Lúgubre Visita (Soneto)

terça-feira, 28 de setembro de 2010
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Lágrimas correm por seu semblante
Uma tristeza corrói suas entranhas
Escuras nuvens movem-se a diante
Andando pelas estradas estranhas

Nenhuma esperança, só morbidez
Frios ventos continuam a soprar
Portões rangem, sombria rispidez
Uma densa névoa paira sobre o ar

A consternação punge o coração
Um corpo jaz sob sepulcro soturno
Gárgulas olham com quietação

A flor cai no túmulo devagar
Ainda orvalhada, e a esperança ressurge
Em fracos raios de sol a brilhar.

FM.

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