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Nada melhor do que terminar o ano desejando um feliz ano novo.
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Plenas promessas de Ano Novo
Escrito por
Fernanda Medeiros
às
09:32
quarta-feira, 28 de dezembro de 2016
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No dia 01 de janeiro de 2011 eu escrevi um texto que falava sobre promessas de ano novo. Relendo minhas palavras, vi que algumas coisas mudaram. Ainda não sou romântica, por mais que me esforce para demonstrar o quanto me importo, e ainda vejo estranhos paradoxos entre o novo e o velho, entre o ano que se vai, e o que chega. A sensação de renovação límpida como uma folha de papel em branco ainda está aqui, junto de mim. Para escrever mais um capítulo de uma vida que ficará em diários e blogs, como este aqui.
Então eu encaro mais uma folha em branco que está por vir, 2017, e me lembro daquelas vagas promessas de ano novo, as quais quis expulsar de mim naquele ano de 2011. Já faz tanto tempo, mas parece que foi ontem. Não farei promessas, agora traço metas e as persigo com todas as forças que possuo. Não são mais promessas de ano novo, são objetivos que me transportam até onde eu quero chegar. São motivadores que gritam em meus ouvidos sempre que eu penso em desistir.
Minhas metas não são meras promessas de ano novo, agora elas são o combustível para me impulsionar até o futuro, o lugar que sempre tento segurar nas mãos, e que sempre está lá na frente, nebuloso e pacífico. Uma das tolices daquela menina de 19 anos era achar, com aquela soberba, que promessas de ano novo para nada serviam. Ela nunca esteve tão enganada.
Hoje eu vejo que essas promessas são muito mais, são a esperança em dias melhores, e sem esperança, nada resta. Quanto mais vivo, mais compreendo que é essa esperança, e pequenas transformações em atos, gestos e ações, que fazem evoluir. Promessas de ano novo não são vagas, elas são plenas. Se você parar pra pensar, de cada cem promessas que você já fez, sempre existe aquela que muda tudo em sua vida. Em 2011 minha promessa foi não prometer, apenas perseguir meu sonho.
Naquele ano de 2011 eu e Adelina resolvemos, de uma vez, terminar a Triângulo, como livro. Em 2016 vejo que não prometer, apenas perseguir um sonho, me trouxe a uma nova realidade. Com três livros publicados, e tantas outras histórias para contar, penso em como estarei daqui a cinco anos, se continuar a perseguir meus sonhos, com promessas de ano novo. Aquela promessa de 2011 me trouxe até aqui, então acho válido fazer mais uma, tão perto do fim.
E eu prometo. Prometo perseguir meu novo sonho, minha nova meta. Prometo mantê-la, como uma esperança. Tudo vai dar certo, por mais longe que pareça, ou por mais incerto e instável que possa soar, aqui estou eu para renovar meu compromisso comigo mesma. Prometo aquela menina de 19 anos que viu as luzes da cidade de longe, e limpou a mente para pensar no novo. Prometo para quem ainda serei. Nunca desistirei de nenhum dos meus sonhos, por mais longínquos, lunáticos e irrealizáveis que pareçam.
Assim, minha promessa de ano novo não é vaga como um dia fiz parecer. Ela é plena, e está enraizada em mim como só um sonho poderia estar.
A prova de amor Pirata
Escrito por
Fernanda Medeiros
às
06:31
'
FM.
Do
lado de fora do Palácio de Jaspe o firmamento de azul pálido e esvaecido pelo
sol inclemente coloriu-se. Espectros dourados foram conjurados e riscaram o céu
cada vez mais azul. Nuvens se retorceram como se fossem furacões, em tons
róseos. A luz cegante ficou mais tênue... e desapareceu nas águas turbulentas
do oceano.
Redemoinhos
gigantescos se formaram em meio às ondas gigantes, como se as marés gritassem,
rugindo e quebrando contra os rochedos, espalhando suas espumas para o alto, na
névoa espessa que se desprendeu e encobriu a superfície.
O azul profundo como o mar se escancarou no céu,
e as constelações surgiram, explodindo em desenhos feitos de estrelas.FM.
Nostalgia Desmotivada
Escrito por
Fernanda Medeiros
às
16:56
terça-feira, 27 de dezembro de 2016
'
Start of time - Gabrielle Aplin
Todo fim de ano eu refaço meu caminho até o ponto em que estou. A cada ano o volume de lembranças aumenta e, com tanto para recapitular, algo importante sempre se perde. Por isso guardo memórias em vídeos, fotos, palavras, textos, música, ou mesmo com sonhos que nunca saem da minha memória. Transformo-as em pedras para construir com elas minha vida, pilares importantes que me sustentam e me fazem o que sou. Meu comportamento, minhas convicções, opiniões, minhas predileções. Ou as pessoas que estão comigo em minha jornada.
Mas há mistérios dentro de minhas memórias, momentos que eternizo em segundos que modificam minha percepção de felicidade. Nunca falo deles porque não sei se alguém me entenderia, aposto que sim. Eles trazem para mim um tipo de felicidade antiga e desmotivada, que emana um torpor leve, preenche meus pensamentos e se afoga em minha garganta, presa em um suspiro. É apenas uma percepção, um segundo que sei que será eterno.
Não é um momento importante, ou algo que me fará diferente. É apenas uma forma nova de ver o lugar que habito, e observar o quão grata eu sou por poder viver. Pode ser uma hora à noite, quando eu olho o céu e sinto a brisa morna. Ou pode ser quando eu vejo aquela luz da manhã, tênue e branca, entrando pela janela, ao som dos passarinhos. Pode ser aquele céu tão azul quanto ele pode ser ao meio-dia, sem qualquer nuvem para manchar.
Pode ser aquele som de música ruim que toca nos bares no domingo à tarde, ou o farfalhar das carnaúbas numa tarde de outubro, antes do corte, que me lembra o ruído do mar. A TV ligada naquela novela nostálgica. Pode ser ver o caminho familiar e ter a certeza de estar voltando para casa. Pode ser aquela música que não se ouve há muitos anos, ou o cheiro de perfume que lembra outra época. Pode ser aquela capa de caderno que você não via há séculos... Ou aquela capa de livro que usava na escola.
Pode ser aquele catálogo de loja com material escolar, com o anúncio de Volta às Aulas, em janeiro, ou receber o último boletim e saber que está de férias, e voltar pra casa, olhar pela janela do ônibus e ver o céu nublado. Pode ser aquela viagem que te lembra um sonho realizado, ou aquela sensação de frio que esfumaça o ar que sai da boca. Pode ser um envelope que guarda uma esperança, ou um plano feito sentada numa cadeira de balanço, debaixo da noite mais clara do ano.
Pode ser aquela noite em que se escapuliu para passar mais tempo na internet, e criar as histórias mais insanas, mais reais, que mais fincaram raízes. Pode ser um momento compartilhado no meio da tarde, perto da sala dos professores, para falar sobre sonhos fantásticos de vidas passadas, futuras. Pode ser aquela chuva tão pesada que não permite ver um palmo a frente do rosto, sozinha na rua.
Pode ser aquela música de abertura de desenho que nunca esquecerá, ou aquele clipe que ficaria preso em sua lembrança, mesmo que o nome seja apenas Talvez... Pode ser aquele um real de pirulitos para dividir com amigos, ou aquela tiara colorida, ou até mesmo aqueles trabalhos de escola que ensinaram mais do que o professor poderia falar.
Pode ser aquela propaganda que fazia chorar, cantar, pensar. Pode ser aquela manhã de sábado com Em Busca do Vale Encantado, ou outras manhãs com Bambuluá. Aquela manhã de 11 de setembro, diante da TV, pronta para ver dragon ball, e vendo o evento que mudaria mais uma vez a história da humanidade. Poderia ser aquela manhã nublada, desligando a TV para ir ao hospital, e almoçar naquele restaurante, e ainda sentir o gosto daquele macarrão. Poderia ser aquele fim de tarde, vendo o sol ir embora, e se despedir de alguém, e ouvir "seja feliz".
Pode ser até mesmo aquele momento na escola em que todos saem, para ficar sozinha na sala de aula, e comer o lanche ali, com as luzes apagadas. Pode ser aquela sala de aula gigantesca para uma menina tão pequena, com um caderno da vaca da parmalat, ou aquele caderno rosa da Minnie, com muitos adesivos que nunca foram usados. Podem ser aquelas conversas que ouvia das meninas, ou aquele dia em que a professora entregou uma folha com a capa das provas do bimestre, em comemoração à primavera.
Pode ser a inspiração para o primeiro poema, que se tornaria um mantra para atrair a chuva, mais tarde. Pode ser então o dia de chuva, sentada em uma bacia, ouvindo aquela música do Renato Russo. Pode ser a ida para a escola, se esgueirando das poças de lama. Poderia ser a fascinação pelos temas de biologia e história, e pelas vegetações que existiam no mundo. Padrarias, tundra, coníferas... Seus preferidos. Os mais frios, com neve, árticos, com noites iluminadas pelas auroras boreais.
O céu.
Pode ser sua fascinação pelo céu, por isso a insistência para conhecer aquele telescópio famoso, Hubble, que está agora no espaço vazio, silencioso, escuro, cheio de astros e envolvido pelo desconhecido que ela gostaria de desbravar. Por isso o planetário que insistiu em recriar, por acreditar que o universo está lá para ser observado. E por tantas lembranças, uma marcante que nada representa é mergulhar nas ilustrações de galáxias e naquela frase que leu no livro de ciências da terceira série. "Se um único homem atingir a plenitude do amor, neutralizará o ódio de milhões." Não saber quem é Gandhi nunca foi pecado para uma criança.
Essas não são lembranças fugazes. São impressões fortes, vivas e com cores, e elas nunca irão. Um dia eu soube como acontecia, mas nunca descobrirei o porquê, nem quero. O mistério de guardar momentos de felicidade desmotivada a faz mais bela. E eu só descobri isso quando, numa noite, à caminho da faculdade, eu caminhava pelo pavimento, indo para a aula, e senti o vento bater em meu rosto. Tudo estava escuro, e eu olhei para o céu.
Primeiro me lembrei de um lugar tão desmotivado quanto aquele, muitos anos atrás, quando eu passava pela rua da minha antiga casa e cantei uma música que passava na novela da época. "Uma vez mais...". Naquele momento, lá na faculdade, eu percebi que aquela sensação de alegria que me percorreu era única, singular. Rara. "Esse é um daqueles momentos que vou me lembrar para sempre."
Eu estava certa, sobre isso. Nunca esqueci daquela impressão.
E não há mal em olhar para o passado no final do ano, para refletir. É a hora exata de fazê-lo, no entanto. Porque com a chegada de um novo ano, há de se preparar para o que está por vir. Porque é quando uma nova jornada começa. É quando o sentimento de página em branco retorna para a vida, e então é possível recomeçar. Continuar. Evoluir. Para sempre, em ciclos intermináveis, até o fim. E se sua caminhada for bem fincada no chão, ou no ar, ou em qualquer lugar...
Nunca haverá fim.
FM.
Ah, hoje eu sou apenas uma gota de água
E eu estou descendo uma montanha
Venha amanhã eu estarei no oceano
vou estar subindo com a maré da manhã
Start of time - Gabrielle Aplin
Todo fim de ano eu refaço meu caminho até o ponto em que estou. A cada ano o volume de lembranças aumenta e, com tanto para recapitular, algo importante sempre se perde. Por isso guardo memórias em vídeos, fotos, palavras, textos, música, ou mesmo com sonhos que nunca saem da minha memória. Transformo-as em pedras para construir com elas minha vida, pilares importantes que me sustentam e me fazem o que sou. Meu comportamento, minhas convicções, opiniões, minhas predileções. Ou as pessoas que estão comigo em minha jornada.
Mas há mistérios dentro de minhas memórias, momentos que eternizo em segundos que modificam minha percepção de felicidade. Nunca falo deles porque não sei se alguém me entenderia, aposto que sim. Eles trazem para mim um tipo de felicidade antiga e desmotivada, que emana um torpor leve, preenche meus pensamentos e se afoga em minha garganta, presa em um suspiro. É apenas uma percepção, um segundo que sei que será eterno.
Não é um momento importante, ou algo que me fará diferente. É apenas uma forma nova de ver o lugar que habito, e observar o quão grata eu sou por poder viver. Pode ser uma hora à noite, quando eu olho o céu e sinto a brisa morna. Ou pode ser quando eu vejo aquela luz da manhã, tênue e branca, entrando pela janela, ao som dos passarinhos. Pode ser aquele céu tão azul quanto ele pode ser ao meio-dia, sem qualquer nuvem para manchar.
Pode ser aquele som de música ruim que toca nos bares no domingo à tarde, ou o farfalhar das carnaúbas numa tarde de outubro, antes do corte, que me lembra o ruído do mar. A TV ligada naquela novela nostálgica. Pode ser ver o caminho familiar e ter a certeza de estar voltando para casa. Pode ser aquela música que não se ouve há muitos anos, ou o cheiro de perfume que lembra outra época. Pode ser aquela capa de caderno que você não via há séculos... Ou aquela capa de livro que usava na escola.
Pode ser aquele catálogo de loja com material escolar, com o anúncio de Volta às Aulas, em janeiro, ou receber o último boletim e saber que está de férias, e voltar pra casa, olhar pela janela do ônibus e ver o céu nublado. Pode ser aquela viagem que te lembra um sonho realizado, ou aquela sensação de frio que esfumaça o ar que sai da boca. Pode ser um envelope que guarda uma esperança, ou um plano feito sentada numa cadeira de balanço, debaixo da noite mais clara do ano.
Pode ser aquela noite em que se escapuliu para passar mais tempo na internet, e criar as histórias mais insanas, mais reais, que mais fincaram raízes. Pode ser um momento compartilhado no meio da tarde, perto da sala dos professores, para falar sobre sonhos fantásticos de vidas passadas, futuras. Pode ser aquela chuva tão pesada que não permite ver um palmo a frente do rosto, sozinha na rua.
Pode ser aquela música de abertura de desenho que nunca esquecerá, ou aquele clipe que ficaria preso em sua lembrança, mesmo que o nome seja apenas Talvez... Pode ser aquele um real de pirulitos para dividir com amigos, ou aquela tiara colorida, ou até mesmo aqueles trabalhos de escola que ensinaram mais do que o professor poderia falar.
Pode ser aquela propaganda que fazia chorar, cantar, pensar. Pode ser aquela manhã de sábado com Em Busca do Vale Encantado, ou outras manhãs com Bambuluá. Aquela manhã de 11 de setembro, diante da TV, pronta para ver dragon ball, e vendo o evento que mudaria mais uma vez a história da humanidade. Poderia ser aquela manhã nublada, desligando a TV para ir ao hospital, e almoçar naquele restaurante, e ainda sentir o gosto daquele macarrão. Poderia ser aquele fim de tarde, vendo o sol ir embora, e se despedir de alguém, e ouvir "seja feliz".
Pode ser até mesmo aquele momento na escola em que todos saem, para ficar sozinha na sala de aula, e comer o lanche ali, com as luzes apagadas. Pode ser aquela sala de aula gigantesca para uma menina tão pequena, com um caderno da vaca da parmalat, ou aquele caderno rosa da Minnie, com muitos adesivos que nunca foram usados. Podem ser aquelas conversas que ouvia das meninas, ou aquele dia em que a professora entregou uma folha com a capa das provas do bimestre, em comemoração à primavera.
Pode ser a inspiração para o primeiro poema, que se tornaria um mantra para atrair a chuva, mais tarde. Pode ser então o dia de chuva, sentada em uma bacia, ouvindo aquela música do Renato Russo. Pode ser a ida para a escola, se esgueirando das poças de lama. Poderia ser a fascinação pelos temas de biologia e história, e pelas vegetações que existiam no mundo. Padrarias, tundra, coníferas... Seus preferidos. Os mais frios, com neve, árticos, com noites iluminadas pelas auroras boreais.
O céu.
Pode ser sua fascinação pelo céu, por isso a insistência para conhecer aquele telescópio famoso, Hubble, que está agora no espaço vazio, silencioso, escuro, cheio de astros e envolvido pelo desconhecido que ela gostaria de desbravar. Por isso o planetário que insistiu em recriar, por acreditar que o universo está lá para ser observado. E por tantas lembranças, uma marcante que nada representa é mergulhar nas ilustrações de galáxias e naquela frase que leu no livro de ciências da terceira série. "Se um único homem atingir a plenitude do amor, neutralizará o ódio de milhões." Não saber quem é Gandhi nunca foi pecado para uma criança.
Essas não são lembranças fugazes. São impressões fortes, vivas e com cores, e elas nunca irão. Um dia eu soube como acontecia, mas nunca descobrirei o porquê, nem quero. O mistério de guardar momentos de felicidade desmotivada a faz mais bela. E eu só descobri isso quando, numa noite, à caminho da faculdade, eu caminhava pelo pavimento, indo para a aula, e senti o vento bater em meu rosto. Tudo estava escuro, e eu olhei para o céu.
Primeiro me lembrei de um lugar tão desmotivado quanto aquele, muitos anos atrás, quando eu passava pela rua da minha antiga casa e cantei uma música que passava na novela da época. "Uma vez mais...". Naquele momento, lá na faculdade, eu percebi que aquela sensação de alegria que me percorreu era única, singular. Rara. "Esse é um daqueles momentos que vou me lembrar para sempre."
Eu estava certa, sobre isso. Nunca esqueci daquela impressão.
E não há mal em olhar para o passado no final do ano, para refletir. É a hora exata de fazê-lo, no entanto. Porque com a chegada de um novo ano, há de se preparar para o que está por vir. Porque é quando uma nova jornada começa. É quando o sentimento de página em branco retorna para a vida, e então é possível recomeçar. Continuar. Evoluir. Para sempre, em ciclos intermináveis, até o fim. E se sua caminhada for bem fincada no chão, ou no ar, ou em qualquer lugar...
Nunca haverá fim.
FM.
Dark Snowman
Escrito por
Fernanda Medeiros
às
11:52
segunda-feira, 26 de dezembro de 2016
'
Então o homem de neve abriu seus olhos, e tossiu flocos brancos, que esfumaçaram por seus lábios. Seus olhos amarelos visualizaram todo o campo escuro, e ele se ergueu.
FM.
please I know you're in there
People are asking where you've been
They say, "have courage" and I'm trying to
I'm right out here for you
Just let me in
We only have each other
It's just you and me
What are we gonna do?...
Do you want to build a snowman?
Então o homem de neve abriu seus olhos, e tossiu flocos brancos, que esfumaçaram por seus lábios. Seus olhos amarelos visualizaram todo o campo escuro, e ele se ergueu.
FM.
Sally...
Escrito por
Fernanda Medeiros
às
19:41
domingo, 25 de dezembro de 2016
I sense there's something in the wind
That feels like tragedy's at hand
And though I'd like to stand by him
Can't shake this feeling that I have
The worst is just around the bend
And does he notice my feelings for him?
I think it's not to be
What will become of my dear friend?
Where will his actions lead us then?
Although I'd like to join the crowd
In their enthusiastic cloud
Try as I may, it doesn't last
And will we ever end up together?
And will we ever end up together?
no, I think not, it's never to become
For I am not the one
Frozen Lighthouses
Escrito por
Fernanda Medeiros
às
08:00
quarta-feira, 21 de dezembro de 2016
'
“Galatarius.”
Alverad estendeu o mapa, e a temperatura dentro da biblioteca diminuiu
imediatamente. Uivos de um vento que não existia tomaram a audição de Nathan, e
névoas negras poluíram o ar como fumaça, como línguas que se estendiam na luz,
e a contaminavam. O menino estreitou os olhos em meio às brumas, e abanou a mão
na frente do rosto, para afugentá-las.
Então
ele viu quatro luas iluminarem o solo branco, coberto de neve, de uma ilha que
surgiu na névoa. Ele conhecia o formato daquele lugar. Era um coração, como
aqueles que costumava ver no laboratório de ciências. Nathan aproximou-se para
enxergar melhor no escuro, e viu um rio congelado cortar o branco de uma ponta
até a outra, em uma linha mal tracejada.
Saltaram do mapa um farol coberto por uma grossa camada de gelo e neve, com estalactites monstruosas que envolviam parte dele, de frente para o mar enregelado que quebrava contra as pedras e icebergs. Uma ponte, também coberta por estalactites de gelo que ameaçavam a neve lá embaixo, levava até uma rua de comércio. As pessoas circulavam inteiramente cobertas, e Nathan não viu o rosto de ninguém.
Mais faróis se erguiam como monstros feitos de lanças de gelo, e iluminavam a escuridão teimosa daquele lugar. Redemoinhos de neve se retorciam no ar e outra onda de brumas negras soprou na biblioteca. Ao longe, Nathan viu uma montanha, mais escura que o escuro, e uma caverna com teto em forma de arco, que abrigava um castelo rodeado por faróis, e eles emanavam uma luz bruxuleante, que aumentava e diminuía de intensidade, como uma vela na brisa.
O mapa se fechou e levou consigo a escuridão.
As Ruínas do Mar, trecho.
FM.
Lithium
Escrito por
Fernanda Medeiros
às
06:53
terça-feira, 20 de dezembro de 2016
'
Lithium
come to bed, don't make me sleep alone
couldn't hide the emptiness you let it show
never wanted it to be so cold
just didn't drink enough to say you love me
I can't hold on to me
wonder what's wrong with me
Don't want to let it lay me down this time
drown my will to fly
here in the darkness I know myself
can't break free until I let it go
let me go
Darling, I forgive you after all
anything is better than to be alone
and in the end I guess I had to fall
always find my place among the ashes
I can't hold on to me
wonder what's wrong with me
Lithium- don't want to lock me up inside
lithium- don't want to forget how it feels without
lithium stay in love you
oh I am gonna let it go
Loneliness
Escrito por
Fernanda Medeiros
às
22:02
sábado, 17 de dezembro de 2016
'
Rainha Branca de neve sentia-se presa em uma armadilha de solidão. Os ecos que a atormentavam não bastavam como companhia, nem as estações que permeavam seus olhos, com pastosos vendavais de lágrimas e últimas palavras, as que nunca pronunciou. Seu reino solitário, feito de sombras, memórias e poeira, padecia. Ruía em uníssono com seu mais profundo e mórbido desejo. No reduto mais indômito de sua sanidade, ela era julgada por seu silêncio, o que a fazia perecer.
Ela não queria se sentir só.
Por isso o fantasma que a alegrava era sua companhia, por um tempo. Ele era intangível, etéreo. Fluía na brisa e se esvaía entre os dedos, em espirais de fumaça, impossíveis. O espectro era apenas uma lembrança torpe do brilho que um dia já foi. Intocável, parecia longe demais para abraçar. O cheiro não era como ela lembrava, o olhar era apenas penumbra. Ele parecia se sentir tão preso quanto ela, para não se sentir só. E ela sofreu. Como nunca pensou que pudesse sofrer antes, como nunca quis.
Aquela dor era pior que os grilhões de sua solidão, preenchida com o escuro em que se mantinha.
Ela não sabia se era apenas ela, ou se todas as pessoas em seus mundos se sentiam assim tão sozinhas com seus fantasmas. Se todas as pessoas tinham seus fantasmas... Nem isso ela sabia. Só sabia que ser deixada sozinha até mesmo por sua sombra, no vazio, era dolorido. Deixada para trás, descartada como um brinquedo velho e quebrado, remendada. Desacreditada. Incapaz de lutar contra os fantasmas que a atormentavam, enfraquecida pela quantidade de silêncio contado em horas e dias. Ela se sentia abandonada até mesmo pela solidão, no fim.
Era capaz de ouvir apenas o som de sua voz, arranhada, destreinada depois de tudo.
E, quando falava, chamava por seu cativo e etéreo, o via pairar sobre si, impassível, adormecido como os sons, silencioso como somente ela conhecia. A pressão sempre crescia em seus ouvidos, até aquele silêncio se tornar insuportável, até rasgar sua alma. Até fazê-la expelir os resquícios de sua ingenuidade, e querer gritar por ajuda, por alguém que a retirasse daquele torpor. Só conseguia se sentir ainda mais sozinha.
Ainda mais abandonada. Para sempre, atormentada pelo fantasma ébrio em sua própria consciência.
Para sempre.
Mas ela ainda alimentava secretamente aquele desejo infantil de não sentir-se tão sozinha... De não ter apenas a própria voz para ouvir. De não ser sua única companhia, em um mundo tão solitário quanto o reino... em que perecia.
FM.
Rainha Branca de neve sentia-se presa em uma armadilha de solidão. Os ecos que a atormentavam não bastavam como companhia, nem as estações que permeavam seus olhos, com pastosos vendavais de lágrimas e últimas palavras, as que nunca pronunciou. Seu reino solitário, feito de sombras, memórias e poeira, padecia. Ruía em uníssono com seu mais profundo e mórbido desejo. No reduto mais indômito de sua sanidade, ela era julgada por seu silêncio, o que a fazia perecer.
Ela não queria se sentir só.
Por isso o fantasma que a alegrava era sua companhia, por um tempo. Ele era intangível, etéreo. Fluía na brisa e se esvaía entre os dedos, em espirais de fumaça, impossíveis. O espectro era apenas uma lembrança torpe do brilho que um dia já foi. Intocável, parecia longe demais para abraçar. O cheiro não era como ela lembrava, o olhar era apenas penumbra. Ele parecia se sentir tão preso quanto ela, para não se sentir só. E ela sofreu. Como nunca pensou que pudesse sofrer antes, como nunca quis.
Aquela dor era pior que os grilhões de sua solidão, preenchida com o escuro em que se mantinha.
Ela não sabia se era apenas ela, ou se todas as pessoas em seus mundos se sentiam assim tão sozinhas com seus fantasmas. Se todas as pessoas tinham seus fantasmas... Nem isso ela sabia. Só sabia que ser deixada sozinha até mesmo por sua sombra, no vazio, era dolorido. Deixada para trás, descartada como um brinquedo velho e quebrado, remendada. Desacreditada. Incapaz de lutar contra os fantasmas que a atormentavam, enfraquecida pela quantidade de silêncio contado em horas e dias. Ela se sentia abandonada até mesmo pela solidão, no fim.
Era capaz de ouvir apenas o som de sua voz, arranhada, destreinada depois de tudo.
E, quando falava, chamava por seu cativo e etéreo, o via pairar sobre si, impassível, adormecido como os sons, silencioso como somente ela conhecia. A pressão sempre crescia em seus ouvidos, até aquele silêncio se tornar insuportável, até rasgar sua alma. Até fazê-la expelir os resquícios de sua ingenuidade, e querer gritar por ajuda, por alguém que a retirasse daquele torpor. Só conseguia se sentir ainda mais sozinha.
Ainda mais abandonada. Para sempre, atormentada pelo fantasma ébrio em sua própria consciência.
Para sempre.
Mas ela ainda alimentava secretamente aquele desejo infantil de não sentir-se tão sozinha... De não ter apenas a própria voz para ouvir. De não ser sua única companhia, em um mundo tão solitário quanto o reino... em que perecia.
FM.
I've been screaming on the inside, and I know you feel the pain. Can you hear me? Not that I'm so diferent, not that I don't see the dying light of what we used to be. How can I forgive you? You changed. And I'm a liar by your side, I'm about to lose my mind.
The change - Evanescence
Voobrazhayemyy - Parte II
Escrito por
Fernanda Medeiros
às
09:46
'
T Casper's
Lullaby - Gasparzinho OST T
Era uma vez
quatro brinquedos que caíam em um abismo escuro, infestado por tempestades de
vento e uma nevasca terrível. Levados pelos vendavais, eles despencaram entre
estrelas e flocos de neve, até o chão branco e macio. Seus nomes eram Voo,
Braz, Hay e Emyy.
Voo era a mais
velha deles. Era amorosa e tratava a todos como uma mãe. Ela era uma matrioska
bonita, com três bonecas pintadas à mão, e usava um vestido vermelho, com um
avental azul e um lenço amarelo na cabeça. Braz era sisudo, pessimista e um
pouco rabugento, mas todos gostavam dele. Era um Zaleika, espécie de flauta com
som melancólico. Hay era o soldadinho de chumbo mais bonito de seu regimento.
Usava uma farda azul e segurava uma carabina negra no ombro. Era corajoso,
forte, e parecia sempre pronto para enfrentar os maiores perigos...
...Coisa que
Emyy, a bailarina de cerâmica, nunca faria. Ela era muito medrosa, pouco
corajosa, sempre tentou se arriscar o mínimo possível, para não se machucar.
Ela era mesmo muito boba.
Aqueles
brinquedos despencaram pelo céu deserto, e imaginaram que era seu fim, e que se
quebrariam quando chegassem ao chão, mas não foi o que aconteceu. Eles colidiram
contra o chão branco e macio como um travesseiro de penas, com sons ocos. Voo,
a matrioska, gritou, mas sua voz foi abafada pela neve que cobria sua boca. As
notas melancólicas de Braz soaram sua música sombria no ar, em um assobio, e
Hay foi o primeiro a escapar de seu buraco.
Ele correu para
salvar Voo, e depois puxou Braz pelo bocal. Os dois caíram na neve, e riram,
talvez por alívio, já que ninguém estava quebrado. Voo chamou a atenção dos
dois, e apontou para Emyy, que estava deitada na neve.
Emyy fitava o
céu, com a expressão triste. Lá no alto ela via as estrelas presas na
escuridão, suspensas por algo que ela desconhecia, enquanto outras caíam até o
chão, para forrá-lo de branco, talvez porque se sentissem muito sozinhas... Tão
longe. Ela também viu o trenó que fugia para a próxima cidade, rapidamente,
levando seus sinos, seu calor e seu cheiro de biscoitos recém saídos do forno.
O senhor de vermelho ainda precisava entregar os presentes de natal de todas as
crianças do mundo.
“Emyy? Está tudo
bem? Ou você se quebrou? ” Hay parecia genuinamente preocupado com a bailarina,
que o olhou e pestanejou lentamente.
“Estou bem. Não
que você precise saber.”
Hay estreitou os
olhos.
“Mal-educada.”
Os dois trocaram
um olhar ferino, e sustentaram a provocação por alguns instantes, até ouvirem o
assobio de Braz no ar. Então o soldado fez uma careta e se afastou da
bailarina, que ouviu seus passos pesados achatarem os flocos de neve.
Hay e Emyy não
se davam bem. Eles se provocavam o tempo inteiro. Emyy não suportava a
arrogância de Hay, e Hay detestava a falta de seriedade de Emyy. Os dois não
conversavam sem que tudo acabasse em brigas, que sempre eram apartadas por Voo
ou Braz. Assim, os quatro mantinham, dentro de seus conflitos, uma unidade.
Eles todos eram amigos, apesar de Hay ser um chato.
Emyy soltou um
suspiro e viu o ar condensar acima dela, como uma baforada de fumaça. Ela se
sentou e limpou a neve dos braços e dos cabelos esculpidos em cerâmica. A
bailarina se ergueu, fitou o lugar ao seu redor, e um frio percorreu sua
espinha.
Longos
corredores se erguiam ao redor dos quatro brinquedos, semelhantes a um
labirinto, com várias direções a seguir. Ela viu que as paredes eram de pedra
escura, cobertas de limo esverdeado e úmido, além da densa camada de neve que
parecia esconder seu real tamanho. Em alguns pontos as paredes eram apenas
gradeados pretos, que protegiam cruzes de madeira desgastada em sua demarcação.
Uma das paredes era feita de mármore branco rajado de teias cinzentas, com duas
argolas de prata penduradas em sua extensão.
Emyy olhou para
cima e viu os topos das paredes. Algumas eram adornadas por anjos de pedra com
asas baixas e aparência tristonha, outras tinham cruzes esculpidas em diversos
tamanhos. A neve se acumulava em tudo, ali. Dava uma aura ainda mais
fantasmagórica à visão.
“Onde estamos?”
Ela perguntou, andando até Voo. Emyy sentia medo, mas não estava disposta a
admitir isso na frente de Hay.
“Parece com um
cemitério.” O soldado informou, com uma voz implacável. Ele caminhou pela neve
e ergueu a carabina, encostando-a na argola de prata, que mal se mexeu com o
esforço de Hay. “Perderemos o natal, e a criança que nos receberia ficará...
Bem, sem presente.” Ele encolheu os ombros, e Braz assobiou tristemente.
“Hay, filho,
você lembra qual era o nome da criança a quem seríamos entregues?”
“Sim, senhora.
Princesa Agnes Valentina Ruth Ianzen Lockhart, primeira filha do rei Richard
II.” Hay respondeu a Voo, que pressionou as mãos gordinhas juntas. “É, uma
princesa de verdade.” Ele completou, e Braz soltou outro assobio, mais agudo, e
mais sombrio. “E não sabemos nem ao menos onde estamos. ” Sua voz sempre
constante falhou, e Hay pigarreou.
“Nunca
conseguiremos encontrar a garota.” Braz cantarolou, melodioso.
“Bem... ” Hay
parecia concordar.
TTT
Continua...
FM.
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Voobrazhayemyy
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Poison Apple
Escrito por
Fernanda Medeiros
às
15:01
quinta-feira, 15 de dezembro de 2016
'
Embaixo, no porão, estou fazendo meu veneno pra você
Essa coisa que eu faço vai lhe parar e acabar com isso de uma vez
Não sou amarga, sou agridoce
Me escondendo nas sombras, eu vejo sua derrota!
Embaixo, no porão, estou fazendo meu veneno pra você. Seu tolo!
Eu lhe vejo correndo para o bosque, correndo para o seu destino!
Eu lhe vejo se esvaindo de vez, caindo. Seu tolo!
Não podes me machucar agora!
Embaixo, no porão, estou fazendo meu veneno para você!
Esse veneno é, meu amor, o último presente que eu lhe darei. Seu tolo!
Poison Apple - Dark Sarah
FM.
Embaixo, no porão, estou fazendo meu veneno pra você
Essa coisa que eu faço vai lhe parar e acabar com isso de uma vez
Não sou amarga, sou agridoce
Me escondendo nas sombras, eu vejo sua derrota!
Embaixo, no porão, estou fazendo meu veneno pra você. Seu tolo!
Eu lhe vejo correndo para o bosque, correndo para o seu destino!
Eu lhe vejo se esvaindo de vez, caindo. Seu tolo!
Não podes me machucar agora!
Embaixo, no porão, estou fazendo meu veneno para você!
Esse veneno é, meu amor, o último presente que eu lhe darei. Seu tolo!
Poison Apple - Dark Sarah
FM.
Voobrazhayemyy - Parte 1
Escrito por
Fernanda Medeiros
às
08:05
quarta-feira, 14 de dezembro de 2016
VoobrazhayemyyT
T Ice
dance - Edward Mãos de tesoura OST T
Lá
fora a neve flutua lentamente no ar enregelado.
Através
da janela eu vejo sopros de vento formarem espirais de flocos cintilantes como
joias, que fluem no céu noturno, se elevam pela escuridão, e se dissipam na
névoa. Lembro-me do dia em que eu sonhei que a neve eram estrelas tristes e
frias, que se sentiam sozinhas, e que caíam sobre a terra para encontrar alguém
e compartilhar uma dança com o vento, um momento de silêncio, ou uma noite de
inverno.
Faz
muito tempo.
Tanto
tempo... Mas eu lembro de tudo o que aconteceu, naquele dia. Os sinos retiniam
e o vento assobiava. O balanço das renas movia o trenó, e as avalanches lá
embaixo eram apenas marolas de um mar alvo e pacífico. Acima de nós só existia
a escuridão drapejada de estrelas frias e solitárias. O senhor vestido de
vermelho ria a cada manobra mais perigosa contra a ventania, e um momento de
displicência em séculos fez com que nos uníssemos à neve que pairava no
infinito.
Éramos
quatro, e ainda somos. Desvio meu olhar do vidro embaçado e um vislumbre de seu
descanso me acalenta. Todos no quarto da princesa dormem, e assim deve ser.
Exceto por uma perturbação. Movo a boca para baixo e me levanto, equilibrando
minhas articulações. Caminho lentamente, e vejo minha sombra muito mais alta do
que a lua que derrama seus feixes prateados sobre o branco.
Escalo
a estrutura de madeira e chego ao chão. Percebo de onde exatamente vem a
movimentação, e sorrio. Chego até a pequena, uma ursinha feita de vidro, que
reflete todo um arco-íris quando iluminada pelo sol. Ela é nova, acabou de
chegar. Quando me vê, ela cobre um pouco mais o corpinho cristalino com um
pedaço de tecido das roupas da outra boneca.
Sento-me
ao seu lado, e sorrio mais uma vez. “O que há? Não consegue dormir?”
“E-eu... não. ”
Sua voz é aguda e leve, ela é só uma criança.
“Por que? Está
bem?”
“Não
sei, Emyy... estou com saudade de casa...”
“Não gosta da
Agnes?” Indago, sem saber porque ela sente saudade.
“Gosto... mas
tenho medo de que ela me abandone, como a Didi fez. ”
“Ora, Niye,
Agnes sempre cuidou muito bem de todos os seus brinquedos. Você está a salvo
aqui, com ela. Veja a mim, ou a Voo, o Braz, ou o Hay... nunca fomos
abandonados, e estamos bem. ” Eu ri, e aconcheguei a ursinha Niye ao meu lado.
“Quer que eu te conte uma história pra dormir? ”
“Que história? ”
“A história de
como chegamos até aqui. A história de Voobrazhayemyy.”
“Como chegaram
aqui? ”
“Vou te contar.
E vou começar de um jeito que todo conto de fadas começa. ”
“Como?”
“Com era uma
vez, oras.”
TTT
Continua...
FM.
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Voobrazhayemyy
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Recado para o Estado:
Escrito por
Fernanda Medeiros
às
17:02
sábado, 10 de dezembro de 2016
'
Ei, Estado, vai tomar no cu. Você e seus políticos sujos não me representam, e eu não pedi pra pagar seus CACIFES por aí. Sou roubada todos os dias, via impostos, para custear um Renan Calheiros se negar a cumprir uma decisão do STF, para ver um Temer enfiar uma reforma de previdência ESTÚPIDA goela a baixo e assistir o Brasil RUIR nas mãos de PÉSSIMOS gestores. E o erro não está no Estado? O erro está aonde?
Quero que alguém me explique. Responda a essa pergunta: Se nenhum serviço do Estado funciona, porque eu devo confiar no Estado? Se eu pago impostos tão altos e sofro com uma burocracia insana, porque não devo pedir para pagar menos? Porque minha conta tem que ser tão alta se eu não usufruo de nenhum serviço?
Segurança? Não tenho nem se ficar dentro de casa, e preciso recorrer à segurança PRIVADA. Saúde? Todo mundo sonha com um plano de saúde (saúde PRIVADA) pra não precisar da pública. Quando eu precisei do SUS passei duas semanas com uma doença, fazendo um tratamento de outra. Só quando paguei um hospital particular, tive um serviço eficiente. Minha experiência. Educação? Só vi como era a pública depois que comecei a ensinar, e é uma merda, mesmo com os esforços dos professores e administradores da escola. Eu estudei em escolas PRIVADAS porque o serviço era MELHOR. Previdência? Está quebrada e quer escravizar idosos para se reerguer.
Segurança.
Saúde.
Educação.
Assistência social.
UÉ. Se eu sou assaltada pelo Estado via impostos, todos os dias, para ter acesso a esses "direitos" vindos de serviços públicos, por que diabos eu preciso pagar também pelo serviço privado? O público não devia funcionar? AAAAAAAAAHHHHH É mesmo. Nunca vi serviço público funcionar em lugar algum. Se funcionar, pode procurar, tem iniciativa privada metida no meio. E se a iniciativa privada é mesmo esse bicho papão do capitalismo malvadão, POR QUE MERDAS EU SÓ TENHO UM SERVIÇO QUE FUNCIONA QUANDO EU PAGO POR ELE NA INICIATIVA PRIVADA?
Parêntese/
Iniciativa privada com regulação do Estado priva a concorrência, e sem concorrência não há competitividade, e sem competição pelo cliente não há melhora no serviço e no preço. Então, onde o Estado bota o dedo, caga. Vide internet no Brasil, é um exemplo.
/Parêntese
É difícil entender que a JUSTIÇA Estatal só funciona para o ESTADO? É difícil ver que NOSSO dinheiro sustenta a SEGURANÇA, A SAÚDE, EDUCAÇÃO E ASSISTÊNCIA SOCIAL de quem se torna DONO do nosso dinheiro por meio dessa bosta de VOTO?
Essa merda que o pessoal chama de democracia para mim, hoje, não passa de uma nova forma de REBANHO! Enquanto eles se dizem nossos representantes, enchem o cu de dinheiro ROUBADO. E reclamam quando a gente se enraivece! E tem gente com a coragem de dizer que age em nome do povo. EU QUERO QUE CADA POLÍTICO DESAPAREÇA DA FACE DA TERRA, SUMA DA MINHA FRENTE E DO MEU BOLSO. Usarei palavras de ordem esquerdistas, agora. Peço licença a Che e Fidel, mas: Políticos não passarão.
Deixei de acreditar no Estado, porque ele nunca acreditou em mim como indivíduo. Pro Estado, eu sou apenas um caixa eletrônico que ele quebra todos os dias, até o fim da minha vida. EU NÃO QUERO SER ESCRAVA DESSE SISTEMA MALDITO.
É isso.
Ps.: Coxinha, fascista, reacionária, bolsominion, extrema direita ditatorial e afins? TEU CU. Nunca vi liberal fascista, nunca vi reacionário liberal, coxinha só gosto de comer essa delícia, e Bolsonaro é político, vide acima o que eu penso sobre políticos. Por fim, NÃO, caralho, não posso ser a favor de porra de intervenção militar e defender tudo o que eu disse acima, cacete. Deixa de ser burro. Sou minarquista, não fascista como você, que quer o estado gigantesco e totalitário, sugando sua alma igual a um dementador, pra dar dinheiro pra gente como Fernando Collor, José Agripino, Álvaro Dias, Aécio Neves, Geraldo Alckmin, José Serra, Sérgio Cabral, Garotinho, Eduardo Paes, Dilma e o gangster mais adorado do Brasil, Lula.
FM.
Ei, Estado, vai tomar no cu. Você e seus políticos sujos não me representam, e eu não pedi pra pagar seus CACIFES por aí. Sou roubada todos os dias, via impostos, para custear um Renan Calheiros se negar a cumprir uma decisão do STF, para ver um Temer enfiar uma reforma de previdência ESTÚPIDA goela a baixo e assistir o Brasil RUIR nas mãos de PÉSSIMOS gestores. E o erro não está no Estado? O erro está aonde?
Quero que alguém me explique. Responda a essa pergunta: Se nenhum serviço do Estado funciona, porque eu devo confiar no Estado? Se eu pago impostos tão altos e sofro com uma burocracia insana, porque não devo pedir para pagar menos? Porque minha conta tem que ser tão alta se eu não usufruo de nenhum serviço?
Segurança? Não tenho nem se ficar dentro de casa, e preciso recorrer à segurança PRIVADA. Saúde? Todo mundo sonha com um plano de saúde (saúde PRIVADA) pra não precisar da pública. Quando eu precisei do SUS passei duas semanas com uma doença, fazendo um tratamento de outra. Só quando paguei um hospital particular, tive um serviço eficiente. Minha experiência. Educação? Só vi como era a pública depois que comecei a ensinar, e é uma merda, mesmo com os esforços dos professores e administradores da escola. Eu estudei em escolas PRIVADAS porque o serviço era MELHOR. Previdência? Está quebrada e quer escravizar idosos para se reerguer.
Segurança.
Saúde.
Educação.
Assistência social.
UÉ. Se eu sou assaltada pelo Estado via impostos, todos os dias, para ter acesso a esses "direitos" vindos de serviços públicos, por que diabos eu preciso pagar também pelo serviço privado? O público não devia funcionar? AAAAAAAAAHHHHH É mesmo. Nunca vi serviço público funcionar em lugar algum. Se funcionar, pode procurar, tem iniciativa privada metida no meio. E se a iniciativa privada é mesmo esse bicho papão do capitalismo malvadão, POR QUE MERDAS EU SÓ TENHO UM SERVIÇO QUE FUNCIONA QUANDO EU PAGO POR ELE NA INICIATIVA PRIVADA?
Parêntese/
Iniciativa privada com regulação do Estado priva a concorrência, e sem concorrência não há competitividade, e sem competição pelo cliente não há melhora no serviço e no preço. Então, onde o Estado bota o dedo, caga. Vide internet no Brasil, é um exemplo.
/Parêntese
É difícil entender que a JUSTIÇA Estatal só funciona para o ESTADO? É difícil ver que NOSSO dinheiro sustenta a SEGURANÇA, A SAÚDE, EDUCAÇÃO E ASSISTÊNCIA SOCIAL de quem se torna DONO do nosso dinheiro por meio dessa bosta de VOTO?
Essa merda que o pessoal chama de democracia para mim, hoje, não passa de uma nova forma de REBANHO! Enquanto eles se dizem nossos representantes, enchem o cu de dinheiro ROUBADO. E reclamam quando a gente se enraivece! E tem gente com a coragem de dizer que age em nome do povo. EU QUERO QUE CADA POLÍTICO DESAPAREÇA DA FACE DA TERRA, SUMA DA MINHA FRENTE E DO MEU BOLSO. Usarei palavras de ordem esquerdistas, agora. Peço licença a Che e Fidel, mas: Políticos não passarão.
Deixei de acreditar no Estado, porque ele nunca acreditou em mim como indivíduo. Pro Estado, eu sou apenas um caixa eletrônico que ele quebra todos os dias, até o fim da minha vida. EU NÃO QUERO SER ESCRAVA DESSE SISTEMA MALDITO.
É isso.
Ps.: Coxinha, fascista, reacionária, bolsominion, extrema direita ditatorial e afins? TEU CU. Nunca vi liberal fascista, nunca vi reacionário liberal, coxinha só gosto de comer essa delícia, e Bolsonaro é político, vide acima o que eu penso sobre políticos. Por fim, NÃO, caralho, não posso ser a favor de porra de intervenção militar e defender tudo o que eu disse acima, cacete. Deixa de ser burro. Sou minarquista, não fascista como você, que quer o estado gigantesco e totalitário, sugando sua alma igual a um dementador, pra dar dinheiro pra gente como Fernando Collor, José Agripino, Álvaro Dias, Aécio Neves, Geraldo Alckmin, José Serra, Sérgio Cabral, Garotinho, Eduardo Paes, Dilma e o gangster mais adorado do Brasil, Lula.
FM.
Wrong side of Heaven
Escrito por
Fernanda Medeiros
às
07:36
quinta-feira, 8 de dezembro de 2016
'
Enquanto eu escrevia isso, mais e mais pessoas morriam nas guerras.
Enquanto você lê isso, há alguém aí, em algum lugar, arrasado por uma guerra que nunca entenderá.
Pelas mãos de gente que nunca saberia como é cair aos pés de uma arma.
Enquanto eu termino isso, alguém aí se sente sozinho, e diz que não é um herói por ter lutado em uma guerra.
Tem alguém que não é feito de pedra, e que nunca esquecerá os horrores da guerra.
Tem alguém que vê o sangue de outros seres humanos em suas mãos, e pensa estar do lado errado do Céu... Mas no lado justo do inferno.
Até quando?
FM.
Wrong side of Heaven - Five Finger Death Punch
Enquanto eu escrevia isso, mais e mais pessoas morriam nas guerras.
Enquanto você lê isso, há alguém aí, em algum lugar, arrasado por uma guerra que nunca entenderá.
Pelas mãos de gente que nunca saberia como é cair aos pés de uma arma.
Enquanto eu termino isso, alguém aí se sente sozinho, e diz que não é um herói por ter lutado em uma guerra.
Tem alguém que não é feito de pedra, e que nunca esquecerá os horrores da guerra.
Tem alguém que vê o sangue de outros seres humanos em suas mãos, e pensa estar do lado errado do Céu... Mas no lado justo do inferno.
Até quando?
FM.
Wrong side of Heaven - Five Finger Death Punch
AcordeSedrocA
Escrito por
Fernanda Medeiros
às
16:07
segunda-feira, 5 de dezembro de 2016
'
De todas as imagens, cheiros e gostos que ela experimentava, restavam as músicas que ela ouvia, em sua memória. Uma para cada momento de sua vida, intrinsecamente ligada a cada recorte de figuras em suas lembranças mais antigas, conhecidas por seus olhos e ouvidos. De tudo o que ela viveu, era o que sua voz entoava, o que ela lembrava.
A paixão fluía em sua garganta, nunca falada, sempre cantada.
Um verso para cada passo, uma nota para cada gesto. Acordes de Lá, ou de cá... A música era como a vida que mergulhava em suas veias e se instalava em seu coração. Traduzia seu silêncio, gritava todas as palavras presas em seus olhos. Aveludada, metálica, airosa ou densa. Para alguns é apenas uma música...
Para ela era sua voz, em forma de canção.
FM.
De todas as imagens, cheiros e gostos que ela experimentava, restavam as músicas que ela ouvia, em sua memória. Uma para cada momento de sua vida, intrinsecamente ligada a cada recorte de figuras em suas lembranças mais antigas, conhecidas por seus olhos e ouvidos. De tudo o que ela viveu, era o que sua voz entoava, o que ela lembrava.
A paixão fluía em sua garganta, nunca falada, sempre cantada.
Um verso para cada passo, uma nota para cada gesto. Acordes de Lá, ou de cá... A música era como a vida que mergulhava em suas veias e se instalava em seu coração. Traduzia seu silêncio, gritava todas as palavras presas em seus olhos. Aveludada, metálica, airosa ou densa. Para alguns é apenas uma música...
Para ela era sua voz, em forma de canção.
FM.
H.O.M.E.S.I.C.K.
Escrito por
Fernanda Medeiros
às
15:49
domingo, 4 de dezembro de 2016
It feels more like failing
And it feels like I'm choking
It's more like dreaming of ending this right now
I'm homesick
I'm homesick
But there's not a place I can call home
At least it used to be where my family used to live
Still homesick
But there's no family anymore
Anymore
It seems for so long
That I've been on denial
And no, I don't
Want you to hold on to this grudge
So thorough with my skill to fake smiles
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Iesu, Rex admirabilis
Et triumphator nobilis,
Dulcedo ineffabilis,
Totus desiderabilis.
Et triumphator nobilis,
Dulcedo ineffabilis,
Totus desiderabilis.
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