamente, no final.
Por enquanto ele vai descansar. E esperar. Em paz.
Eu tenho certeza de que ainda vou ouvir: Mas um negócio desse, menino!
Enquanto isso eu deixo aqui algumas palavras cantadas em homenagem a ele, naquele dia:
"Estou clamando, estou pedindo
Só Deus sabe a dor que estou sentindo
Meu coração está ferido
Mas o meu clamor está subindo."
FM.
Lost Souls (The Change) - Parte II
Escrito por
Fernanda Medeiros
às
17:25
sexta-feira, 30 de setembro de 2011
'
De trás pra frente, e aqui vamos nós.
"Ele despertou.
'Diga que está acabado. Sim, está acabado. Mas eu preciso de você, de qualquer forma. Diga que me ama, mas nem isso será o bastante.'
Todos os cacos sobre o chão. As estrelas eram expectadoras atentas e não havia qualquer indício de vento, por mais que a noite merecesse toda aquela violência dos ventos de outubro. Um vento seco e indolor. Um corpo embebido em sangue jazia adormecido ali. Como os cacos sobre o chão. Um longo rastro de sangue trilhava reflexos da noite de luz intensa, que reverberava da lua.
'Não que eu seja muito diferente, não que eu não veja a mentira morta que costumávamos ser.'
Um papel encharcado pelo sangue jazia ali, sem qualquer menção de movimento. E um silêncio profuso seguia incólume, através daquele espaço de tempo no qual o sangue se espalhou pelo chão, sobre os cacos. Enquanto as marcas de sangue retornavam a sua fonte inicial, o corpo de um anjo, os rastros desapareciam. E a coloração escarlate do papel esvaecia, sugada. Dava espaço ao branco imaculado, com rastos de uma caligrafia confusa.
'Eu estou morrendo porque estou mentindo pra mim mesma.'
Quando totalmente limpa do vermelho do sangue, a carta subiu pelo ar, lentamente. Assim como o corpo, que se erguia desajeitado, como que puxado pelo ar. Em sua face a expressão era de ódio e terror. Medo. Sem pressa a carta apoiou-se à mão trêmula que passou a segurá-la com vigor, amassando o papel entre os dedos. E todos os cacos se moviam-se no chão, subindo pelo ar, numa chuva. Pequenos pingos de vidro reluzente sugados até passarem pelo corpo ensanguentado, levando consigo as marcas e as gotas de sangue, faziam o corpo totalmente regenerado.
'Quanto mais fico com você, mas sozinha eu fico.'
E todos os cacos montaram-se num quebra-cabeças confuso de vitrais, atrás do corpo. Juntaram-se aos poucos, flutuando pelo ar, sugados pela moldura talhada em pequenos arcos que formavam espirais com rosas e espinhos. O anjo olhou para o grande espelho, quase completamente remontado, sem nenhum estilhaço agora. E uma luz forte e momentânea refletiu ali, atrás de seu corpo, desaparecendo após, mergulhando todo o lugar em uma escuridão feita sob as sombras da lua.
'Mas você pode me ouvir? Pode me curar?'
Todas as lágrimas reais que umedeciam o chão logo desapareceram, subindo pelo ar. Até que retornassem a face lívida e rolassem por seu rosto, até seus olhos, mareando-os novamente. A mão trêmula que cobria seus lábios hesitantes voltou à carta que jazia em sua mão.
'Eu tenho gritado por dentro, e eu sei que você sente a dor...'
A carta subiu até o alcance de seus olhos, que se arrastaram pelas letras, até o início do texto. Sua expressão ia do medo à tranquilidade, ao quase sorriso. A um sorriso.
A carta foi recolocada no invólucro, agora intocado. Não havia conhecimento das palavras ali, pois. Logo o anjo caminhou com passos invertidos até a varanda, de costas. Seu corpo virou-se e admirou o céu, presenciando sua imensidão por uma última vez. O papel em suas mãos era leve e seguro.
'Congelada em meu lugar, deixo o momento certo escapar...'
O sorriso se desfez e ele caminhou de costas, a passos invertidos, até o espelho. Sua imagem era refletida em meio a escuridão. Seus dedos se ergueram até a superfície do espelho e tocaram-na. Os olhos eram vazios de expressão e, por um momento curto demais para se considerar um segundo, sombras o cobriram. E o sorriso reapareceu.
Como que vazio. Tanto quanto seus olhos. Falso. Congelado. Esculpido como uma estátua de mármore, e o ar entrava lentamente por suas narinas, espalhando-se por seus pulmões. Aspirações de uma alma morta pela dor e pela mudança. A mudança de um hábito digno apenas da nobreza, pois o amor foi sua única fonte de vida, por tanto tempo.
'Eu pensei que era forte, e que sabia todas as palavras que precisava dizer...'
Porque o relógio suga sua vida a cada segundo que se passa. Mas para aquele anjo o tempo se contava de trás pra frente. Seus olhos abertos pesavam gradativamente, e suas últimas palavras antes de ele adormecer, foram...
'Você tem sonhado se tem achado que eu ainda pertenço a você.'
FM.
I won't see you Tonight
Escrito por
Fernanda Medeiros
às
15:57
quarta-feira, 28 de setembro de 2011
Cry alone, I've gone away
No more nights, no more pain
I've gone alone, took all my strength
But I've made the change,
I won't see you tonight
So far away, I'm gone. Please don't follow me tonight.
And while I'm gone, everything will be alright.
No more breath inside
Essence left my heart tonight
FM.
Última Nota: Cover do Evanescence
Escrito por
Fernanda Medeiros
às
14:40
terça-feira, 27 de setembro de 2011
'
Então, to aqui pra fazer uma propaganda básica de uma parceria legal que ainda vai ter mais frutos *_*. Enfim, Kamile (Via: @Kamy_strawberry) e eu (Via: @_Fe_M) fizemos um cover da música Oceans, do CD novo Evanescence. Deu muito trabalho pra Kamy, que produziu, tocou a viola e juntou tudo. Eu só cantei. HAHA Thanks Kamy pela paciência e... É isso.
Pra ouvir a música é só clicar no link abaixo, do Tumblr da Kamy, que eu indico: Things of a Strawberry
http://tumblr.com/x0f4x9drlg
Obrigada ;) e espero que vocês gostem.
FM.
Então, to aqui pra fazer uma propaganda básica de uma parceria legal que ainda vai ter mais frutos *_*. Enfim, Kamile (Via: @Kamy_strawberry) e eu (Via: @_Fe_M) fizemos um cover da música Oceans, do CD novo Evanescence. Deu muito trabalho pra Kamy, que produziu, tocou a viola e juntou tudo. Eu só cantei. HAHA Thanks Kamy pela paciência e... É isso.
Pra ouvir a música é só clicar no link abaixo, do Tumblr da Kamy, que eu indico: Things of a Strawberry
http://tumblr.com/x0f4x9drlg
Obrigada ;) e espero que vocês gostem.
FM.
Swmming Home pra Maria Luiza (Malu)
Escrito por
Fernanda Medeiros
às
14:13
'
Way down
I’ve been way down
Underneath this skin
Waiting to hear my name again
I’m sorry
Nothing can hold me
I adore you still
If I hear them calling
And nothing can hold me
Way down
(Do you really want me?)
All the way down
(Do you really want me?)
I will hear your voice
(Do you really want me?)
But I’ll no longer understand
I’m sorry
Nothing can hold me
I adore you still
But I hear them calling
I was looking to the sky
When I knew I’d be swimming home
And I cannot betray my kind
You are here - it’s my time
I’m sorry
Nothing can hold me
I adore you still
But I hear them calling
And nothing can hold us...
Pra você, maninha. (L) A coisa mais linda e fofa do mundo.. Seja bem-vinda. Você estará no meu coração, para sempre. Sem escapatória, porque no momento em que eu vi seu sorriso e seus olhos grandes me olhando, eu sabia que ia te amar pra sempre. Porque eu sabia que apertar você nos meus braços não ia diminuir a falta que eu já sinto de você. A risada mais encantadora do mundo. Eu adoro você. E você está aqui, ao meu lado. E não importa aonde eu vá, vou lembrar da sua vozinha que ainda nem produz palavras.
Eu tenho orgulho de dizer...
...Minha irmãzinha.
FM.
Way down
I’ve been way down
Underneath this skin
Waiting to hear my name again
I’m sorry
Nothing can hold me
I adore you still
If I hear them calling
And nothing can hold me
Way down
(Do you really want me?)
All the way down
(Do you really want me?)
I will hear your voice
(Do you really want me?)
But I’ll no longer understand
I’m sorry
Nothing can hold me
I adore you still
But I hear them calling
I was looking to the sky
When I knew I’d be swimming home
And I cannot betray my kind
You are here - it’s my time
I’m sorry
Nothing can hold me
I adore you still
But I hear them calling
And nothing can hold us...
Pra você, maninha. (L) A coisa mais linda e fofa do mundo.. Seja bem-vinda. Você estará no meu coração, para sempre. Sem escapatória, porque no momento em que eu vi seu sorriso e seus olhos grandes me olhando, eu sabia que ia te amar pra sempre. Porque eu sabia que apertar você nos meus braços não ia diminuir a falta que eu já sinto de você. A risada mais encantadora do mundo. Eu adoro você. E você está aqui, ao meu lado. E não importa aonde eu vá, vou lembrar da sua vozinha que ainda nem produz palavras.
Eu tenho orgulho de dizer...
...Minha irmãzinha.
FM.
Um grande FODA-SE para a Ignorância
Escrito por
Fernanda Medeiros
às
13:20
domingo, 25 de setembro de 2011
'
"Sei que sou diferente, e embora seja incômodo ser diferente, ser comum é assombroso"
Tim Burton
Ele respondeu a todas as perguntas que as pessoas me fazem. Eu não preciso dizer mais nada. Ser comum é trivial e esquecível. Eu prefiro a diferença. É mais interessante e ousado. E eu gosto de ousadia. Quando não é forçada, claro. Mas a ousadia espontânea é digna de admiração. Não ter medo de ser diferente, e sim orgulho. É mais ou menos o que eu sinto.
Dane-se o que os outros pensam. Foda-se as opiniões alheias. A grande maioria delas é ignorante, maldosa e inferior. Foda-se você, fofoqueiro de beira de praça. Foda-se você, língua quilométrica de calçada. Foda-se você, que acha que sua opinião é melhor que a dos outros, seu ignorante. A maior das burrices é achar que já tem todo o conhecimento nas mãos.
Tem gente que não sabe fazer nada e critica quem sabe e faz. Tem gente que vive pelo esteriótipo. Pensamento pequeno; Só isso.
Um grande foda-se pra ignorância.
FM.
"Sei que sou diferente, e embora seja incômodo ser diferente, ser comum é assombroso"
Tim Burton
Ele respondeu a todas as perguntas que as pessoas me fazem. Eu não preciso dizer mais nada. Ser comum é trivial e esquecível. Eu prefiro a diferença. É mais interessante e ousado. E eu gosto de ousadia. Quando não é forçada, claro. Mas a ousadia espontânea é digna de admiração. Não ter medo de ser diferente, e sim orgulho. É mais ou menos o que eu sinto.
Dane-se o que os outros pensam. Foda-se as opiniões alheias. A grande maioria delas é ignorante, maldosa e inferior. Foda-se você, fofoqueiro de beira de praça. Foda-se você, língua quilométrica de calçada. Foda-se você, que acha que sua opinião é melhor que a dos outros, seu ignorante. A maior das burrices é achar que já tem todo o conhecimento nas mãos.
Tem gente que não sabe fazer nada e critica quem sabe e faz. Tem gente que vive pelo esteriótipo. Pensamento pequeno; Só isso.
Um grande foda-se pra ignorância.
FM.
10 minutos
Escrito por
Fernanda Medeiros
às
20:57
sábado, 24 de setembro de 2011
'
Bastou uma frequência lenta de acontecimentos conturbados e ligações produzidas pela voz que queria calar. Não havia destino, nem redenção. Ela seria deixada no verão, por todos os que deveriam ir para longe. E questão de poucos segundos sentiu-se transportada para além do mar, onde queria realmente estar, mergulhada em ondas profundas e frias. Pelos acordes tristes do violão ouvia-se sua dor. Transmitida pela sombra em seu olhar. Uma senha para seguir.
Seus gritos inexistiram por um tempo difícil de provar. Seus desejos contemplaram a noite vazia e as poucas luzes da rua estreitaram para liberar as mãos do ódio que estava por vir. Mais uma sensação frágil e novos frios acordes. Perfeitos acordes da noite triste. Sonhos partidos e esperanças mortas. Mais uma ponta despedaçada de sentimento inóspito. E nada havia ali, além dos acordes solitários.
***
Baby, baby, baby, I'm gonna leave you
I said baby, you know, I'm gonna leave you
I'll leave you when the summertime
Leave you when the summer comes a rolling
Leave you when the summer comes along
Babe, babe, babe
Babe, babe, babe
Baby, baby, I won't wanna leave you
I ain't joking woman, I got to ramble
Oh yeah, baby, baby
I won't be there, really got to ramble
I can hear it calling me the way it used to do
I can hear it calling me back home
Babe I'm Gonna Leave You - Led Zeppelin
Musiquinha foda, viu. Adorei. Tem que escutar. Os violões, os riffs. A interpretação. Comecei a dar mais valor ao Led Zeppelin depois dela.
FM.
Bastou uma frequência lenta de acontecimentos conturbados e ligações produzidas pela voz que queria calar. Não havia destino, nem redenção. Ela seria deixada no verão, por todos os que deveriam ir para longe. E questão de poucos segundos sentiu-se transportada para além do mar, onde queria realmente estar, mergulhada em ondas profundas e frias. Pelos acordes tristes do violão ouvia-se sua dor. Transmitida pela sombra em seu olhar. Uma senha para seguir.
Seus gritos inexistiram por um tempo difícil de provar. Seus desejos contemplaram a noite vazia e as poucas luzes da rua estreitaram para liberar as mãos do ódio que estava por vir. Mais uma sensação frágil e novos frios acordes. Perfeitos acordes da noite triste. Sonhos partidos e esperanças mortas. Mais uma ponta despedaçada de sentimento inóspito. E nada havia ali, além dos acordes solitários.
***
Baby, baby, baby, I'm gonna leave you
I said baby, you know, I'm gonna leave you
I'll leave you when the summertime
Leave you when the summer comes a rolling
Leave you when the summer comes along
Babe, babe, babe
Babe, babe, babe
Baby, baby, I won't wanna leave you
I ain't joking woman, I got to ramble
Oh yeah, baby, baby
I won't be there, really got to ramble
I can hear it calling me the way it used to do
I can hear it calling me back home
Babe I'm Gonna Leave You - Led Zeppelin
Musiquinha foda, viu. Adorei. Tem que escutar. Os violões, os riffs. A interpretação. Comecei a dar mais valor ao Led Zeppelin depois dela.
FM.
220992 190491 090292 - Lost in Paradise
Escrito por
Fernanda Medeiros
às
13:32
quinta-feira, 22 de setembro de 2011
'
There's still time
Close your eyes
Only love will guide you home
Tear down the walls and free your soul
Till we crash we'll forever spiraling
Down...
Tudo não passa de um simples significado, e não importam ações. A verdadeira forma de compreender o que se passa pela mente de cada pessoa é ouvir seus olhos, tocar seus pensamentos e sentir sua voz. No dia de hoje eu me redimo, através de todos os aniversários que eu omiti. Quem me conhece sabe quais as maneiras peculiares que eu tenho para falar sobre aniversários. Mas meu ceticismo não é indelicadeza. Há coisas que eu nem tentaria explicar, seria em vão. Mas também existem fatos que podem me provar a verdadeira face de sonhar com um futuro.
E eu sonho. É uma vontade distante, mesmo que cruel. E eu tenho acreditado nisso por tanto tempo. A diferença entre o sonho e a realidade é somente a força com que se constroem os dias, e eu sei que um dia eu fecharei meus olhos para abri-los na realidade que criei pra mim, num mundo onde as pessoas que eu amo estão a uma porta de distância. E assim eu sinto como se fosse verdadeiramente humana.
Hoje eu acordei com um único pensamento, vir aqui e dizer tudo quanto eu podia, já que falar não é o meu forte. A cada dia que passa eu sinto que tem algo como desespero em minha voz. Uma saudade massacrada pela distância e pelo contato. Algo como se dentro de mim só houvessem sombras de uma época que se extinguiu. Mas eu sei que em outros corações essa realidade permanece viva, como em mim. E por isso ela foi verdadeira.
Um dia eu prometi, deitada ali, olhando o teto e sentindo a brisa quente tocar meu rosto. Prometi que nunca mudaria. Eu nunca mudei. Eu nunca abandonaria minha essência, e se você acreditou em mim, saiba que, por mais despedaçada que eu estivesse, não havia outra resposta.
As vezes é como se nada tivesse passado e eu ainda conseguisse sentir os portões brancos do residencial se abrirem, para poder passar as manhãs ouvindo Helena, Mama e Snow White Queen. Para poder rir até a barriga doer, ou simplesmente sonhar acordada, com vocês. E agora é como se eu tivesse perdido tudo. E tudo o que eu sinto é essa vontade cruel de estar perto de vocês. Podemos ter caído, ultrapassando obstáculos maiores. Podemos estar distantes, mas temos um paraíso perdido, dentro da mente de cada uma. Algo maior que nós mesmas. É nossa amizade.
E, um dia, porque ainda há tanto tempo, quando fechar seus olhos, seus passos guiarão vocês para casa. Um dia fugiremos da realidade novamente e um dia não sentiremos mais essa dor. E toda a saudade acabará. Não haverão mais sombras e poderemos seguir.
Poderemos seguir. E eu estarei bem ao seu lado. Aqui, como sempre estive.
FM.
There's still time
Close your eyes
Only love will guide you home
Tear down the walls and free your soul
Till we crash we'll forever spiraling
Down...
Tudo não passa de um simples significado, e não importam ações. A verdadeira forma de compreender o que se passa pela mente de cada pessoa é ouvir seus olhos, tocar seus pensamentos e sentir sua voz. No dia de hoje eu me redimo, através de todos os aniversários que eu omiti. Quem me conhece sabe quais as maneiras peculiares que eu tenho para falar sobre aniversários. Mas meu ceticismo não é indelicadeza. Há coisas que eu nem tentaria explicar, seria em vão. Mas também existem fatos que podem me provar a verdadeira face de sonhar com um futuro.
E eu sonho. É uma vontade distante, mesmo que cruel. E eu tenho acreditado nisso por tanto tempo. A diferença entre o sonho e a realidade é somente a força com que se constroem os dias, e eu sei que um dia eu fecharei meus olhos para abri-los na realidade que criei pra mim, num mundo onde as pessoas que eu amo estão a uma porta de distância. E assim eu sinto como se fosse verdadeiramente humana.
Hoje eu acordei com um único pensamento, vir aqui e dizer tudo quanto eu podia, já que falar não é o meu forte. A cada dia que passa eu sinto que tem algo como desespero em minha voz. Uma saudade massacrada pela distância e pelo contato. Algo como se dentro de mim só houvessem sombras de uma época que se extinguiu. Mas eu sei que em outros corações essa realidade permanece viva, como em mim. E por isso ela foi verdadeira.
Um dia eu prometi, deitada ali, olhando o teto e sentindo a brisa quente tocar meu rosto. Prometi que nunca mudaria. Eu nunca mudei. Eu nunca abandonaria minha essência, e se você acreditou em mim, saiba que, por mais despedaçada que eu estivesse, não havia outra resposta.
As vezes é como se nada tivesse passado e eu ainda conseguisse sentir os portões brancos do residencial se abrirem, para poder passar as manhãs ouvindo Helena, Mama e Snow White Queen. Para poder rir até a barriga doer, ou simplesmente sonhar acordada, com vocês. E agora é como se eu tivesse perdido tudo. E tudo o que eu sinto é essa vontade cruel de estar perto de vocês. Podemos ter caído, ultrapassando obstáculos maiores. Podemos estar distantes, mas temos um paraíso perdido, dentro da mente de cada uma. Algo maior que nós mesmas. É nossa amizade.
E, um dia, porque ainda há tanto tempo, quando fechar seus olhos, seus passos guiarão vocês para casa. Um dia fugiremos da realidade novamente e um dia não sentiremos mais essa dor. E toda a saudade acabará. Não haverão mais sombras e poderemos seguir.
Poderemos seguir. E eu estarei bem ao seu lado. Aqui, como sempre estive.
FM.
Que seja infinito... (Parte 1)
Escrito por
Fernanda Medeiros
às
12:17
quarta-feira, 21 de setembro de 2011
'
Então, de repente, sem pretender, respirou fundo e pensou que era bom viver. Mesmo que as partidas doessem, e que a cada dia fosse necessário adotar uma nova maneira de agir e de pensar, descobrindo-a inútil no dia seguinte - mesmo assim era bom viver. Não era fácil, nem agradável. Mas ainda assim era bom. Tinha quase certeza.
***
"Veja o mundo num grão de areia,
veja o céu em um campo florido,
guarde o infinito na palma da mão,
e a eternidade em uma hora de vida!"
~ William Blake.
Vi num e-mail antigo e resolvi guardar aqui.
FM.
Então, de repente, sem pretender, respirou fundo e pensou que era bom viver. Mesmo que as partidas doessem, e que a cada dia fosse necessário adotar uma nova maneira de agir e de pensar, descobrindo-a inútil no dia seguinte - mesmo assim era bom viver. Não era fácil, nem agradável. Mas ainda assim era bom. Tinha quase certeza.
***
"Veja o mundo num grão de areia,
veja o céu em um campo florido,
guarde o infinito na palma da mão,
e a eternidade em uma hora de vida!"
~ William Blake.
Vi num e-mail antigo e resolvi guardar aqui.
FM.
Lost Souls - Parte I
Escrito por
Fernanda Medeiros
às
18:39
domingo, 18 de setembro de 2011
'
Meu dia resumido em algumas palavras:
Pensei que eu fosse forte
Eu sei as palavras à dizer
Congelada em meu lugar.
Eu deixo o momento escapar
Eu tenho gritado
Interiormente
E eu sei que você sente a dor
Você pode me curar?
Você pode me ouvir?
You've been dreaming
If you're thinking
That I still belong to you
I'll be dying,
'Cause I'm lying to myself.
FM.
Meu dia resumido em algumas palavras:
Pensei que eu fosse forte
Eu sei as palavras à dizer
Congelada em meu lugar.
Eu deixo o momento escapar
Eu tenho gritado
Interiormente
E eu sei que você sente a dor
Você pode me curar?
Você pode me ouvir?
You've been dreaming
If you're thinking
That I still belong to you
I'll be dying,
'Cause I'm lying to myself.
FM.
Prelude. 1.0
Escrito por
Fernanda Medeiros
às
18:04
quinta-feira, 8 de setembro de 2011
'
Por favor não me deixe sangrar para toda a eternidade.
Por favor não me deixe nessa agonia, pelos lábios da desonestidade.
As luzes do céu pintado de estrelas parecem desaparecer com seu olhar sombrio.
Num oceano profundo de mágoas e dor eu mergulhei.
Liberei minhas lágrimas de forma atormentada e silenciosa.
Hoje as velas incendeiam os lençóis nos quais me escondi.
Se uma adaga perfura insanamente minha carne, não há dor.
Só assim sinto que a morte em mim está.
Por favor não me deixe sangrar para toda a eternidade.
Por favor não me deixe nessa agonia, pelos lábios da desonestidade.
Esqueça a sensação das correntes de vento do mar.
Elas partiram para além da Terra, num lugar inatingível por suas mãos.
Libero minhas lágrimas de forma atormentada, silenciosa.
Arrastando as correntes de um aprisionamento fugaz.
Dentro de meus pedaços partidos se perdeu minha alma.
Se me olho no espelho, não me reconheço mais.
Por favor não me deixe sangrar para toda a eternidade.
Por favor não me deixe nessa agonia, pelos lábios da desonestidade.
Não há melodia em minha voz, nem timbre cristalino em meus ouvidos.
Meus pulmões não buscam ar e minhas mãos parecem frias demais.
Sem que haja outra escolha, alguma porta de escapatória.
Então libero minhas lágrimas de forma atormentada, silenciosa.
Sua inocência prendeu-me em grilhões imaginários.
E não deixo de sofrer, logo você verá em mim a morte transparecer.
Não me deixe... Pelos lábios da desonestidade.
Não me deixe... Por toda a eternidade.
...Por favor.
FM
Por favor não me deixe sangrar para toda a eternidade.
Por favor não me deixe nessa agonia, pelos lábios da desonestidade.
As luzes do céu pintado de estrelas parecem desaparecer com seu olhar sombrio.
Num oceano profundo de mágoas e dor eu mergulhei.
Liberei minhas lágrimas de forma atormentada e silenciosa.
Hoje as velas incendeiam os lençóis nos quais me escondi.
Se uma adaga perfura insanamente minha carne, não há dor.
Só assim sinto que a morte em mim está.
Por favor não me deixe sangrar para toda a eternidade.
Por favor não me deixe nessa agonia, pelos lábios da desonestidade.
Esqueça a sensação das correntes de vento do mar.
Elas partiram para além da Terra, num lugar inatingível por suas mãos.
Libero minhas lágrimas de forma atormentada, silenciosa.
Arrastando as correntes de um aprisionamento fugaz.
Dentro de meus pedaços partidos se perdeu minha alma.
Se me olho no espelho, não me reconheço mais.
Por favor não me deixe sangrar para toda a eternidade.
Por favor não me deixe nessa agonia, pelos lábios da desonestidade.
Não há melodia em minha voz, nem timbre cristalino em meus ouvidos.
Meus pulmões não buscam ar e minhas mãos parecem frias demais.
Sem que haja outra escolha, alguma porta de escapatória.
Então libero minhas lágrimas de forma atormentada, silenciosa.
Sua inocência prendeu-me em grilhões imaginários.
E não deixo de sofrer, logo você verá em mim a morte transparecer.
Não me deixe... Pelos lábios da desonestidade.
Não me deixe... Por toda a eternidade.
...Por favor.
FM
Eloá
Escrito por
Fernanda Medeiros
às
11:12
quarta-feira, 7 de setembro de 2011
'
Assisti meu mundo cair
Até o dia mais obscuro
E o medo me derrubou
Como se eu fosse feita de vidro
Estilhacei
Ninguém lembraria, mas ela seria a única
Velozes ondas marinhas no meio do verão
Deslizam pelas linhas frias do esquecimento
E o horizonte poente libera suas lágrimas
Acolhendo a dor de um sofrimento mudo
O olhar vago daquele anjo solitário
Lágrimas queimam sua pele mais uma vez
Com um coração feito para não ser feliz
Com o tempo ríspido e amargo
Assisti meu mundo cair
Até o dia mais obscuro
E o medo me derrubou
Como se eu fosse feita de vidro
Estilhacei
Ninguém lembraria, mas ela seria a única
E um espírito errante deu sua vida para salvar
Um anjo que se entregou ao silêncio dos lábios
Liberou-se da dor em troca de paz
Hoje nada em seus sonhos nada é igual.
Nada passa de um suspiro do vento no mar
Tão volúvel quanto a constância da morte
Numa noite dentro das sombras, dentro do medo
Que corre num silêncio fino e veloz
Assisti meu mundo cair
Até o dia mais obscuro
E o medo me derrubou
Como se eu fosse feita de vidro
Estilhacei
Ninguém lembraria, e ela seria a única
Senti-me sozinha na multidão
Perdi-me num deserto e escondi meus sonhos
Para esquecer o amargo do dia
E o que eu esperava um dia ter.
Assisti meu mundo cair
Até o dia mais obscuro
E o medo me derrubou
Como se eu fosse feita de vidro
Estilhacei
Ninguém lembraria. Ela seria a única.
FM.
Assisti meu mundo cair
Até o dia mais obscuro
E o medo me derrubou
Como se eu fosse feita de vidro
Estilhacei
Ninguém lembraria, mas ela seria a única
Velozes ondas marinhas no meio do verão
Deslizam pelas linhas frias do esquecimento
E o horizonte poente libera suas lágrimas
Acolhendo a dor de um sofrimento mudo
O olhar vago daquele anjo solitário
Lágrimas queimam sua pele mais uma vez
Com um coração feito para não ser feliz
Com o tempo ríspido e amargo
Assisti meu mundo cair
Até o dia mais obscuro
E o medo me derrubou
Como se eu fosse feita de vidro
Estilhacei
Ninguém lembraria, mas ela seria a única
E um espírito errante deu sua vida para salvar
Um anjo que se entregou ao silêncio dos lábios
Liberou-se da dor em troca de paz
Hoje nada em seus sonhos nada é igual.
Nada passa de um suspiro do vento no mar
Tão volúvel quanto a constância da morte
Numa noite dentro das sombras, dentro do medo
Que corre num silêncio fino e veloz
Assisti meu mundo cair
Até o dia mais obscuro
E o medo me derrubou
Como se eu fosse feita de vidro
Estilhacei
Ninguém lembraria, e ela seria a única
Senti-me sozinha na multidão
Perdi-me num deserto e escondi meus sonhos
Para esquecer o amargo do dia
E o que eu esperava um dia ter.
Assisti meu mundo cair
Até o dia mais obscuro
E o medo me derrubou
Como se eu fosse feita de vidro
Estilhacei
Ninguém lembraria. Ela seria a única.
FM.
Antes que o sol se ponha
Escrito por
Fernanda Medeiros
às
17:41
quinta-feira, 1 de setembro de 2011
'
Sou como uma tristeza gelada
Como um som adormecido
Nunca pensei em olhar para trás
Nem em seguir a diante
Viver do agora me faz sentir como se cada segundo fosse o último
Para meu coração não há passado
E se por fora eu pareço uma fortaleza
Por dentro não restou nada
Além de um deserto sem fim, até o fim
Só consigo ouvir fragmentos de dor
Se eles me pegarem
Puxe o gatilho e me faça vítima
De meu próprio medo
Antes que o sol se ponha
Se eu pudesse me esconder na penumbra
Levaria o silêncio para a sepultura
Segredos selados pela morte
Eu comprei uma verdade para vender a mentira
Matei meus sonhos em troca de uma felicidade inventada
Se eles me pegarem
Puxe o gatilho e me faça vítima
De meu próprio medo
Antes que o sol se ponha
Olhe em meus olhos
Eu estou destruído
Enterrei meus sonhos
Rompi as fronteiras do silêncio
E minha alma está presa em meus olhos
Perdida na escuridão como um segredo eterno
Se eles me pegarem
Puxe o gatilho e me faça vítima
De meu próprio medo
Antes que o sol se ponha
Você pode me ouvir?
Se você pudesse me matar
Eu estaria curado
E nunca voltaria atrás
FM.
Sou como uma tristeza gelada
Como um som adormecido
Nunca pensei em olhar para trás
Nem em seguir a diante
Viver do agora me faz sentir como se cada segundo fosse o último
Para meu coração não há passado
E se por fora eu pareço uma fortaleza
Por dentro não restou nada
Além de um deserto sem fim, até o fim
Só consigo ouvir fragmentos de dor
Se eles me pegarem
Puxe o gatilho e me faça vítima
De meu próprio medo
Antes que o sol se ponha
Se eu pudesse me esconder na penumbra
Levaria o silêncio para a sepultura
Segredos selados pela morte
Eu comprei uma verdade para vender a mentira
Matei meus sonhos em troca de uma felicidade inventada
Se eles me pegarem
Puxe o gatilho e me faça vítima
De meu próprio medo
Antes que o sol se ponha
Olhe em meus olhos
Eu estou destruído
Enterrei meus sonhos
Rompi as fronteiras do silêncio
E minha alma está presa em meus olhos
Perdida na escuridão como um segredo eterno
Se eles me pegarem
Puxe o gatilho e me faça vítima
De meu próprio medo
Antes que o sol se ponha
Você pode me ouvir?
Se você pudesse me matar
Eu estaria curado
E nunca voltaria atrás
FM.
P5hng Me A*wy
Escrito por
Fernanda Medeiros
às
16:04
domingo, 28 de agosto de 2011
'
Quando eu olho em teus olhos
Não há nada para ver
Nada além do meu próprio erro
Olhando de volta para mim
Eu menti para você
Do mesmo jeito que eu sempre faço
Este é o último sorriso
Que eu vou fingir por estar com você
(Tudo se quebra/Até as pessoas que nunca se cansam / às vezes ficam esgotadas.
Tudo tem que terminar, você achará logo que nós estamos sem tempo para ver tudo desenrolar)
Pelo sacrifício de estar com você
(Tudo se quebra, até mesmo as pessoas que nunca se esgotam eventualmente têm um colapso)
O sacrifício nunca é reconhecido
Por que eu fico aqui quando você apenas se afasta
Não importa o que você veja
Você ainda continua cega para mim
Eu tentei gostar de você
Fazer tudo o que você queria
Esta é a última vez
Que eu vou levar a culpa por estar com você
(Tudo se quebra/Até as pessoas que nunca se cansam / às vezes ficam esgotadas)
O sacrifício de se esconder em uma mentira
(Tudo tem que acabar/Você logo perceberá que estamos sem tempo para olhar tudo se desenrolar)
O sacrifício nunca é reconhecido
Por que eu fico aqui quando você apenas se afasta
Não importa o que você veja
Você ainda continua cega para mim
Psicologia reversa está falhando miseravelmente,
é tão duro ser deixado sozinho.
Digo você é a única chance para mim,
Não sobrou nada além de virar e encarar você...
Quando eu olho em teus olhos
Não há nada para ver
Nada além do meu próprio erro
Olhando de volta para mim
Por que,
O sacrifício de se esconder em uma mentira
O sacrifício nunca é reconhecido
Por que eu fico aqui quando você apenas se afasta
Não importa o que você veja
Você ainda continua cega para mim.
Permamente, como sempre. Imutável, sem chance para um novo dia. Inflexível. E sempre vai ser, persistindo pela dúvida desmotivada da lealdade, permanentemente fiel. Imutável. Inadaptável. Sou eu. E ainda caminho com a mesma opinião, porque a minha nunca mudará. Há muitas coisas que o tempo nunca vai apagar.
"Tudo cai distantemente, até as pessoas que nunca reclamam geralmente esgotam."
"Everything falls apart, even the people who never frown eventually break down."
FM.
Quando eu olho em teus olhos
Não há nada para ver
Nada além do meu próprio erro
Olhando de volta para mim
Eu menti para você
Do mesmo jeito que eu sempre faço
Este é o último sorriso
Que eu vou fingir por estar com você
(Tudo se quebra/Até as pessoas que nunca se cansam / às vezes ficam esgotadas.
Tudo tem que terminar, você achará logo que nós estamos sem tempo para ver tudo desenrolar)
Pelo sacrifício de estar com você
(Tudo se quebra, até mesmo as pessoas que nunca se esgotam eventualmente têm um colapso)
O sacrifício nunca é reconhecido
Por que eu fico aqui quando você apenas se afasta
Não importa o que você veja
Você ainda continua cega para mim
Eu tentei gostar de você
Fazer tudo o que você queria
Esta é a última vez
Que eu vou levar a culpa por estar com você
(Tudo se quebra/Até as pessoas que nunca se cansam / às vezes ficam esgotadas)
O sacrifício de se esconder em uma mentira
(Tudo tem que acabar/Você logo perceberá que estamos sem tempo para olhar tudo se desenrolar)
O sacrifício nunca é reconhecido
Por que eu fico aqui quando você apenas se afasta
Não importa o que você veja
Você ainda continua cega para mim
Psicologia reversa está falhando miseravelmente,
é tão duro ser deixado sozinho.
Digo você é a única chance para mim,
Não sobrou nada além de virar e encarar você...
Quando eu olho em teus olhos
Não há nada para ver
Nada além do meu próprio erro
Olhando de volta para mim
Por que,
O sacrifício de se esconder em uma mentira
O sacrifício nunca é reconhecido
Por que eu fico aqui quando você apenas se afasta
Não importa o que você veja
Você ainda continua cega para mim.
Permamente, como sempre. Imutável, sem chance para um novo dia. Inflexível. E sempre vai ser, persistindo pela dúvida desmotivada da lealdade, permanentemente fiel. Imutável. Inadaptável. Sou eu. E ainda caminho com a mesma opinião, porque a minha nunca mudará. Há muitas coisas que o tempo nunca vai apagar.
"Tudo cai distantemente, até as pessoas que nunca reclamam geralmente esgotam."
"Everything falls apart, even the people who never frown eventually break down."
FM.
Eu preciso dormir um Pouco
Escrito por
Fernanda Medeiros
às
15:48
'
Os dias passavam cada vez mais rápido. As horas corriam por seus olhos vertiginosamente, como em passes lúdicos de mágica. E logo o presente tenro tornava-se um passado amarelado e distante. Lucy olhava o céu pintado com estrelas e sentia algo em seu interior, como se uma lembrança fluisse em suas veias. Talvez fosse apenas sono, mas seus olhos perderam-se na escuridão ladreada em pontos de luz mínimos.
O vento, pois, assustava. Sua força impulsionava os galhos das árvores e produziam ruídos sincronizados das folhas, que se chocavam umas nas outras. Os olhos tremeluzentes de Lucy brilhavam com lágrimas curtas e grossas, que se impunham sobre sua face pálida de forma impiedosa. Suas mãos a abraçaram e ela cerrou as pálpebras, erguendo o queixo para inspirar o ar da noite em sua totalidade. Seus cabelos ondulavam em torno de seu rosto, emoldurando seu semblante sombriamente.
Mais um de seus sonhos partidos colidia com sua própria verdade, fazendo-a perder o sono. Mais uma de suas esperanças perdidas se mostrava cruelmente revestida de dor e arrependimento.
-Eu preciso dormir um pouco... - Seus lábios custaram a produzir, e sua voz falhou.
Mais lembranças de sua vida farfalharam entre as estrelas, ligeiramente.
Como no dia em que o sol se punha longe, e as flores num tom de rosa vivo caíam sobre o chão. Naquele dia Lucy conheceu algo que nunca mais esqueceria, a morte. Porque as flores caíam. Seu ciclo de vida havia acabado, elas murchariam no chão. Pereceriam. Assim como tudo deve um dia perecer, num destino que não mudará. Pois o tempo passaria implacável, para todos. Para tudo. Todos um dia seriam abandonados por alguém arrebatado pela morte, então o sonho de viver para sempre se quebrou.
Num dia seco e sem nuvens, Lucy vislumbrou o momento em que seu sonho de Felizes para Sempre se partiu. A partir daquele dia, nunca mais acreditou em contos de fada.
Seu ceticismo só cresceu, até o ponto de deixar de acreditar que tinha o poder de sonhar. Mas ela só precisava dormir um pouco até seus pesadelos tornarem-se corriqueiros, quase reais. Até acordar a si própria com algo como um grito, porque a escuridão a engoliu no momento em que perdeu sua última esperança, um sonho infantil que alimentava em silêncio. Algo tão secreto em seus pensamentos, como tudo o que parecia aparente em sua voz.
Lucy escutou sua própria voz dizer:
-Por trás de meu sorriso há um coração que teima em sangrar. Talvez eu só precise dormir um pouco.
Até que o vento levasse tudo para longe. Para que cada sorriso fosse o último a ser fingido pelo sacrifício de permanecer em silêncio. Lucy queria que aquela fosse a última vez que ela olharia o espelho e veria além de seu próprio erro refletido.
Tudo se colide, se parte. Até os que nunca reclamam, geralmente esgotam. Até os que nunca se cansam, geralmente esgotam.
FM
Os dias passavam cada vez mais rápido. As horas corriam por seus olhos vertiginosamente, como em passes lúdicos de mágica. E logo o presente tenro tornava-se um passado amarelado e distante. Lucy olhava o céu pintado com estrelas e sentia algo em seu interior, como se uma lembrança fluisse em suas veias. Talvez fosse apenas sono, mas seus olhos perderam-se na escuridão ladreada em pontos de luz mínimos.
O vento, pois, assustava. Sua força impulsionava os galhos das árvores e produziam ruídos sincronizados das folhas, que se chocavam umas nas outras. Os olhos tremeluzentes de Lucy brilhavam com lágrimas curtas e grossas, que se impunham sobre sua face pálida de forma impiedosa. Suas mãos a abraçaram e ela cerrou as pálpebras, erguendo o queixo para inspirar o ar da noite em sua totalidade. Seus cabelos ondulavam em torno de seu rosto, emoldurando seu semblante sombriamente.
Mais um de seus sonhos partidos colidia com sua própria verdade, fazendo-a perder o sono. Mais uma de suas esperanças perdidas se mostrava cruelmente revestida de dor e arrependimento.
-Eu preciso dormir um pouco... - Seus lábios custaram a produzir, e sua voz falhou.
Mais lembranças de sua vida farfalharam entre as estrelas, ligeiramente.
Como no dia em que o sol se punha longe, e as flores num tom de rosa vivo caíam sobre o chão. Naquele dia Lucy conheceu algo que nunca mais esqueceria, a morte. Porque as flores caíam. Seu ciclo de vida havia acabado, elas murchariam no chão. Pereceriam. Assim como tudo deve um dia perecer, num destino que não mudará. Pois o tempo passaria implacável, para todos. Para tudo. Todos um dia seriam abandonados por alguém arrebatado pela morte, então o sonho de viver para sempre se quebrou.
Num dia seco e sem nuvens, Lucy vislumbrou o momento em que seu sonho de Felizes para Sempre se partiu. A partir daquele dia, nunca mais acreditou em contos de fada.
Seu ceticismo só cresceu, até o ponto de deixar de acreditar que tinha o poder de sonhar. Mas ela só precisava dormir um pouco até seus pesadelos tornarem-se corriqueiros, quase reais. Até acordar a si própria com algo como um grito, porque a escuridão a engoliu no momento em que perdeu sua última esperança, um sonho infantil que alimentava em silêncio. Algo tão secreto em seus pensamentos, como tudo o que parecia aparente em sua voz.
Lucy escutou sua própria voz dizer:
-Por trás de meu sorriso há um coração que teima em sangrar. Talvez eu só precise dormir um pouco.
Até que o vento levasse tudo para longe. Para que cada sorriso fosse o último a ser fingido pelo sacrifício de permanecer em silêncio. Lucy queria que aquela fosse a última vez que ela olharia o espelho e veria além de seu próprio erro refletido.
Tudo se colide, se parte. Até os que nunca reclamam, geralmente esgotam. Até os que nunca se cansam, geralmente esgotam.
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