No dia 01 de janeiro de 2011 eu escrevi um texto que falava sobre promessas de ano novo. Relendo minhas palavras, vi que algumas coisas mudaram. Ainda não sou romântica, por mais que me esforce para demonstrar o quanto me importo, e ainda vejo estranhos paradoxos entre o novo e o velho, entre o ano que se vai, e o que chega. A sensação de renovação límpida como uma folha de papel em branco ainda está aqui, junto de mim. Para escrever mais um capítulo de uma vida que ficará em diários e blogs, como este aqui.
Então eu encaro mais uma folha em branco que está por vir, 2017, e me lembro daquelas vagas promessas de ano novo, as quais quis expulsar de mim naquele ano de 2011. Já faz tanto tempo, mas parece que foi ontem. Não farei promessas, agora traço metas e as persigo com todas as forças que possuo. Não são mais promessas de ano novo, são objetivos que me transportam até onde eu quero chegar. São motivadores que gritam em meus ouvidos sempre que eu penso em desistir.
Minhas metas não são meras promessas de ano novo, agora elas são o combustível para me impulsionar até o futuro, o lugar que sempre tento segurar nas mãos, e que sempre está lá na frente, nebuloso e pacífico. Uma das tolices daquela menina de 19 anos era achar, com aquela soberba, que promessas de ano novo para nada serviam. Ela nunca esteve tão enganada.
Hoje eu vejo que essas promessas são muito mais, são a esperança em dias melhores, e sem esperança, nada resta. Quanto mais vivo, mais compreendo que é essa esperança, e pequenas transformações em atos, gestos e ações, que fazem evoluir. Promessas de ano novo não são vagas, elas são plenas. Se você parar pra pensar, de cada cem promessas que você já fez, sempre existe aquela que muda tudo em sua vida. Em 2011 minha promessa foi não prometer, apenas perseguir meu sonho.
Naquele ano de 2011 eu e Adelina resolvemos, de uma vez, terminar a Triângulo, como livro. Em 2016 vejo que não prometer, apenas perseguir um sonho, me trouxe a uma nova realidade. Com três livros publicados, e tantas outras histórias para contar, penso em como estarei daqui a cinco anos, se continuar a perseguir meus sonhos, com promessas de ano novo. Aquela promessa de 2011 me trouxe até aqui, então acho válido fazer mais uma, tão perto do fim.
E eu prometo. Prometo perseguir meu novo sonho, minha nova meta. Prometo mantê-la, como uma esperança. Tudo vai dar certo, por mais longe que pareça, ou por mais incerto e instável que possa soar, aqui estou eu para renovar meu compromisso comigo mesma. Prometo aquela menina de 19 anos que viu as luzes da cidade de longe, e limpou a mente para pensar no novo. Prometo para quem ainda serei. Nunca desistirei de nenhum dos meus sonhos, por mais longínquos, lunáticos e irrealizáveis que pareçam.
Assim, minha promessa de ano novo não é vaga como um dia fiz parecer. Ela é plena, e está enraizada em mim como só um sonho poderia estar.



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